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Receita Federal libera consulta ao quarto lote de restituição do IR 2012


Além de liberar hoje (11) a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda deste ano, a Receita Federal disponibiliza consulta a lotes de 2008, 2009, 2010 e 2011.

De acordo com a Receita, na próxima segunda-feira (17), serão creditadas, simultaneamente, as restituições referentes ao quarto lote de 2012 e às residuais dos anos 2008, 2009, 2010 e 2011. Será feito depósito bancário de R$ 1,8 bilhão para 1,958 milhão de contribuintes. A maior parte dos pagamentos refere-se a este exercício, cujo aporte totalizará R$ 1,7 bilhão, destinados a 1,928 milhão de contribuintes.

Os contribuintes que não entraram nas relações de restituição liberadas até o momento devem verificar no extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 se existem pendências ou outros motivos para a retenção em malha fina. O documento está disponível no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-Cac).

Blogueiro já virou profissão e tem sido boa fonte de renda



Dependendo do volume de visitação, dono do blog recebe até R$ 3.000 por mês


A internet é mesmo um mar de oportunidades. Quanto mais cresce sua utilização, mais crescem, também, suas possibilidades. Há até formas relativamente simples de se ganhar dinheiro na rede, sem grandes riscos e sem grandes investimentos. Ser blogueiro, por exemplo, pode ser uma profissão rentável, capaz de garantir sustento da família, mas que exige muita dedicação.

O paranaense Maurício Zane tem 25 anos e desde os 20 resolveu se dedicar exclusivamente aos seus blogs. Em pouco tempo, começou a ganhar mais dinheiro do que na agência em que trabalhava criando sites. Em 2010, resolveu abrir uma empresa desenvolvedora de blogs, que já conta com quatro funcionários e, ainda neste ano, vai ganhar uma nova sede. Hoje, sua empresa alimenta dez blogs "estratégicos" e testa novas ferramentas em outras 60 páginas.

Ele não revela seu faturamento, mas diz que existem empresas do tipo no Brasil que chegam a faturar R$ 7 milhões por ano.

O também paranaense Jhonny Jessé, 22, sustenta a mulher e a filha pequena com o dinheiro que ganha dos blogs. Sob sua responsabilidade, são 25 blogs, que falam desde postura corporal até Imposto de Renda - assuntos que Jhonny não domina. Hoje, ele é consultor de marketing digital em uma empresa de Jundiaí, no interior paulista, mas trabalha de casa, em Curitiba.

O segredo? Pesquisa. Os dois paranaenses são estudiosos de Search Engine Optimization (SEO - sigla em inglês que significa otimização da engenharia de busca). Basicamente, o trabalho deles é acompanhar diariamente as atualizações dos algoritmos do Google que estabelecem os critérios de ranqueamento de uma página.

Funciona assim: se o Google estabelece que uma página com fotos, carregamento rápido e conteúdo inédito vai aparecer na primeira página de busca, é exatamente assim que eles configuram o blog ou a página na internet. O conteúdo dos blogs, sobre tributação ou dicas de saúde, por exemplo, é produzido por um freelancer.

Como sempre vai atender aos principais critérios de ranqueamento do Google, sempre que alguém pesquisar sobre esses assuntos, seus blogs serão as primeiras opções.

A remuneração também vem via Google. No sistema Adsense, o próprio Google coloca anúncios relacionados ao tema do blog e reembolsa o dono do site com um percentual pago pelo anunciante. Dependendo do volume de visitação do site, cada blog chega a render mais de R$ 3.000 por mês.
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Mercado. O Adsense é a principal fonte de receita do Google. Ele funciona com as empresas pagando pelo número de cliques em sua publicidade. No ano passado, esse mercado movimentou US$ 10 bilhões no mundo.





Fonte: O Tempo

Contribuinte poderá deduzir do IR doação para tratamento do câncer


Empresas e pessoas físicas poderão deduzir do Imposto de Renda (IR) doações ou patrocínio a instituições filantrópicas dedicadas ao tratamento de câncer e reabilitação de pessoas com deficiência. A medida integra o pacote de incentivo à indústria nacional, anunciado na última terça-feira (03) pelo governo federal.

As doações e os patrocínios entram no cálculo do abate no imposto limitado a 6% para a pessoa física e 4% para empresas, conforme detalha a Medida Provisória (MP) 563, publicada na quarta-feira (04), no Diário Oficial da União. A MP cria os programas Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), que possibilitam as deduções. A dedução poderá ser feita na declaração do IR de 2013, que trará os dados financeiros dos contribuintes deste ano.

O contribuinte pode fazer a doação por meio de quantias em dinheiro, transferência de imóveis, cessão de equipamentos, pagamento de despesas de conservação e reparo de móveis, imóveis e equipamentos e fornecimento de remédios, alimentos e material de uso hospitalar.

Segundo o Ministério da Saúde, a ideia é captar recursos para ampliar a oferta de diagnóstico e tratamento de pessoas com câncer e aumentar o acesso à reabilitação e adaptação de pessoas com deficiência por meio do uso de órteses, próteses e outros meios de locomoção.






Fonte: Agência Brasil

Miseráveis resistem à espera das promessas dos governantes

Depois que o Governo Lula retirou milhares da pobreza, Dilma Rousseff tem o desafio de acabar com a miséria diária de 909.559 mineiros

Família Ferreira vive com renda per capita mensal abaixo de R$ 70, em Neves


A presidente Dilma Rousseff terá uma tarefa árdua a partir de junho, quando irá lançar oficialmente o programa Brasil sem Miséria. A meta é acabar com a pobreza extrema de 16,2 milhões de brasileiros, dos quais quase 1 milhão em Minas Gerais, até 2014. Já num primeiro momento, um dos maiores desafios será justamente ter acesso a essas famílias que vivem abaixo da linha da pobreza.



A situação é tão crítica que nem o Bolsa Família – programa de transferência de renda criado em 2004, no primeiro mandato do ex-presidente Lula – conseguiu localizar efetivamente aqueles que estão totalmente na exclusão, como os moradores de rua. Em Minas, a maioria (550 mil) vive em periferias urbanas, sobretudo no Norte do Estado e na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Mas o exército de miseráveis na área rural não fica muito abaixo disso: 409 mil. Cláudia Aparecida Ferreira, 38 anos, casada, mãe de quatro filhos, faz parte desse exército. Mora num casebre de três cômodos – sala, quarto e cozinha –, que ocupa uma área de 50 metros quadrados de um terreno invadido há dez anos, pertencente ao Governo de Minas, no município de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH.

Conforme a Prefeitura de Ribeirão das Neves, Cláudia, os filhos e o marido Joaquim Manoel Filho (58 anos) moram no bairro Sevilha B, nome pomposo para um lugar invadido que conta com água encanada fornecida pela Copasa, mas não tem esgoto nem energia elétrica. A luz que ilumina o casebre foi obtida por meio de “gato”, uma ligação irregular feita para furtar energia elétrica.

Como não têm banheiro em casa, Cláudia e sua família usam uma fossa construída no terreno ocupado, onde é despejado o lixo e corre um esgoto a céu aberto. Ali, as crianças brincam livremente, junto com dezenas de gatos e cachorros que também povoam o lugarejo, que fica a 1 quilômetro do centro da cidade. Assim como na casa de Cláudia, 17,2% dos domicílios das famílias mais pobres do Estado não têm banheiro nem coleta de lixo.

Cláudia estudou até a 3ª série do ensino fundamental; Joaquim é analfabeto. Para sobreviver, fazem carretos e recolhem esterco e lixo das ruas de Neves, 18º município com o mais baixo (0,749) Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Região Metropolitana de BH, que engloba 34 cidades. Com o entulho que juntam na velha carroça puxada por um cavalo, apuram no máximo, quando conseguem, R$ 10 por dia. “Hoje não fizemos nenhum carreto. Só tenho arroz e um pouco de leite para dar aos meninos”, queixou-se Cláudia.

Assim, junto com a família, apurando um máximo de R$ 300 por mês, Cláudia engorda a lista dos miseráveis obrigados a viver com renda per capita mensal abaixo de R$ 70. Para delimitar os brasileiros que vivem em condições de extrema pobreza, o governo utilizou dados do Censo Demográfico de 2010. A linha da miséria foi estabelecida em R$ 70 per capita, considerando o rendimento nominal mensal domiciliar.

Dos quase 1 milhão de miseráveis que vivem em Minas, 451 mil estão na faixa etária de zero a 19 anos, o que totaliza 49,6% da população extremamente pobre. Eles não têm acesso a serviços públicos básicos como Saúde e Educação. É também nesse contexto que vivem os filhos de Cláudia: Washington, 8 anos; Weverton, 6; Erika, 4; e Werick, 2.

Mesmo se esforçando, Cláudia não se lembra da última vez que levou as crianças ao médico. Ela diz que nem sempre há médicos no posto de saúde e que, muitas vezes, o acesso ao local é difícil. “Se tem médico, é sempre muito cheio. Não posso ficar o dia inteiro esperando. Se fico parada, não consigo ajudar meu marido com os carretos e ficamos sem ter o que comer.”

Washington, o primogênito do casal, parou de estudar para ajudar o pai a reciclar o lixo para vender. “Se não ajudo meu pai, não temos dinheiro. Sem dinheiro, passamos fome. É muito triste ver meus irmãos menores chorando de fome.”

A secretária-executiva de Erradicação da Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ana Fonseca, reconhece que um dos grandes desafios do Governo federal para implantar o programa será ter acesso efetivo a essas famílias. Mas a ação vai exigir também, além da continuidade do crescimento econômico com distribuição de renda, políticas públicas austeras de inclusão e desenvolvimento social.

A presidente Dilma Rousseff terá uma tarefa árdua a partir de junho, quando irá lançar oficialmente o programa Brasil sem Miséria. A meta é acabar com a pobreza extrema de 16,2 milhões de brasileiros, dos quais quase 1 milhão em Minas Gerais, até 2014. Já num primeiro momento, um dos maiores desafios será justamente ter acesso a essas famílias que vivem abaixo da linha da pobreza.

A situação é tão crítica que nem o Bolsa Família – programa de transferência de renda criado em 2004, no primeiro mandato do ex-





Fonte:hojeemdia.com.br