Abastecer com álcool continua sendo desvantajoso em Minas

Abastecer o veículo com álcool continua sendo desvantajoso para os mineiros.

E essa situação não deverá mudar nem mesmo com a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de 1º de janeiro. O tributo, que hoje abocanha 25% do etanol, vai recuar para 22%. A queda, que deve fazer o preço do litro cair em cerca de R$ 0,05 para o consumidor, não será suficiente para impulsionar o consumo do produto.Para que o derivado da cana seja competitivo, é preciso que ele seja 70% mais barato que a gasolina, em função do consumo maior. Segundo o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro da gasolina na capital, em dezembro, estava em R$ 2,438, contra R$ 1,834 do álcool. A diferença entre eles é de 75,2%. Ainda que se considere a queda do ICMS, prevista para o início do mês, o percentual ficaria em 72%. Ou seja, continua valendo mais a pena abastecer com gasolina.No Estado, o índice está em 74,4%, com o etanol em alta. O preço passou de R$ 1,830, na primeira semana de dezembro, para 1,877, entre os dias18 e 25. “É preciso reduzir pela metade o ICMS cobrado por aqui. Do contrário, fica inviável o uso do álcool. Esta é uma medida que, aliás, já é praticada em São Paulo, onde o imposto cobrado é de 12%. O ideal é que esse percentual valesse para todos os estados e combustível fóssil renovável”, sugere o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Cotta Martins.Segundo ele, são consumidos atualmente cerca de 30 milhões de litros de álcool no país. A estimativa é que, em dez anos, esse consumo dobre. “Se Minas continuar cobrando taxas equivalentes à atual, os investimentos serão inviáveis e, evidentemente, irão para outros estados que sabem fazê-los”, prevê.De acordo com a ANP, no entanto, os elevados preços do aumento do etanol não são exclusividade de Minas. A gasolina segue mais competitiva na maioria dos estados brasileiros. O álcool só é vantajoso nos postos de seis unidades da federação: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Tocantins.









Fonte:correiodoslagos.com.br

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