Maioria das vítimas vai morar com homens cujo passado é desconhecido e muitas são encontradas mortas
A Polícia Civil tenta descobrir o paradeiro de 782 mulheres que estão desaparecidas em Minas Gerais, segundo informou nesa quinta-feira (27) a delegada Cristina Coelli, titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas. A policial afirmou que estão aumentando os casos de mulheres que somem e depois são encontradas mortas, apesar de não possuir estatísticas a respeito. Os casos teriam a ver com o fato de as vítimas estarem se relacionando com desconhecidos. “São pessoas das quais elas não possuem nenhuma informação pessoal, o que termina, em vários casos, em assassinatos ou desaparecimentos sem solução”, enfatiza Cristina Coelli.
Do número de desaparecidas, 584 têm entre 18 e 59 anos. As adolescentes vêm em seguida, com 169 registros na faixa etária dos 12 aos 17 anos. Já vítimas de um a 11 anos somam 29 ocorrências na delegacia. A delegada enfatiza que todos esses casos estão sendo investigados. A policial assegura ser comum mulheres com idade na faixa dos 20 aos 40 anos concordarem em manter relacionamentos com homens que têm o passado desconhecido. “Elas não têm nenhuma informação pessoal sobre eles, principalmente com aqueles cujo contato foi feito por meio da internet. Em muitos desses casos, o fim é a queixa de desaparecimento e muitas acabam sendo encontradas mortas”, frisa Cristina Coelli.
É o que Nilce Maria e Cirlene Cristina acreditam ter acontecido com a irmã, a dona de casa Creunice Gomes da Silva Santos, de 40 anos. A mulher se separou do marido e decidiu viver com um homem envolvido com o tráfico de drogas e outros crimes. Pouco tempo depois de iniciado o relacionamento, Creunice desapareceu.
Fonte:hojeemdia








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