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Café: Lavouras do Sul de Minas Gerais podem abortar florada

Algumas lavouras do Sul de Minas já apresentam floradas esporádicas da próxima safra (2015/16) mesmo com o déficit hídrico registrado na região. No entanto, precipitações ainda são necessárias para fixação da floração das plantas preocupando os cafeicultores que temem o “baixo pegamento”.

De acordo com levantamento da Procafé divulgado nesta quinta-feira (11), a próxima safra deve ter queda de 20% e o déficit hídrico está próximo do maior já registrada na história da cafeicultura na região, que aconteceu no ano de 2007 quando foram observadas ocorrências de flores anormais e abortamento superior a 80% do total de flores.

Segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador da Prócafé, Alisson Fagundes, a principal florada do café no Sul de Minas deve começar nos próximos dias. No entanto, sem perspectiva de chuvas as flores podem não resistir. “Não temos perspectiva de chuva na região, a florada deve começar entre sábado e domingo. Porém, sem chuva acreditamos que o pegamento será péssimo”, afirma.

Segundo o cafeicultor, Francisco Miranda, as floradas em sua lavoura na cidade de Três Pontas-MG iniciaram de forma esporádica (veja fotos abaixo), nas plantas novas ou esqueletadas e florada de ponteiro. "Tivemos florada de capote em solos melhores. Mas a situação na região é crítica, na minha fazenda de janeiro até agora choveu 330 mm. No ano passado, nesse período tivemos precipitação de mais de mil milímetros", ressalta.

As informações das floradas no Brasil influenciam a Bolsa de Nova York nesta sexta-feira. Segundo o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, as floradas começam a acontecer e isso gera especulações no mercado. “As floradas aparecem conforme a precipitação de cada região. Daqui para frente até outubro deve ser assim e isso é um prato cheio para os especuladores”, diz.




Fonte:www.cenariomt.com.br

Pedágio da Fernão Dias fica mais caro na próxima semana

A Autopista Fernão Dias, concessionária responsável pela administração da rodovia, informou nesta quinta-feira (12) que os novos valores da tarifa de pedágio praticada nas oito praças da rodovia entre São Paulo e Belo Horizonte (MG) começam a valer a partir de meia-noite da próxima quinta-feira (19).

Quatro praças de pedágio ficam no Sul de Minas (Cambuí, São Gonçalo do Sapucaí, Carmo da Cachoeira e Santo Antônio do Amparo). O pedágio simples, cobrado para automóveis de passeio passa de R$ 1,40 para R$ 1,50. O novo valor para motocicletas será de R$ 0,75.

Conforme a concessionária, de acordo com o Contrato de Concessão, assinado entre a Autopista Fernão Dias e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no dia 14 de fevereiro de 2008, está previsto o reajuste anual da tarifa, sempre na data de aniversário, 19 de dezembro.

Confira na tabela abaixo os novos valores que serão praticados no trecho da BR-381 entre São Paulo e Belo Horizonte:

Aumento de combustível: Primeiro setor a ser impactado é o de transporte de cargas, que encarecerá produto final

A alta no preço dos combustíveis nas refinarias deverá elevar, em média, 2,3% o custo dos fretes no país. No último sábado, a Petrobras anunciou um reajuste de 4% no preço da gasolina para as refinarias e de 8% no diesel. Na reação em cadeia do repasse de custos, o primeiro setor a ser impactado é o de transporte de cargas.


“A previsão é que o custo tenha alta média de 2,05% (distâncias de 800 km), mas o número pode variar para mais ou para menos de acordo com a distância percorrida pelo veículo”, diz Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logística, responsável pela estimativa.

Ainda de acordo com o estudo, dependendo da operação, a representatividade do combustível no custo total do transporte varia entre 15% e 40%.

Em operações urbanas ou rotas curtas, como produtos que saem dos centros de distribuição até as lojas, o combustível pode representar entre 15 e 20% do custo de operação. Mas em uma operação rodoviária (como, por exemplo, do agronegócio), onde são utilizados veículos pesados que percorrem grandes distâncias, o peso do combustível pode até ser superior a 40%. Apesar disso, o professor de economia da FGV/IBS, Raul Duarte, não vê, a curto prazo, grande impacto na inflação.

“Um possível aumento do preço do frete deverá ser compensado por uma pressão menor dos alimentos no índice”.

Nas bombas dos postos de combustível, a alta deverá ser de 3% para a gasolina e entre 6% a 7% para o diesel, segundo analistas de mercados entrevistados pela agência Reuters. Na inflação oficial, o impacto total da alta dos combustíveis deverá ser de 0,12 ponto percentual no IPCA de dezembro.

Reação. Apesar do aumento, já aguardado pelo mercado, as ações da Petrobras caíram 10% no primeiro dia do pregão após o anúncio da alta nos combustíveis.

“O mercado reagiu a um embate entre o governo e a direção da Petrobras”, diz Duarte. Ontem, a estatal se recuperou, com altas de 0,91% e 0,86% em seus papéis. A empresa propôs um mecanismo de reajuste automático da gasolina e o governo considerou a medida de alto risco inflacionário.

“Haveria um risco de indexação, o que poderia trazer de novo o conceito de inflação inercial, que prejudicou tanto no passado, e contaminar outros setores”, diz Duarte.







Fonte: O Tempo

Preços da cafeicultura e viagem de Dilma a Varginha no Sul de Minas

A viagem da presidente Dilma Rousseff a Varginha, no Sul de Minas, prevista para esta quarta-feira (7), pode ser um sucesso ou um fracasso. Vai depender do anúncio que ela fizer – ou não – das medidas para tirar a cafeicultura da crise provocada pelos preços baixos do café, principal produto agrícola da região.

Se não tiver nada para anunciar, talvez fosse melhor não voltar hoje a Varginha, onde esteve pela última vez em 2010, durante a campanha eleitoral. Pois os cafeicultores do Sul de Minas, que já fizeram protestos nas ruas, na última década, estão muito irritados com seu governo. Desde novembro, esperam por ajuda.

Quando Dilma Rousseff foi a Varginha no dia 16 de setembro de 2010 para pedir votos, ela prometeu ajudar na solução dos problemas de endividamento e na fixação de um preço mínimo para a saca de café. De fato, seu governo fixou para este ano preço mínimo de R$ 307, mas os cafeicultores aguardam há nove meses a liberação dos recursos oficiais para financiamento da colheita, estocagem e custeio do café.

Há dois dias, cafeicultores viajaram a Brasília para ouvir do ministro da Agricultura, Antônio Andrade, do PMDB mineiro, o anúncio do pacote de apoio ao setor. Mas ele, depois de se fazer esperar por mais de uma hora, apareceu para se desculpar: não conseguira encerrar as negociações com a área econômica do governo.

Para minimizar a decepção, acrescentou que talvez as medidas fossem anunciadas hoje pela própria presidente, em Varginha.
O presidente da Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé, Carlos Paulino, um dos que aguardavam o anúncio no auditório do Ministério da Agricultura, na segunda-feira, afirmou aos repórteres que parte do café colhido neste ano no Sul de Minas fora vendida a R$ 280 a saca – R$ 27 abaixo do preço mínimo –, pois o produtor não podia esperar mais para pagar as contas. Na Zona da Mata, o prejuízo seria ainda maior. O preço de produção da saca é calculado ali em R$ 360, mas produtores pressionados pelos credores têm vendido a R$ 240.

Apesar das dificuldades de quem produz e emprega mão de obra na cafeicultura, as exportações do setor em Minas somaram US$ 3,4 bilhões no período de 12 meses iniciado em julho de 2012. É um setor que não pode ser ignorado pelo governo, assim como o agronegócio brasileiro como um todo.

Sem este, as exportações do país teriam ficado menores em US$ 100 bilhões.








Fonte: Informações Hoje Em Dia

Aumenta procura por vacina contra H1N1 no Sul de Minas e preço sobe


A gripe H1N1, que tem feito muitas vítimas no Estado de São Paulo, começa a preocupar o Sul de Minas. Duas pessoas na região podem ter morrido em consequência da gripe. Um dos casos, um homem de Extrema (MG), já foi confirmado pelas autoridades de saúde. Com isso, a procura pela vacina nos consultórios particulares por quem não foi atendido pela campanha do governo tem aumentado, mas a dose está mais cara do que o ano passado.

Segundo a farmacêutica Sidnéia Porto Reis, que trabalha em uma clínica particular em Varginha (MG), a procura pela vacina está alta, e por isso, a dose já está mais cara do que no ano passado, custando R$ 85. Em 2012, o preço era R$ 50.

Na rede pública, a campanha de imunização contra a gripe em alguns municípios termina nesta quarta-feira (29), mas onde ainda há doses disponíveis, a vacinação continua. A prioridade é vacinar idosos, gestantes e crianças menores de dois anos, grupos que têm pouca resistência ao vírus.

Em Minas Gerais já são 12 casos de Gripe H1N1 e dois de Influenza B. Duas pessoas morreram. A manicure Rosângela Maria Fabiano Moreira, de 47 anos, morreu no último sábado (24), com suspeita de H1N1, em Poços de Caldas (MG). No atestado de óbito, as causas da morte foram choque séptico, insuficiência respiratória e infecção pulmonar.

Já no prontuário médico, que foi entregue à família, Rosângela estava com pneumonia viral por H1N1. O primeiro caso de morte por gripe no Estado foi em Extrema (MG). Um homem de 58 anos morreu no dia quatro deste mês no Hospital Universitário de Bragança Paulista (SP).

Para o médico pneumologista Fábio Gomes, o ideal é que não só quem pertence ao grupo de risco tome a vacina, e sim pessoas de todas as idades. No consultório dele, a procura pela dose, que custa R$ 140, aumentou em 30% em relação ao ano passado. A vacina protege três tipos de vírus da gripe.
O Ministério da Saúde informou que não há previsão para que a vacinação seja estendida a outros grupos. A campanha continuará vacinando gratuitamente pessoas com imunidade mais baixa, como crianças, idosos e grávidas.

Prevenção

A recomendação do Ministério da Saúde é para se evitar lugares com aglomeração de pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão da gripe não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas. Seguem algumas recomendações de higiene para prevenir contaminações:
- Fazer frequente higienização das mãos com água e sabão retirando-se os acessórios (anéis, pulseiras, relógio), uma vez que estes objetos acumulam microrganismos não removidos com a lavagem das mãos.
- Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar-se na pia.
- Enxágue as mãos, retirando os resíduos de sabonete.
- Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.
- Seque mãos e punhos com papel-toalha descartável; no caso de torneiras com contato manual para fechamento, sempre utilize papel-toalha para fechá-la.
- Use lenço descartável para higiene nasal;
- Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
- Não divida objetos de uso pessoal, como toalhas de banho, talheres e copos; evite tocar superfícies do tipo maçanetas, interruptores de luz, chave, caneta, torneira, entre outros;
- O uso do álcool em gel tem que ser a 70%, o que quer dizer que a concentração dele é de 70 ml de álcool por 30 ml de água. Esta é a concentração necessária para quebrar a parede celular da bactéria. Uma concentração superior, como o álcool à 90%, não cosegue agir na bactéria porque o poder de evaporação do álcool é maior.








Fonte:Globo.com

Reclamações contra Cemig crescem 63% em cinco anos


Interrupção no fornecimento e erro na leitura da conta são as maiores queixas dos consumidores

O consumidor está mais insatisfeito com o serviço de energia elétrica e tem reclamado mais. No ano passado, foram quase 85 mil queixas contra as distribuidoras de todo o país, sendo 5.945 relativas à Cemig. Em 2012, o volume de reclamações contra a estatal mineira subiu 63% em relação a 2007, mas, em comparação com 2011, quando foram registradas 5.937 queixas, o índice ficou praticamente estável. Os dados são do relatório “Ouvidoria Setorial em Números”, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os dados mostram que a interrupção de energia é o que mais incomoda o consumidor mineiro, seguido por erro na leitura e ressarcimento de danos. A falta de luz – programada ou acidental – também é a queixa que mais cresceu na comparação com 2011, ao lado da alteração da carga. Foi essa variação da energia recebida que fez o aposentado Péricles Mesquita registrar sua reclamação. “Acionei a Cemig e ficou comprovada a oscilação”. Eles colocaram um transformador para resolver o problema”, conta.


Ele também reclama das manutenções na rede e das constantes interrupções no fornecimento da energia. “Eles vivem do defeito, não é da prevenção”, avalia.
O ouvidor da Cemig, Raimundo Benoni, reconhece que os consumidores têm razão em reclamar das interrupções no fornecimento de energia. “É um fato, não tem como falar que não tenha aumentado”, diz. Mas ele acredita que essas queixas serão reduzidas neste ano, graças a investimentos que a empresa vem fazendo. “Esse problema é o vilão da Cemig na Aneel, mas a empresa tem investido forte na melhoria da rede e o resultado será percebido ainda em 2013”, afirma.


Ele ressalta que os índices de reclamação por cobranças indevidas e por irregularidades tiveram reduções significativas na comparação com 2011 e acredita que o mesmo deve acontecer com a interrupção de energia. Benoni também diz que em casos como ressarcimento de danos ou dúvidas relativas a cobranças, a Cemig induz o consumidor a procurar a ouvidoria, para que não fiquem dúvidas em caso de uma negativa no primeiro atendimento, por exemplo.


Belo Horizonte.  A capital mineira é a quarta cidade do país com maior número de queixas, de acordo com a Aneel. A primeira é o Rio de Janeiro, onde a concessionária é a Light, pertencente à Cemig. De acordo com o ouvidor Raimundo Benoni, o grande volume de queixas se explica pelo número de consumidores em Belo Horizonte e também pela proximidade física desses consumidores com a empresa, o que facilita o registro das reclamações.






Fonte: O Tempo

Conta de luz pode subir menos em MG



Entenda o caso

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu de R$ 6,7 bilhões para R$ 5,1 bilhões a base de remuneração líquida da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para os investimentos realizados nos últimos cinco anos. Com isso, o aumento da conta de luz dos consumidores mineiros, que passará a valer em 8 de abril, poderá ficar menor do que o pleiteado pela empresa – 9,06% para consumidores residenciais de baixa tensão e 18% para pequenas e médias indústrias mineiras que são consumidoras cativas da estatal. O mercado reagiu à medida da Aneel com o receio de que a decisão poderá ocorrer com as demais distribuidoras, fazendo as ações do setor elétrico pressionar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,59% aos 56.030,03 pontos. O destaque negativo foram as preferenciais da Cemig, que recuaram 13,95%. Papéis da Light (-6,20%), Copel ( -3,06%) Eletrobras (ELET6, -4,33%), entre os de outras companhias de energia, também ficaram no vermelho.

Com a nova remuneração, o Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – da distribuidora vai sofrer uma redução de 20%, estimam Bruno Piagentini e Marco Barbosa, analistas de investimento em energia da corretora Coinvalores. Segundo eles, a geração de caixa da Cemig Distribuição representa 40% do Ebitda consolidado da concessionária.

Analistas do banco Credit Suisse enviaram comentário a clientes destacando que a redução do valor da base de remuneração da Cemig a ser considerada no terceiro ciclo de revisão tarifária da empresa implicará uma redução de 24% no Ebitda da distribuidora. A decisão da Aneel partiu de questionamentos feitos pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) durante audiência pública realizada pela agência reguladora em 5 de março para discutir a revisão tarifária da concessionária. A mudança nos cálculos ocorreu uma semana depois. A Cemig poderá recorrer. Durante o evento, Fernando Umbria, coordenador de energia elétrica da Abrace, divergiu dos cálculos feitos pela Cemig para fundamentar o pleito de reajuste, apontando inconsistências nas contas apresentadas pela companhia à Aneel.

Foram dois os pontos de divergência apontados pelo especialista. Em primeiro lugar, de acordo com Umbria, a Cemig informou que os investimentos ao longo do último ciclo de revisão tarifária (2008-2013) somaram R$ 8,9 bilhões, mas a Abrace refez contas, aplicando a metodologia da Aneel, e chegou a apenas R$ 4 bilhões. Outro questionamento diz respeito aos bens depreciados, avaliados pela concessionária em R$ 750 milhões. “Nas demonstrações financeiras da Cemig, esse número é de R$ 1,55 bilhão e, nesse caso, quanto maior o número menor tende a ser o reajuste”, sustentou Umbria.

Impacto

Nessa quarta-feira em conferência com analistas de investimentos, o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla, afirmou que o processo de revisão tarifária ainda está em discussão na Aneel e que ainda é cedo para calcular o impacto da decisão. Ele disse que a companhia vai apresentar argumentos para justificar seu pedido de reajuste, mas não especificou quais seriam esses argumentos. Sobre a redução na tarifa pleiteada junto à agência reguladora, Rolla afirmou que será preciso aguardar a primeira semana de abril para conhecer os resultados definitivos.







Fonte: Estado de Minas

Lago de Furnas: A água baixou e o preço do peixe subiu... 30%




Nesta quaresma, falta peixes no comércio e preços dispararam na região.

Em época de quaresma, aumenta o consumo e procura por peixes em todo o comércio. No entanto, no Sul de Minas, o peixe está em falta e o preço disparou. Por causa da baixa do nível do Lago de Furnas, muitos piscicultores tiveram que reduzir o número de tanques-rede e com isso a produção caiu. Nas peixarias, além da falta do peixe, os preços subiram em média 30%.


Na região, são produzidos peixes dos tipo tilápia, traíra, corimba e lambari. Esta era a época em que a peixaria de João Batista Silva deveria estar abastecida para a Semana Santa, mas falta peixe. Além disso, quem quiser comprar vai ter que pagar mais. "O preço do tucunaré subiu de R$ 8 para R$ 11 o quilo", informou.

Uma explicação para o aumento do preço está no Lago de Furnas, que é de onde vem grande parte do pescado da região. Com a redução do nível da represa, muitos tanques-rede foram desativados e outros só estão voltando para a água este mês.

Segundo o coordenador técnico da Emater-MG, Francisco de Paula Vítor Alves, com a represa que chegou a 12% da capacidade em dezembro do ano passado, muitos psiscultores tiveram prejuízos. Só na região de Alfenas (MG), eles deixaram de produzir cerca de duas mil toneladas de pescado que seriam vendidas durente este período de quaresma.

Um piscicultor de Fama (MG), seu João Batista Silva, conta que deixou de colocar na água quase 70 mil peixes alevinos. Marcos Antônio Lopes, que além de piscicultor é também pescador, explica que muitas espécies estão mais difíceis de encontrar na represa, como a traíra e a corimba.

Em Varginha (MG), na peixaria do seu Francisco Américo Gonçalves, com a falta dos peixes da região, a saída está sendo investir mais na venda dos importados. "Agora, os importados estão competindo com a gente com preços mais baratos, por causa da mão de obra mais barata que se encontra no exterior. Um filé nosso de peixe estaria saindo por uns R$ 20 a R$ 25, e o importado você consegue vender por R$ 13 a R$ 15", conta o produtor.

Ainda de acordo com o coordenador técnico da Emater, os peixes que estão sendo produzidos neste período na represa, só devem estar prontos para o consumo em setembro e outubro deste ano.





Fonte: Informações G1


Lavras - Preço da passagem de ônibus aumenta 9,35%

O preço da passagem de ônibus subiu em 9,35% em Lavras, no Sul de Minas Gerais. A passagem que custava R$ 2,15 passou a custar R$ 2,35. O aumento de R$ 0,20 foi autorizado pela Prefeitura após pedido da Autotrans, concessionária dos serviços de transporte coletivo de Lavras. Para chegar ao novo valor foi utilizada uma planilha de correção de custos, considerando os gastos de insumo atuais de combustível e pneu, entre outros.






Fonte:eptv

Preço do etanol dispara nas bombas dos postos da região


Alta chega a mais de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado



Abastecer o carro com etanol não está compensando no Sul de Minas. O preço do combustível disparou devido à baixa produção de cana-de-açucar e a cotação do produto no mercado externo, que desestimula as usinas a produzirem álcool. A queda já é sentida nas bomba, onde a procura pelo etanol está baixa.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média do preço do álcool em novembro, em Varginha, é de R$ 2,10, uma alta de 21,38% comparado ao mesmo mês do ano passado, quando o produto era vendido a R$ 1,73 o litro. Em Poços de Caldas, o etanol custava em novembro de 2010, R$ 1,79 em média. Agora o produto custa R$ 2,22. Em Pouso Alegre, o produto passou de R$ 1,91 em novembro de 2010 para R$ 2,23 neste ano. Em Passos, o aumento foi 17,6%: passou de R$ 1,70 para R$ 2.

O aumento no preço do etanol também reflete no preço da gasolina, que tem misturado em sua composição 20% de álcool.







Fonte:eptv

Desabastecimento de gasolina na região pode durar 30 dias

Manutenção na Refinaria Gabriel Passos causou o problema; preço do combustível pode aumentar nas cidades afetadas


O problema do desabastecimento de gasolina de algumas cidades do Sul de Minas deve continuar pelos próximos dias. O problema atinge postos de combustíveis de pelo menos oito cidades da região e acontece devido a obras de manutenção na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A capacidade de produção da refinaria foi reduzida em 25%. A assessoria de imprensa da Petrobrás confirmou o problema. Segundo a empresa, essa menor produção foi necessária para atender a uma determinação do Ministério do Trabalho, que obriga a paralisação das atividades para inspeção nos equipamentos da refinaria.

Segundo o sindicato dos distribuidores do combustível, a estimativa é de 40% do volume de gasolina e diesel consumidos em Minas Gerais durante a manutenção da refinaria, venha de outros estados. No Sul de Minas, o desabastecimento atinge os municípios de Lavras, Perdões, Cana Verde, Ingai, Ijaci, Campo Belo, Santo Antônio do Amparo e Bom Sucesso. De acordo com o representante da Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo) no Sul de Minas, Paulo Henrique Gonçalves Pereira, os municípios mais afetados na região são aqueles mais próximos à refinaria. Nestes municípios, há a possibilidade de que o preço da gasolina possa aumentar nos próximos dias, já que os comerciantes terão que mudar de fornecedor.

Os demais municípios do Sul de Minas não correm risco de desabastecimento, já que recebem o combustível de outras refinarias em São José dos Campos (SP), Paulínia (SP) e Volta Redonda (RJ). Os reparos na Refinaria Gabriel Passos devem durar 30 dias.

Preço

Moradores dos municípios afetados terão que optar pelo etanol ou procurar pelos postos que ainda tenham gasolina. De acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina na região de Lavras está sendo vendido a R$ 2,83 e o do etanol, a R$ 2,18. Já na região de Campo Belo, o preço médio da gasolina é de R$ 2,78 e o do etanol, R$ 2,16.

Veja abaixo a nota oficial da Petrobrás sobre o desabastecimento em Minas Gerais:





Fonte:eptv

Tradicional pão de queijo pode variar até 162% nos terminais de viagem

O tradicional e delicioso pão de queijo mineiro pode pesar no bolso no belo-horizontino. Segundo pesquisa do Mercado Mineiro, o preço pode variar de R$ 0,75 a R$ 3,70 na região metropolitana. Na rodoviária da capital, no centro da cidade, o conhecido lanche pode ser adquirido ao preço médio de R$ 1,30, enquanto o maior valor é encontrado no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na média de R$ 3,40, uma diferença de 161,54%.

A grande diferença encontrada nesses estabelecimentos valem também para outros produtos de lanche, o que pode fazer uma tranquila viagem amargar o bolso do consumidor. O suco de laranja pode ser comprado na rodoviária pelo preço médio de R$ 1,97, enquanto no aeroporto o valor médio atinge absurdos R$ 7,00, uma diferença de 206%. O café expresso também apresenta variação de 7,46%, enquanto uma coxinha simples tem diferença de preços de 125%.

Dentro da rodoviária, os preços médios do lanche também apresentaram forte variação entre os estabelecimentos do loca. A máxima diferença ficou em 125%, como no caso do suco de laranja que pode custar entre R$ 1,20 e R$ 2,70. Já o pão de queijo tem preços entre R$1,00 e R$1, 50. variação de 50%.

No Aeroporto de Confins, a situação piora. A diferença no valor dos produtos de lanche pode chegar a 144%, a exemplo do hambúrguer que pode custar de R$ 4,90 e R$ 12,00. Já o pão de queijo varia 19,35% entre os estabelecimentos do local. A pesquisa foi realizada 12 e 15 de junho em Belo Horizonte e pode ser visualizada no site Mercado Mineiro.








Fonte:em.com.br

Falta de etanol faz preço do produto subir na região

Em quase todas as cidades, preço já passou dos R$ 2 novamente



Pouco mais de um mês após a queda do preço do etanol, o valor do combustível voltou a subir no Sul de Minas, mesmo em plena safra da cana-de-açucar. Uma explicação é de que está faltando etanol no mercado. Em quase todo os postos de combustíveis de Poços de Caldas, o litro do etanol passou de R$ 2. Com este preço, não está mais compensando abastecer o veículo com o combustível.

Nas duas últimas semanas, os preços subiram cerca de 10%. Com o aumento do etanol, uma notícia ruim para os consumidores: a gasolina também fica mais cara. Segundo o Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais), os preços altos do açucar no mercado internacional também estão estimulando os usineiros a produzir açucar ao invés de etanol.

Nas outras cinco maiores cidades do Sul de Minas, a tendência também é de aumento do preço do etanol. Em Itajubá, o litro do produto era R$ 1,99 em média, no final da semana passada. Nesta semana, ele passou para R$ 2,09. Em Passos, a média era de R$ 1,96 e agora é de R$ 2,03. Em Pouso Alegre, a média até sexta-feira era de R$ 2,05 e agora subiu para R$ 2,16. Em Lavras, não houve variação de preços. Mas a média era de R$ 2,16 na semana passada. O mesmo caso de Varginha, onde o preço permanece em R$ 2,17.








Fonte:eptv

Gasolina está acima de R$ 3 em várias cidades mineiras

Maior valor foi encontrado em um posto de Poços de Caldas: R$ 3,329


A sua cidade pode não estar na lista das pesquisadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), mas pode ter algum posto que esteja cobrando mais de R$ 3, pelo litro da gasolina. Dos 67 municípios mineiros onde técnicos da ANP fazem o levantamento semanal de preços, em 41 deles a gasolina já passou de R$ 3. Em 32 delas o preço médio supera o patamar. Os dados foram apurados entre o dia 24 e 30 de abril.

O maior preço médio do Estado é em Diamantina, R$ 3,168, seguido por Governador Valadares, onde o litro da gasolina está em R$ 3,166. O maior valor da gasolina foi encontrado em um posto de Poços de Caldas por R$ 3,329.

O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e do Minaspetro, Paulo Miranda, afirma que o preço da gasolina não cai "exclusivamente" por causa do preço do álcool anidro, que corresponde a 25% da composição da gasolina. Ele acredita que em maio a queda de preço não vai ser muito expressiva. "Nós dependemos das companhias distribuidoras, e elas têm que abaixar o preço, mas ainda não deram esse sinal", disse.

Para o preço da gasolina abaixar, Paulo Miranda acredita que o governo federal deverá diminuir a mistura do álcool. "Pode diminuir a mistura até 18%. Mas, a Petrobras vai ter problema, porque está na capacidade máxima da produção".

O presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool (Siamig), Luiz Custódio, disse que até o dia 15, 100% das usinas estarão moendo cana-de-açúcar. Nelas, Luiz Custódio informou que o litro de etanol caiu ainda mais esta semana, sendo vendido às distribuidoras a R$ 1,30, quando na semana passada era de R$ 1,45.

"Foi a pior entressafra para o consumidor e por causa da seca deixamos de produzir 4 bilhões de litros de etanol no país", informou Custódio, admitindo que nos dois próximos anos a produção de etanol não vai atingir a demanda crescente.

Luiz Custódio, que também é presidente do Forum Nacional Sucroenergético, disse que o setor prepara uma série de propostas ao governo federal para transformar o etanol num combustível estratégico. "Vamos discutir como será a política de estoque regulador e retomar a produção de etanol no Brasil", explicou Custódio, para quem o Brasil terá que produzir até 2020, 60 bilhões de litros no país.








Fonte:otempo.com.br

Postos de combustíveis já começam a receber menos gasolina

Alta do Etanol faz com que produto seja mais procurado, mesmo com os preços mais altos


Os postos de combustíveis do Sul de Minas já estão recebendo menos gasolina das distribuidoras. Em alguns postos de Poços de Caldas, os pedidos já estão sendo entregues pela metade e há o receio de que o produto comece a faltar nas bombas.

Quem comprou um carro flex, para ter a opção de economizar na hora de abastecer, já não desfruta tanto da comodidade. Com a entressafra da cana, o etanol subiu muito e por isso os motoristas estão deixando o álcool de lado e colocando gasolina. Hoje o litro do produto gira em torno de R$ 3. A alta é motivada pelo reajuste do álcool anidro, presente em 25% da composição da gasolina. Mesmo com preços tão elevados, este é o combustível mais procurado pelos consumidores.

Preço maior desde 2003

A relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina atingiu a marca de 78,10% em março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O número apurado no mês passado superou a relação de 71,29% em fevereiro e é a maior da série histórica, iniciada em janeiro de 2003. Segundo o coordenador do IPC, Antônio Evaldo Comune, a tendência a partir de abril é de desaceleração nos preços desses combustíveis por conta da proximidade do início da safra de cana-de-açucar.








Fonte:eptv

Consumidor abandona álcool e gasolina não será suficiente

Gasolina é vendida a R$ 2,99; há um mês, preço máximo era R$ 2,79

O álcool subiu 29% em Belo Horizonte neste ano e, como a gasolina tem 25% deste combustível em sua mistura, ela ficou 9% mais cara no período. Resultado: os donos de carros flex migraram para a gasolina e o consumo aumentou 20% só na última semana, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom). Com tanta procura, o setor disse que vai faltar gasolina.

Na pior crise de preço dos combustíveis, o presidente do Sindicato dos Postos de Minas Gerais (Minaspetro), Paulo Miranda, diz que, assim como já está acontecendo em São Paulo, Belo Horizonte também deve sofrer desabastecimento. "No Brasil, 80% dos consumidores do etanol passaram para a gasolina desde a segunda quinzena de março", contou Miranda.

Entretanto, o governo federal não admite que há chances de faltar álcool ou gasolina. O presidente do Sindicato da Indústria de Álcool e Açúcar de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Cotta Martins, conta que participou de uma reunião com representantes de distribuidoras, postos, do governo e da Petrobras na última segunda-feira e ninguém admite ainda o desabastecimento.

Para Paulo Miranda, os preços ainda serão críticos pelo menos até a primeira quinzena de abril. A situação deve melhorar depois do dia 15, quando 80% das usinas estarão produzindo etanol, o que vai aliviar o preço da gasolina também.

Miranda afirma ainda que o limite máximo de produção da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, está refletindo no preço do litro de gasolina para o consumidor mineiro. Ele calcula que, para transportar o combustível do Rio de Janeiro e de São Paulo para complementar o abastecimento mineiro, o custo aumenta de R$ 0,08 a R$ 0,10. "A Regap já não estava dando conta de atender o Estado desde a entressafra passada, então, as distribuidoras trazem gasolina da Reduc (RJ) e Paulínea (SP)", informa.

Miranda destaca que as companhias distribuidoras aumentaram em R$ 0,30 o litro de gasolina não somente pelo frete, mas também pelo ICMS de 27% cobrado em Minas Gerais para a gasolina, responsável por aumento de R$ 0,06 no litro, e, o restante, por causa do álcool anidro que faz parte da composição da gasolina.









Fonte:otempo.com.br

Luz vai ficar mais cara para consumidores de MG

Decisão da Aneel autoriza reajuste médio de 7,24%; indústrias terão aumento maior

A conta de luz vai ficar mais cara para 7 milhões de casas e empresas de Minas Gerais a partir de sexta-feira (8). A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (5) o reajuste das tarifas da Cemig. O aumento médio será de 7,24% e vai atingir 774 cidades mineiras.

Para as indústrias, entretanto, o reajuste deve ser um pouco mais salgado – 9,02%. Por outro lado, a conta de luz das residências deverá ficar 6,61% mais caras.

Para calcular os índices de reajuste, a agência leva em conta os atuais custos da empresa. A fórmula inclui custos comuns na distribuição, além de gastos com energia comprada de geradoras e encargos de transmissão ou setoriais.

Apesar da aprovação, a Aneel conseguiu baixar o pedido de reajuste feito pela Cemig. A concessionária solicitou aumento médio de 8,8% para os consumidores.







Fonte:r7.com

Gasolina já passa dos R$ 3 em Lambari; veja como está na sua cidade

Em todo o Sul de Minas, gasolina mais barata está em Varginha: R$ 2,74 em média



A alta dos combustíveis tem chamado a atenção dos motoristas do Sul de Minas nos últimos dias. A reclamação é ainda maior em Lambari, onde o preço da gasolina já ultrapassou os R$ 3, preço bem acima da média registrada no Minas Gerais, que é de R$ 2,64, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo. A média dos quatro postos da cidade é de R$ 3,03. Segundo a ANP, a gasolina mais barata do Sul de Minas está em Varginha: R$ 2,74 em média. Em Poços de Caldas, o valor sobre para R$ 2,88, em Pouso Alegre, R$ 2,95 e em São Lourenço, R$ 2,97.

O aumento do preço da gasolina é reflexo do aumento no valor do álcool. De acordo com a Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais), só no mês de fevereiro, o álcool subiu cerca de 34%. Em março, o produto subiu mais 10%. O aumento se deve à entressafra da cana de açucar. Além disso, muitos usineiros estão preferindo produzir açucar a álcool devido ao bom preço do produto no mercado.

Segundo a Minaspetro, a gasolina sobe com a alta do álcool por ter 25% do produto em sua composição. Além disso, quem tinha por costume consumir etanol, migrou para a gasolina, o que fez com que a demanda aumentasse. O governo brasileiro já importa álcool e gasolina para tentar frear os preços. Ainda conforme o sindicato, a tendência é que o preço caia entre o fim de abril e o começo de maio, quando começa a colheita da cana.

Veja abaixo como está o preço médio da gasolina na região (em R$):


1 - Poços de Caldas - 2,88
2 - Pouso Alegre - 2,95
3 - Varginha - 2,74
4 - Passos - 2,82
5 - Lavras - 2,80
6 - Itajubá - 2,81
7 - Alfenas - 2,76
8 - São Sebastião do Paraíso - 2,89
9 - São Lourenço - 2,97
10 - Três Corações - 2,85
11 - Campo Belo - 2,77
12 - Guaxupé - 2,78
13 - São Tiago: 2,95
14 - Caxambu: 2,76
15 - Muzambinho: 2,82
16 - Boa Esperança: 2,82
17 - Santa Rita do Sapucaí : 2,93
18 - Itamonte: 2,93

Se o seu município não está na relação acima e você quer saber como estão os preços da gasolina e do álcool na sua cidade, clique aqui e faça a pesquisa.






Fonte:eptv

Preço do café é o maior dos últimos 34 anos

Saca do café tipo 6 fechou a quarta-feira cotada a R$ 540



O preço da saca de 60 quilos do café tipo 6 terminou a quarta-feira (9) cotado a R$ 540 no Sul de Minas, com alta de R$ 19 em relação ao último fechamento na sexta-feira (4). Esse valor é o mais alto dos últimos 34 anos. Em algumas cooperativas, a saca do produto chegou a ser negociada a R$ 580. Esta cotação é uma média dos preços praticados nas cooperativas da região e pode variar entre elas.

O presidente do Centro do Comércio do Café de Minas Gerais, Arquimedes Coli Neto, concedeu uma entrevista ao Jornal Regional falando sobre o bom momento do café.

Já o café tipo 7 bebida dura fechou a quarta-feira cotado em R$ 518, com alta de R$ 17. No mercado futuro, o produto foi cotado em US$ 364,60, com alta de US$ 23,60 em relação ao último fechamento.

Demanda mundial

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o aumento da demanda mundial por café elevou os preços do produto para níveis recordes em 2011. Em fevereiro, na média, as cotações ficaram 65% acima dos valores praticados no mesmo período de 2010. Se considerada a média de preços do ano passado, os valores praticados em fevereiro são 39% superiores, de acordo com informações do boletim “Custos e Preços”, divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com análise da Superintendência Técnica da CNA, a alta de preços é justificada pela forte demanda mundial por café, reflexo, em parte, do maior consumo durante o período de inverno no Hemisfério Norte e da reduzida oferta mundial do produto, fatores que têm incentivado as exportações do Brasil. A perspectiva é de que os preços do café se mantenham nos níveis atuais, com tendência de elevação.











Fonte:eptv

Por que tudo custa mais caro no Brasil

Nossos preços estão entre os mais altos do mundo. Pagamos 3, 4 vezes mais por qualquer coisa. Mas o maior problema é outro: muita gente adora isso .

É tanta muamba que o português dos vendedores de shopping da Flórida está mais afiado do que nunca. Os brasileiros são os turistas que mais compram nos EUA: US$ 4,8 mil por pessoa, à frente dos japoneses.

Nossos gastos no exterior em 2010 tinham passado de US$ 11 bilhões até setembro, um recorde. Agências de turismo já oferecem pacotes sem parques de diversão no roteiro, só com traslados para grandes shoppings e outlets.

Estamos virando um país de contrabandistas. Natural. Veja o caso do iPad. Aqui, nos EUA ou na Europa, ele é importado. Vem da China. Em tese, deveria custar quase igual em todos os países, já que o frete sempre dá mais ou menos a mesma coisa. Mas não. A versão básica custa R$ 800 nos EUA. Aqui a previsão é que ele saia por R$ 1 800. No resto do mundo desenvolvido é raro o iPad passar de R$ 1 000. E isso vale para qualquer coisa. Numa viagem aos EUA dá para comprar um notebook que aqui custa R$ 5 500 por R$ 2 300. Ou um videogame de R$ 500 que bate em R$ 2 mil nos supermercados daqui. E os carros, então? Um Corolla zero custa R$ 28 mil. Reais. Aqui, sai por mais de R$ 60 mil. E ele é tão nacional nos EUA quanto no Brasil. A Toyota fabrica o carro nos dois países.

Por que tanta diferença? Primeiro, os impostos. Quase metade do valor de um carro (40%) vai para o governo na forma de tributos. Nos EUA são 20%. Na China também. Na Argentina, 24%. O padrão se repete com os outros produtos. E haja tributo. Enquanto o padrão global é ter um imposto específico para o consumo, aqui são 6 - IPI, ICMS, ISS, Cide, IOF, Cofins. Ufa. Essa confusão abre alas para uma sandice que outros países evitam: a cobrança de impostos em cascata. O ICMS, por exemplo, incide sobre o Cofins e o PIS. Ou seja: você paga imposto sobre imposto que já tinha sido pago lá atrás. Tudo fica mais caro. E quando você soma isso ao fato de que não, não somos um país rico, o vexame é maior ainda. Levando em conta o salário médio nas metrópoles e o preço das coisas, um sujeito de Nova York precisa trabalhar 9 horas para comprar um iPod Nano (R$ 256 lá). Nas maiores capitais do Brasil, um Nano vale 7 dias de trabalho do cidadão médio (R$ 549).

A bagunça tributária do Brasil não é novidade. A diferença é que os efeitos dela ficam mais claros agora, já que existem mais produtos globalizados (Corolla, iPad...) e o real valorizado aumenta o nosso poder de compra lá fora (quando a nossa moeda não valia nada, antes de 1994, era como se vivêssemos em outra galáxia - não dava para fazer comparações).

Mas sozinho o imposto não explica tudo. Outra razão importante para a disparidade de preços é a busca por status. Mercado de luxo existe desde o Egito antigo. Mas no nosso caso virou aberração. Tênis e roupas de marcas populares lá fora são artigos finos nos shoppings daqui, já que a mesma calça que custa R$ 150 lá fora sai por R$ 600 no Brasil. O Smart é um carrinho de molecada na Europa, um popular. Aqui virou um Rolex motorizado - um jeito de mostrar que você tem R$ 60 mil sobrando. O irônico é que o preço alto vira uma razão para consumir a coisa. Às vezes, a única razão. Como realmente estamos ficando mais ricos (a renda per capita cresceu 20% acima da inflação nos últimos 10 anos), a demanda por produtos de preços irreais continua forte. Os lucros que o comércio tem com eles também. E as compras lá fora idem.

O resultado mais sombrio disso é o que os economistas chamam de doença holandesa: o país enriquece vendendo matéria-prima e deixa de fabricar itens sofisticados - importa tudo (ou vai passar o feriado em Miami e volta carregado). Por isso mesmo o governo reclama da desvalorização excessiva do dólar e do euro, que deixa tudo ainda mais barato lá fora. Aí não há indústria que aguente.

Mas tem um outro lado aí. "É interessante ver que parte da indústria importa bens intermediários, que são usados para fazer outros produtos. E agora eles serão mais baratos. Então o câmbio apreciado pode ser bom", diz o economista Carlos Eduardo Gonçalves, da USP.

O governo também tem agido contra o mal do câmbio. Em agosto, cortou várias taxas de máquinas industriais e zerou os impostos para a fabricação de aviões. Outros 116 bens da indústria de autopeças que não têm similar nacional tiveram seu imposto de importação praticamente zerado. Já é um começo. Esperamos que, em breve, passar 9 horas no avião para comprar um laptop possa deixar de fazer sentido. Porque é bizonho.


Quer pagar quanto?

Preços de alguns produtos no Brasil e nos EUA, em reais:


Hyundai Veracruz
EUA - R$ 48 mil
Brasil - R$ 150 mil

Playstation 3
EUA - R$ 500
Brasil - R$ 1 999

Perfume CK One 200 ml
EUA - R$ 50
Brasil - R$ 299

Carrinho de bebê Chicco
EUA - R$ 500
Brasil - R$ 1 849


Fonte:super.abril.com.br