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Número de assassinatos sobe cerca de 15% em MG durante o mês de agosto de 2015


O último mês de agosto foi violento em Minas Gerais: de acordo com dados da Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), o número de assassinatos no Estado subiu cerca de 15% em comparação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a taxa de homicídios se manteve em queda de 7,31% no Estado no acumulado dos oito primeiros meses de 2015. Já na capital mineira o decréscimo foi de 29,62%. Redução também de 15,86% nas ocorrências de homicídio da região metropolitana de Belo Horizonte. 

A taxa de roubos no Estado, por outro lado, continua alta: os assaltos cresceram 18,31% no acumulado do ano. Já em agosto, o índice foi de 16,2%. Outro crime que apresentou maior incidência foi o estupro de vulnerável tentado, com elevação de 5,1%. A tendência é a mesma em Belo Horizonte, onde o crescimento dos roubos alcançou taxa de 15,84% nos oito primeiros meses de 2015 e 15,89% em agosto. 





Fonte:r7

Ministério Público Federal de MG quer impedir transmissão de MMA antes de 23h na TV

Atualmente, programas esportivos não estão sujeitos a classificação indicativa
Divulgação/ UFC


O MPF (Ministério Público Federal) ingressou com ação civil pública para proibir transmissões de lutas de MMA antes das 23 horas na televisão. O MPF pede que o Ministério da Justiça aplique a classificação indicativa de 18 anos na TV aberta para eventos de artes marciais mistas.

Caso o pedido seja aceito pela Justiça Federal, eventos de UFC, Bellator Fighting Championship e Dream não poderão ser anunciadas nem transmitidas antes das 23h. Atualmente, programas esportivos são isentos de classificação indicativa.

O procurador da República Fernando de Almeida Martins, autor da ação, afirma que não se trata de restringir o acesso ao esporte, mas evitar a veiculação de conteúdo violento em horário inadequado.

A ação civil pública não pretende discutir a luta ou o esporte em si, mas apenas os efeitos que a veiculação de imagens carregadas de sangue, com pessoas extremamente machucadas, possa ter sobre a formação de crianças e adolescentes.

Ele equipara a brutalidade da luta a cenas ficcionais de violência.

Se um programa de ficção que contém cenas exageradas de violência é obrigatoriamente submetido à classificação indicativa, não existe justificativa para se excluir dessa classificação programas que transmitem o mesmo tipo de cena, ainda mais porque, nesse caso, trata-se de cenas reais.






Fonte: r7 Minas

Homicídios aumentam 43,1% no primeiro quadrimestre no Sul de MG

Dados mostram que outras modalidades de crime também aumentaram.

Dados da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (Seds) mostram uma realidade preocupante para quem vive no Sul de Minas. De janeiro a abril deste ano, cresceram os registros oficiais de crimes violentos na região conforme levantamento feito pelo G1. Só o número de homicídios, por exemplo, aumentou 43,1% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Outros crimes como sequestro e cárcere privado, além de roubos e furtos, também apresentaram crescimento.
A boa notícia é a redução do número de estupros consumados. O índice caiu 30,9% comparando o primeiro quadrimestre deste ano com o mesmo período de 2013. Para o sociólogo Zionel Santana, que analisou os dados, o aumento nos índices de criminalidade na região está relacionado com a interiorização da economia.

"A migração dos grandes centros econômicos para cidades menores é uma tendência. Junto com a ampliação das vagas de emprego e o progresso causado pelos investimentos na região, vem o aumento da criminalidade.

O Sul de Minas tem aparecido em pesquisas como lugar de prosperidade. Os criminosos estão atentos a essas mudanças e têm como alvo cidades consideradas seguras onde o poder público, empresas e pessoas investem menos em segurança", diz o sociólogo.

Em relação aos homicídios, somente nos quatro primeiros meses deste ano os órgãos de segurança registraram 73 casos em todo o Sul de Minas, contra 51 do mesmo período de 2013. Assim como no ano passado, quando liderou a lista das cidades com 22 homicídios registrados, Passos (MG) é o município onde mais aconteceram crimes do tipo em 2014: 8.

Segundo o delegado Ismael Jerônimo Soares, titular da Delegacia de Carmo do Rio Claro (MG), o aumento da criminalidade em geral não deve ser motivo de alarde por parte da população, já que o Sul de Minas, segundo ele, é considerada uma das regiões mais pacíficas de Minas Gerais.

"A Polícia Civil tem engendrado mecanismos para coibir o crescimento da criminalidade, principalmente utilizando a estatística criminal e a repressão contra autores recorrentes no Estado. É possível observar que muitos crimes são praticados por uma pequena parcela de autores contumazes, os quais têm despertado especial atenção dos órgãos responsáveis pela Segurança Pública do Estado", diz o delegado.

Outros crimes que apresentam crescimento na região conforme os números oficiais são os de "sequestro e cárcere privado" e "roubos e furtos consumados". O primeiro, apresenta aumento de 28,5% nos primeiros meses deste ano em relação a 2013. Foram nove ocorrências contra sete do mesmo período do ano passado. Já os roubos e furtos cresceram 26,8% neste período. Foram 1.152 ocorrências até abril contra 908 do mesmo período de 2013.

Assim como em 2013, Passos lidera ranking de homicídios em 2014 (Foto: Arquivo Cedoc EPTV)

Maior cidade é destaque negativo

Poços de Caldas é o maior município do Sul de Minas com uma população estimada em 161.025 habitantes, conforme dados atualizados do IBGE. Por ser a maior cidade, também acaba ficando nos holofotes quando o assunto é índice de criminalidade. Em 2013, o município liderou a lista negativa de crimes cometidos na região como estupros (16) e roubos consumados (283). Neste ano, conforme os dados da Seds, ainda lidera no quesito furtos e roubos, também conhecido como danos ao patrimônio. Das 1.152 ocorrências registradas até abril, 135 foram no maior município da região.

Em fevereiro deste ano, um balanço da Seds já apontava um aumento de 70% no número de crimes violentos em Poços de Caldas no ano de 2013 em relação a 2012. O número saltou de 190 ocorrências em 2012 para 329 no ano passado. Por conta disso, foi criada na cidade a 18ª Companhia de Missões Especiais para o combate aos crimes violentos. O objetivo dessa companhia, segundo a polícia, é realizar trabalho preventivo e fazer o patrulhamento ostensivo pelas ruas da cidade.

Segundo o sociólogo Zionel Santana, os números mostram um contraste sobre o que a população espera do município.

"Poços de Caldas, por exemplo, cidade turística, aonde os visitantes vem em busca de tranquilidade, lidera ranking de roubos,  furtos consumados e estupros. O consumo de drogas e o envolvimento de menores com o crime podem ser apontados como principais causas", diz o sociólogo.

Segundo os especialistas ouvidos pelo G1, a solução para o combate e a consequente redução desses números está em políticas direcionadas a jovens e adolescentes e também para a segurança preventiva.

"Algumas alternativas podem ser traçadas. Políticas governamentais voltadas para segurança pública preventiva e a melhora do aparato policial para elucidar os crimes e punir os responsáveis e a ampliação de políticas públicas direcionadas para crianças e adolescentes que são mais vulneráveis ao modelo sócio-político-econômico vigente, impedindo que se tornem precocemente reféns do crime", diz o sociólogo Zionel Santana.

"A Polícia busca prevenir crimes ministrando palestras na rede de ensino e utilizando a imprensa, além da própria investigação de qualidade que leva à prisão os criminosos, o que acaba por dissuadir os pretensos autores da intenção de praticar novos crimes.

Entretanto, por mais eficiente que seja um policial, ele precisa de informações da população. O povo deve participar da segurança pública contatando a Polícia caso testemunhe fatos de interesse policial, e sempre tendo em mente que o anonimato é garantido, de modo que o denunciante jamais é exposto durante as investigações", conclui o delegado Isamel Soares.





Fonte: Informações Lucas Soares
Do G1 Sul de Minas

Minas registra 123 denúncias de crimes contra idosos por mês

Dona Eliza foi enganada por funcionária de supermercado e teve prejuízo de R$ 1.700 no cartão

Abandono, maus-tratos e golpes financeiros somaram 867 denúncias em 2013

As denúncias de violação dos direitos dos idosos cresceram 34,4% em Minas Gerais nos sete primeiros meses de 2013.

De janeiro a junho, o Disque Direitos Humanos recebeu 867 denúncias de abandono, agressão e estelionato, contra 645 do mesmo período do ano passado. Isso representa 123 crimes por mês.

Segundo a Subsecretaria de Direitos Humanos, o abandono de pessoas, sem contar o fornecimento de roupas e comida, passou de de 13 para 41, num crescimento de 215%.

Outro dado significativo é o crescimento de denúncias de lesão financeira contra idosos, que passaram de 55 para 142. Os maus-tratos de parentes subiram de 410 para 531 em sete meses.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, a violência dentro do lar é preocupante.

— Isso ocorre porque a maior parte da violência está dentro da própria família e muitos idosos preferem se calar, com o receito de romper o laço afetivo com outros membros da família.


O telefone do DDH é 0800 031 1119. A ligação é gratuita e serve não só para denúncias, mas também para recebimento de orientações.



Fonte:R7 Minas

Moradores fazem protesto contra a violência em Machado no Sul de Minas

Moradores fazem protesto contra a violência em Machado, MG (Foto: Reprodução EPTV)

Centenas de moradores foram às ruas na tarde desta sexta-feira (5) em protesto contra a violência em Machado (MG). O sentimento de insegurança da população aumentou após uma onda de assaltos que tomou conta da cidade no último mês de março.
Os manifestantes se reuniram na Praça de São Benedito. Com faixas e cartazes, eles fizeram uma passeata pelas ruas de Machado. A mobilização começou nas redes sociais e ganhou o apoio de centenas de moradores, a maioria, estudantes de escolas públicas e privadas.

A caminhada foi organizada pelo professor Clayton magalhães Nery, que está cansado de acompanhar os casos de violência na cidade. “Perdemos a nossa paz, não temos liberdade e nós é que estamos presos. Podemos não resolver o problema, mas ficar calado também não resolve”, desabafa o professor.

No último mês, o número de ocorrências disparou. Foram assaltados um bar, um taxista de 69 anos, dois postos de combustíveis além de uma agência bancária e uma casa lotérica. Ladrões também levaram peixes de um tanque do Instituto Federal e teve ainda fuga de três presos da Cadeia de Machado.







Fonte:g1

Brasil segue longe de frear a violência contra a mulher

Avaliação. A deputada Jô Moraes ressalta a dificuldade das mulheres, mas admite que Minas avança

Minas Gerais precisa de, pelo menos, o dobro de delegacias especializadas

Apesar da comemoração em torno do Dia Internacional da Mulher, as políticas públicas voltadas para essa parcela da população são insuficientes e escancaram uma triste realidade: o Brasil ainda está longe de oferecer ações suficientes para frear a violência doméstica. Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado, nesta semana, pelo portal "Contas Abertas" mostra, por exemplo, que em 2011, menos de 10% dos municípios brasileiros tinham delegacias especializadas no atendimento ao público feminino. Em Minas, eram 46 delegacias, metade do recomendado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

Outros números demonstram que, seja em âmbito nacional ou estadual, o país apresenta uma estrutura deficitária no que diz respeito ao combate a esse tipo de violência. As varas especializadas, por exemplo, eram 94 no Brasil em setembro de 2011, 15% das idealizadas pela SPM. Em Minas, havia dois juizados, menos de 5% do ideal.

Apesar disso, a presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso que investiga a violência contra a mulher, deputada federal Jô Moraes (PCdoB), disse que em certos aspectos, Minas tem avançado mais. "Em Minas existe uma articulação mais regular entre diferentes órgãos, mas ainda assim, a precariedade é grande". De acordo com ela, hoje, o Estado tem três varas especializadas na violência contra a mulher - uma a mais do que em 2011, ano do levantamento do TCU - que são responsáveis por 42 mil processos.

Projetos. A deputada federal Margarida Salomão (PT) destacou a importância de a Câmara ter aprovado, nesta semana, o projeto de lei que prioriza o atendimento de vítimas de violência sexual no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ela disse ainda que outras medidas de interesse das mulheres, como a que regula o direito dos empregados domésticos, devem ser apreciados pela Casa neste mês.









Fonte: O Tempo

Violência contra idosos cresce mais de 200% em apenas um ano em Minas


Alternativa. Cuidadores de idosos são opção cada vez mais comum; na foto, a aposentada Eleni com Maria das Graças, sua acompanhante


Depois de dois meses sofrendo com tortura psicológica e física da própria filha, a aposentada Márcia Gomes*, 66, de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, decidiu dar um basta nos maus-tratos. Ela faz parte do grupo de 669 moradores de Minas com mais de 60 anos que denunciaram atos de violência por meio do Disque-Denúncia nos seis primeiros meses deste ano. O número é 204% maior que o registrado no mesmo período de 2011, quando foram 202, e representa uma média de 3,7 denúncias por dia.



O levantamento é da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) e traz Minas no quarto lugar do ranking nacional de denúncias - atrás apenas do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia (ver quadro abaixo). Os dados acendem um alerta sobre o problema às vésperas do Dia Internacional do Idoso, na próxima segunda-feira.


Subnotificado. Mesmo com o aumento significativo, a presidente do Conselho Municipal do Idoso, Sandra Conceição Mallet, acredita que ainda há subnotificação. "Com a divulgação maior do Disque-Denúncia, nós já esperávamos haver um aumento no número de denúncias. Mas o percentual é muito alto e muitas denúncias ainda não são feitas porque os idosos têm medo ou por causa de pressão da própria família, que, em 90% dos casos, é responsável pelos maus-tratos", explicou.

É o caso da aposentada Márcia Gomes*. Ela conta que demorou a denunciar a filha, de 30 anos, que a agredia com vassouradas na cabeça, por não querer que ela fosse presa. "Mas eu precisei denunciá-la. Era a única maneira de ela parar, se ficasse com medo de ser punida. Eu tentei evitar, mas ela me batia com vassoura, eu ficava tonta e cheia de hematomas", contou a aposentada.

Foi esse também o caso do sapateiro Márcio de Souza*, 67, que preferiu não denunciar o neto, de 14 anos. "Eu não tenho condições de agir contra o meu neto. Além disso, tenho medo de que aconteça alguma coisa com ele. Fui maltratado outras vezes, mas hoje a situação está melhor", disse.

Para o delegado da Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso e ao Deficiente Físico, Geraldo Toledo, a legislação permite que a situação se mantenha. "A pena mais alta é facilmente substituída por serviços comunitários, como pagamento de cestas básicas, todos cumpridos em regime de liberdade". Segundo o Estatuto do Idoso, a pena para maus-tratos é de dois meses a um ano e meio de prisão. Em casos de lesão corporal, de um a quatro anos, e se houver morte, de quatro a 12 anos.






Fonte: O Tempo

Lavras é a primeira de Minas e a quinta do Brasil em violência contra crianças

Vista parcial de Lavras

A Terra dos Ipês e das Escolas está ocupando o quinto degrau de um pódio nada honroso: o da violência contra crianças.

Os lavrenses ficaram chocados com a divulgação de que a cidade está entre os 10 municípios brasileiros com o maior número de atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de vitimas de agressões diversas e de abuso sexual. Lavras é a quinta cidade no ranking nacional.

Das dez cidades brasileiras onde a vida está sendo perdida por omissão das autoridades, Poços de Caldas e Manhuaçu também fazem parte deste triste ranking. A cidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo lidera a lista, seguida de Jataí (GO), São João da Boa Vista (SP), Lages (SC), Lavras, Poços de Caldas, Bebedouro (SP), Manhuaçu, Petrópolis (RJ) e Caxias do Sul (RS).

Segundo os dados divulgados hoje pela imprensa nacional, os casos de agressões se concentram nas residências das vítimas, os estupros representam 59% dos casos de atendimentos de crianças e adolescentes, nestes casos os pais e os padrastos são apontados como os principais suspeitos pelos crimes.
Em entrevista ao jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, o conselheiro tutelar de Lavras, João Paulo Santos, atribuiu a violência a estas crianças e adolescentes ao tráfico de drogas. Ele disse a reportagem do Hoje em Dia que: "temos problemas de agressões, de violência diversas, mas nada se equipara ao consumo do crack".

A reportagem do jornal Hoje em Dia procurou a assessoria de imprensa de todas as cidades mineiras que foram citadas na matéria, mesmo aquelas que não ocupam a lista, mas o índice de violência é alto, como Betim; a reportagem também falou com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
Apenas duas assessorias de imprensa não responderam e nem retornaram as ligações do jornal Hoje em Dia, a de Poços de Caldas e a de Lavras, de acordo com a matéria publicada.

O que se espera é que com a divulgação desses dados alarmantes, que colocaram Lavras entre as dez cidades onde se comete mais violência contra crianças e adolescentes, dados estes que mancham o nome de uma cidade que tem uma da melhores universidades da América Latina, uma cidade que, segundo o Ministério do Trabalho que mais emprega no Sul de Minas, que os três candidatos a prefeito: Dehon Junio de Moraes, Marcos Cherem e Silas Costa Pereira, mudem o foco de suas campanhas e priorize o combate a droga entre os jovens, que invistam em projetos sociais que atenda as famílias.

A pesquisa foi realizada pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos e pela Flacso Brasil.






Fonte: Jornal de Lavras

Escola do Sul de Minas conscientiza alunos sobre a Lei Maria da Penha


Estudantes aprendem sobre prevenção da violência doméstica e contra a mulher

Uma simples agenda doada à professora de língua portuguesa Lourdes Eliza de Seixas Oliveira, do município de Andrelândia, no Sul de Minas, cuja capa pregava o fim da violência contra a mulher, garantiu à Escola Estadual Visconde de Arantes, no bairro Rosário, a realização de um projeto de conscientização dos alunos sobre a violência doméstica e a importância da Lei Maria da Penha, por meio da produção de redações em sala de aula. E o resultado surpreendeu a direção da escola e professores, com o grande interesse e criatividade dos alunos, que demonstraram talento até para a poesia. Os trabalhos foram encaminhados ao Conselho Estadual da Mulher (CEM), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

Segundo Lourdes Eliza, a ideia do projeto “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher” surgiu no início de março, durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher. O trabalho envolveu, inicialmente, o conhecimento de casos de violência contra a mulher, a leitura e interpretação da Lei Maria da Penha e, posteriormente, a produção dos textos, que foram feitos por oito turmas de alunos do ensino médio.

“Na cidade, temos muitos casos de violência em família. E o projeto despertou grande euforia entre os alunos”, conta Lourdes Eliza, que pretende ampliar o trabalho com os estudantes no próximo semestre, com o levantamento de casos de violência contra a mulher que ganharam repercussão tanto no Brasil quanto no exterior. “Nosso objetivo é desenvolver um trabalho de conscientização sobre os direitos da mulher, de ter uma vida livre de violência, com a divulgação dos melhores textos produzidos”, explica.

Exposição

As melhores redações feitas nessa primeira etapa do projeto ficaram expostas no saguão da Escola Visconde de Arantes, nos meses de março e abril. “Estamos pensando, mais para frente, até garantir uma premiação aos melhores trabalhos”, conta a professora Lourdes Eliza.

Um dos aspectos mais ressaltados nos textos produzidos pelos alunos foi a necessidade de conscientização da mulher vítima de violência, para que denuncie o agressor, evitando a impunidade. “É fácil se livrar da humilhação de ser agredida por um covarde, existem leis que preservam os direitos da mulher.  No século da tecnologia, da liberdade de expressão, das conquistas, conquistemos mais esta: basta de violência contra a mulher! Denuncie! Recorra à Lei Maria da Penha!”, enfatizou a aluna Camila Roberta em sua redação.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006, como forma de coibir a violência contra as mulheres, estabelecendo medidas protetivas de urgência e punição ao agressor, que pode  cumprir detenção de 3 meses a 3 anos.

Considerada uma conquista da sociedade brasileira, a norma surgiu após a farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que deu nome à lei, ter sido agredida a tiros pelo marido, em 1983, enquanto dormia. Ela ficou paraplégica e se viu presa a uma cadeira de rodas. Posteriormente, sofreu nova tentativa de morte, dessa vez por eletrocussão. A partir daí, iniciou uma luta para combater a violência contra a mulher no país, o que foi garantido com a criação da Lei 11.340.

Em Minas Gerais, uma parceria da Sedese e do CEM com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) vai garantir a implementação do projeto “Maria da Penha vai às Escolas”, com o objetivo de desenvolver ações integradas para que as crianças e adolescentes reflitam sobre a violência doméstica e intrafamiliar, principalmente sofrida pelas mulheres.





Fonte: Informações Agência Minas