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Médico condenado no 'Caso Pavesi' tem habeas corpus 1 dia após prisão

Sérgio Poli Gaspar estava foragido desde o dia 6 de fevereiro.
Ele se entregou na manhã de terça-feira e fica pouco mais de 1 dia preso.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou na tarde desta quarta-feira (12) o pedido de habeas corpus em favor do médico Sérgio Poli Gaspar, condenado no esquema de retirada ilegal de órgãos para transplantes que ficou conhecido como a "Máfia dos Órgãos", em Poços de Caldas (MG). A liminar foi aceita pelo desembargador Flávio Leite da 1ª Câmara Criminal do TJMG. A expectativa é de que o médico pudesse ser solto ainda nesta quarta-feira, pouco mais de 24 horas depois de ter se entregado após ficar foragido desde o dia 6 de fevereiro.

Sérgio foi condenado juntamente com os médicos Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, que deixaram o presídio da cidade na última sexta-feira (7) depois de ficarem presos por cerca de um mês. Eles foram condenados pela retirada dos órgãos do menino Paulo Pavesi, de 10 anos, no ano 2000. Conforme a investigação apontou, a criança ainda estava viva quando os órgãos foram retirados.

Cláudio Fernandes falou com a imprensa ao deixar
o presídio (Foto: Marcos Corrêa)

Médicos soltos
Cláudio Fernandes e Celso Scafi deixaram o Presídio de Poços de Caldas na noite de sexta-feira (7). Familiares aguardavam pelos médicos na saída do presídio. Cláudio Fernandes falou com a imprensa e negou as acusações. "Eu sou inocente, assim como todos os outros acusados. Se tudo o que foi feito aqui é ilegal, então no Brasil inteiro também é ilegal", afirmou.

O habeas corpus dos médicos foi concedido em segunda instância, já que em primeira foi negada pelo desembargador Flávio Batista Leite, que entendeu que a prisão deveria ser mantida para garantir a segurança pública.

O juiz da primeira vara criminal de Poços de Caldas (MG), Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, anunciou nesta segunda-feira (10) novas medidas cautelares para os médicos soltos. Segundo o juiz, os médicos, que já não podiam exercer nenhuma função pública e nem se ausentar do país, vão ter de cumprir outras duas medidas cautelares enquanto respondem ao processo em liberdade. “Eles estão proibidos de se ausentar da comarca por mais de 15 dias, se não com expressa autorização do juiz e estão proibidos de ter acesso à Santa Casa de Poços de Caldas, local onde aconteceu o suposto crime que deu causa à prisão deles”, informou.

O juiz informou ainda que já enviou um ofício à Câmara para que seja investigado o uso de verbas públicas na Santa Casa de Poços De Caldas já que, segundo ele, ainda há suspeitas de irregularidades no hospital.
“Existem vários indícios de irregularidades nas aplicações dessas verbas, como pagamento de salários acima da média da região, nepotismo e falta de seleção dos profissionais, o que ocasionaria prejuízo aos munícipes”, afirmou.

As condenações
Na sentença de mais de 150 páginas, o juiz condenou Cláudio Fernandes a 17 anos de prisão. O texto informa que durante o atendimento ao menino Paulinho, o médico removeu os órgãos da vítima com consciência de que ela estava viva e não examinou o protocolo de morte encefálica. A sentença informa ainda que o médico confessou à Justiça ter grande renda com os transplantes e que sabia das atividades ilícitas da Ong MG Sul Transplantes, que atuava na cidade na época.

O urologista Celso Scafi foi preso no dia 6 de
fevereiro (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

Médico Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foi
detido pela PM (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

Já o urologista Celso Scaffi foi condenado a 18 anos de prisão. De acordo com o juiz, o médico removeu órgãos em desacordo com a disposição legal, levando a vítima à morte, além de escrever que a criança não estava em morte encefálica, já que não houve o exame de arteriografia na Santa Casa. “Ele tentou ainda fraudar provas e inseriu dados falsos no prontuário médico”, declarou.

Entenda o Caso Pavesi
As investigações do ‘Caso Pavesi’ já duram quase 14 anos. Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva; José Luis Bonfitto; Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez; foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)

Na denúncia consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

A investigação deu origem a outros sete inquéritos e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas perdeu o credenciamento para realizar os transplantes em 2002. O caso foi tema de discussões também no Congresso Nacional em 2004, durante a CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado pelo Ministério Público Federal.


Em janeiro deste ano, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que vive na Europa, publicou o livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O que a máfia não quer que você saiba”. Com diferentes passagens que relatam a despedida do garoto, a exumação do corpo e a luta para provar que o menino foi vítima da chama ‘Máfia dos Órgãos’, Pavesi enfatiza que a história toda foi censurada e por isso, optou por lançar o livro de maneira independente e distribuir livremente pela internet.






Fonte:informações G1

Justiça de Poços de Caldas indicia mais 9 médicos da 'máfia dos órgãos'

O urologista Celso Scafi foi um dos presos no Caso
Pavesi. (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

O juiz de Poços de Caldas (MG), Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, convocou a imprensa nesta quarta-feira (26) para falar sobra novas denúncias no caso da “máfia dos órgãos”. O juiz aceitou mais três denúncias do Ministério Público e indiciou mais nove médicos que teriam participação no caso.

Segundo o juiz, Alessandra Angélica Queiroz Araújo, Jeferson André Saheki Skulski, José Júlio Balducci e Paulo César Pereira Negrão vão responder por retirada ilegal de órgãos. Já José Luiz Gomes da Silva, Luiz Antônio Kalil Jorge e Francisca Raimunda de Souza Barreira vão responder por homicídio qualificado.

João Alberto Góes Brandão foi indiciado pelos dois crimes. Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, que está preso por participação na retirada dos órgãos do menino Paulo Pavesi, também foi indiciado.
“Se essas pessoas vão a júri ou não, se vão ser condenadas ou não, eu não posso dizer, pois se trata apenas do início do processo. Será uma longa tramitação, as pessoas serão ouvidas, não dá para antecipar um prognostico”, explicou o juiz.

O neurocirurgião Luiz Antônio Calil Jorge trabalha em Ubá (MG) e informou que em todos os casos que atuou os pacientes estavam em morte cerebral. José Arthur Kalil, advogado de Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, que está preso, não retornou o contato. O anestesista e ex-secretário de saúde de Poços de Caldas, José Júlio Balducci, disse que seus advogados já foram acionados para cuidar do caso. O médico Paulo Cesar Negrão foi orientado pelos seus advogados a não se pronunciar.

O neurocirurgião José Luiz Gomes da Silva, Francisca Raimunda de Souza Barreira, Jefferson André Saheki, João Alberto Góes Brandão e Alessandra Angélica Queiroz Araújo não foram localizados para falar sobre o caso.

Entenda o Caso Pavesi

As investigações do ‘Caso Pavesi’ já duram quase 14 anos. Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva; José Luis Bonfitto; Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez; foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

Na denúncia consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

A investigação deu origem a outros sete inquéritos e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas perdeu o credenciamento para realizar os transplantes em 2002. O caso foi tema de discussões também no Congresso Nacional em 2004, durante a CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado pelo Ministério Público Federal.
Em janeiro deste ano, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que vive na Europa, publicou o livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O que a máfia não quer que você saiba”. Com diferentes passagens que relatam a despedida do garoto, a exumação do corpo e a luta para provar que o menino foi vítima da chama ‘Máfia dos Órgãos’, Pavesi enfatiza que a história toda foi censurada e por isso, optou por lançar o livro de maneira independente e distribuir livremente pela internet.

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)



Fonte: G1

TRÁFICO DE ORGÃOS: Justiça nega habeas corpus a médicos criminosos

Dois urologistas foram (fotos baixo) condenados e presos por retirar órgãos de criança. 

Anestesista também condenado no 'Caso Pavesi' está foragido.

Paulo Veronesi Pavesi foi morto aos 10 anos em
Poços de Caldas (Foto: Reprodução/EPTV)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o pedido de liminar que concederia habeas corpus aos três médicos condenados por remoção ilegal de órgãos no caso do menino Paulo Veronesi Pavesi, o Paulinho, morto aos 10 anos em Poços de Caldas (MG).

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (20) e de acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, o desembargador Flávio Batista Leite entendeu que a prisão deve ser mantida para garantir a segurança pública.

No despacho, o desembargador citou trechos da sentença proferida pelo juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro e relatou ainda manobras usadas para atrasar o processo.
Os urologistas Cláudio Carneiro Fernandes e Celso Scafi foram presos no dia 7 deste mês e estão no Presídio de Poços de Caldas. Já o anestesista Sérgio Poli Gaspar está foragido.

As condenações

Na sentença de mais de 150 páginas, o juiz condenou Cláudio Fernandes a 17 anos de prisão. O texto informa que durante o atendimento ao menino Paulinho, o médico removeu os órgãos da vítima com consciência de que ela estava viva e não examinou o protocolo de morte encefálica. A sentença informa ainda que o médico confessou à Justiça ter grande renda com os transplantes e que sabia das atividades ilícitas da Ong MG Sul Transplantes, que atuava na cidade na época.

Urologista Celso Scaffi

Já o urologista Celso Scaffi foi condenado a 18 anos de prisão. De acordo com o juiz, o médico removeu órgãos em desacordo com a disposição legal, levando a vítima à morte, além de escrever que a criança não estava em morte encefálica, já que não houve o exame de arteriografia na Santa Casa. “Ele tentou ainda fraudar provas e inseriu dados falsos no prontuário médico”, declarou.

Médico Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foi
detido pela PM (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

O médico Sérgio Poli Gaspar, condenado a 14 anos de prisão, é o único que ainda não foi encontrado e já é considerado foragido, pois tinha até esta sexta-feira para apresentar-se à Justiça. Na sentença, o juiz afirma que o médico ajudou a remover as córneas e rins da criança e que tinha plena condição de entender o caráter ilícito da conduta. “Ele não procurou saber se o protocolo de morte encefálica havia sido feito corretamente”, completou.

Além da condenação, o juiz decretou que os três médicos percam os cargos públicos e que sejam afastados do atendimento pelo SUS.

Entenda o Caso Pavesi
As investigações do ‘Caso Pavesi’ já duram quase 14 anos. Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva; José Luis Bonfitto; Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez; foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

Na denúncia consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)


A investigação deu origem a outros sete inquéritos e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas perdeu o credenciamento para realizar os transplantes em 2002. O caso foi tema de discussões também no Congresso Nacional em 2004, durante a CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado pelo Ministério Público Federal.
Em janeiro deste ano, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que vive na Europa, publicou o livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O que a máfia não quer que você saiba”. Com diferentes passagens que relatam a despedida do garoto, a exumação do corpo e a luta para provar que o menino foi vítima da chama ‘Máfia dos Órgãos’, Pavesi enfatiza que a história toda foi censurada e por isso, optou por lançar o livro de maneira independente e distribuir livremente pela internet.






Fonte:g1

Médicos acusados de tráfico de orgãos no Sul de Minas têm audiência marcada

Apesar de recurso dos réus, a Justiça remarcou para esta semana as audiências de instrução de três médicos acusados de envolvimento em um esquema de tráfico de órgãos em Poços de Caldas, no Sul de Minas. Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Fernandes e Sérgio Poli Gaspar, utilizaram um diagnóstico forjado de morte encefálica para retirar os órgãos de Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos.

Em abril deste ano, Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Fernandes entraram com recurso de exceção de suspeição contra o juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro. Os médicos alegaram que o magistrado não tinha isenção para julgar o caso e questionaram a atuação do juiz em uma ação em que condenou os profissionais por transplante irregular e remoção de órgãos de um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) - José Domingos de Carvalho - em abril de 2001. Além disso, eles reclamaram do teor da sentença e de entrevistas concedidas pelo magistrado.

Devido ao recurso, duas audiências agendadas anteriormente foram suspensas por meio de liminar. Entretanto, no julgamento do mérito, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) rejeitou o recurso dos médicos e manteve o julgamento sob a presidência de Narciso Alvarenga Monteiro de Castro. Conforme o relator, desembargador Antônio Armando dos Anjos, os termos utilizados pelo juiz Narciso - “máfia dos transplantes” e “doadores cadáveres” - não revelam posicionamento do magistrado e já faziam parte das investigações e da instrução criminal.

“Dada a notória repercussão social do caso, divulgado em diferentes veículos de informação, necessário que a sentença proferida fosse também compartilhada com a sociedade, até mesmo porque o seu conteúdo não está inserido nas hipóteses de segredo de justiça ou de restrição constitucional de acesso ao público”, concluiu Antônio Armando dos Anjos.
Os três médicos respondem pelo crime de remoção de órgãos, com o agravante de tê-lo praticado em pessoa viva, resultando em morte.

Entenda o caso

Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, caiu de uma altura de aproximadamente dez metros do prédio onde morava em Poços de Caldas, em abril de 2000. De acordo com MPE, Pavesi foi socorrido e teve a morte encefálica diagnosticada na Santa Casa do município pela equipe médica de Álvaro Ianhez. Depois disso, os órgãos da criança foram retirados e entregues para doação.

Entretanto, um inquérito foi aberto para investigar o caso e, em maio de 2002, quatro médicos - José Luiz Gomes da Silva, Álvaro Ianhez, José Luiz Bonfitto e Marco Alexandre Pacheco da Fonseca - foram denunciados pelo MPE por homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, os profissionais cometeram atos que desencadearam a morte do menino.

Entre as acusações estão a admissão em hospital inadequado; a demora no atendimento neurocirúrgico; a realização malsucedida de cirurgia craniana por profissional sem habilitação legal; a precocidade de atribuir ao menino a característica de potencial doador; o engodo em que consistiu o exame clínico tendente à constatação da morte encefálica; e o abandono terapêutico pleno e absoluto na noite anterior a sua morte e na manhã do dia da sua morte.

Além de responder pelo homicídio, eles foram denunciados também pela remoção de órgãos em desacordo com a lei. Em outubro de 2011, o juiz do caso determinou que os acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri e o processo foi remetido ao TJMG, em abril de 2012, para julgamento de recurso.

Em dezembro de 2012, o MPE aditou a denúncia inicial para incluir Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Fernandes e Sérgio Poli Gaspar por participação na morte de Pavesi. Entretanto, os médicos não foram denunciados por homicídio, como os primeiros, e o processo foi desmembrado para que os três acusados sejam julgados separadamente.






Fonte:Informações Hoje Em Dia

Três pessoas são detidas por envolvimento com o tráfico de drogas em Alfenas Sul de Minas

Dois adolescentes eram responsáveis pela parte financeira do negócio

Um homem foi preso e dois menores apreendidos, nessa quinta-feira (30), por envolvimento com o tráfico de drogas em Alfenas, na região Sul de Minas.

De acordo com informações da Polícia Militar, os três homens estavam em um terreno baldio realizando o comércio de entorpecentes. Os adolescentes eram responsáveis pela arrecadação do dinheiro, enquanto o homem ficava com as drogas. Foram apreendidos com os acusados 15 pedras de crack, dois micro tubos de cocaína e R$ 95 em dinheiro.

O trio foi encaminhado à delegacia da cidade.









Fonte: O Tempo

Movimento cobra ação contra máfia dos órgãos no Sul de Minas


Uma petição pública criada na internet pede que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) volte a investigar nove médicos membros de uma suposta quadrilha de tráfico de órgãos em Poços de Caldas, no Sul de Minas, e apure a participação do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB), atual presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no esquema. A relação entre o parlamentar e os acusados foi denunciada em reportagem publicada na revista "Carta Capital", no último sábado. A descrição no site da petição afirma que a investigação tem sido obstruída pelos réus, com sumiço de provas e queima de arquivo.

Como o documento - que em dois dias recebeu 80 assinaturas - não tem força legal, a ideia é fazer um apelo para que o promotor do caso, Marcelo Mattar, reabra a investigação. Em fevereiro deste ano, o primeiro dos oito casos denunciados foi julgado na 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, e quatro médicos da Santa Casa da cidade foram condenados, por tráfico de órgãos, a penas entre sete e 11 anos e meio de prisão. O transplante ilegal foi feito em 2001, quando José Domingos Carvalho teve os órgãos retirados após os médicos atestarem sua morte cerebral.

Participação do Deputado. Na sentença, o juiz Narciso Alvarenga Monteiro usou documentos do processo que citam uma carta que teria sido escrita pelo então prefeito de Campanha, no Sul de Minas, ao deputado estadual, pedindo a intermediação dele para conseguir um transplante de rim para um amigo - o que foi confirmado pelo delegado da Polícia Federal (PF) Célio Jacinto na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara, em 2004.

Em seguida, o juiz descreveu o texto do inquérito da PF que indica que o homem citado na carta teria feito o transplante e pagado R$ 8.000. Coletada pela PF, a carta teria sumido, sob a guarda do Ministério Público.

Apesar de o juiz ter citado Mosconi na sentença, o deputado não é um dos réus nem foi alvo de investigação no inquérito. No julgamento, como testemunha de defesa, ele negou a existência da carta. "Tenho plena convicção de que os médicos condenados serão absolvidos em instâncias superiores", disse Mosconi ontem.

O promotor responsável pelo caso não foi encontrado pela reportagem.








Fonte: G1

Traficante é preso após ser denunciado por usuários de drogas em Alfenas-MG


Um suspeito de tráfico de drogas foi preso na tarde desse sábado (13), em Alfenas, no Sul de Minas, após os próprios "clientes" dele o denunciarem para a polícia. na casa do suspeito, foram apreendidas mais de 200 buchas de maconha já prontas para a venda.

De acordo com informações da Polícia Militar, durante uma operação de combate ao tráfico no bairro Vila Formosa, os militares receberam diversas denúncias de usuários de drogas de que B.V.B, de 19 anos, seria o traficante da região.

A polícia esteve na casa dele e apreendeu 206 buchas de maconha e uma balança de precisão. O suspeito confessou que vendia os entorpecentes e foi preso em flagrante. Ele foi levado para a delegacia juntamente com o material apreendido.











Fonte: O Tempo

Médicos condenados por tráfico de órgãos voltam a atender pelo SUS

Caso veio à tona após a morte de um menino de 10 anos, Paulo Pavesi (Foto: Reprodução EPTV)

Os quatro médicos condenados por tráfico de órgãos em Poços de Caldas (MG) conseguiram um habeas corpus na última sexta-feira (22) e poderão atuar novamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), além das penas que variam de oito a 11 anos e seis meses, os médicos deveriam cumprir também medidas cautelares. Uma delas proibia que eles prestassem serviços médicos pelo SUS. A outra medida cautelar proibia que os médicos se ausentassem do país ou mesmo da comarca sem prévia autorização do juiz.

A defesa dos médicos alega que a condenação foi exacerbada e que o pedido de habeas corpus foi acatado pela Justiça. Desta maneira, os médicos podem voltar a atender pelo SUS e também podem sair da Comarca de Poços de Caldas ou mesmo do país sem que tenham que pedir autorização judicial.

O caso

O juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, condenou quatro médicos envolvidos em um esquema de compra e venda de órgãos humanos no Sul de Minas. Segundo a Justiça, os profissionais faziam parte de uma equipe médica clandestina que removia órgãos e realizava transplantes de forma irregular. Conforme a Justiça, ainda cabe recurso.

Os médicos João Alberto Góes Brandão, Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Alexandre Crispino Zincone foram condenados a penas que variam de oito a onze anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso, compra e venda de órgãos humanos, violação de cadáver e realização de transplante irregular.

A condenação se refere à retirada de órgãos de José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em abril de 2001, na Santa Casa de Poços de Caldas.

Caso Pavesi

O caso veio à tona após a morte de um menino de 10 anos, Paulo Veronesi Pavesi, que caiu de uma altura de aproximadamente 10 metros do prédio onde morava em Poços de Caldas, em abril de 2000. A morte encefálica do garoto foi diagnosticada na Santa Casa de Poços de Caldas pela equipe médica do Doutor Álvaro Ianhez. Depois disso, os órgãos foram retirados para doação.

Meses depois, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso, porque de acordo com uma denúncia, a morte encefálica teria sido diagnosticada de forma irregular. Ainda conforme o inquérito, quando a morte foi comprovada, o garoto estava sob efeito de substâncias depressivas do sistema nervoso central. Na época, quatro médicos foram indiciados.

A investigação deu origem a outros seis inquéritos e a Santa Casa perdeu o credenciamento para realizar transplantes. O caso foi parar inclusive no Congresso Nacional, na CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado, já que o Ministério Público Federal considerou que a morte encefálica do menino foi forjada. O inquérito foi concluído um ano após o início das investigações.







Fonte:g1

Traficantes de órgãos torturavam vítimas no Sul de Minas

Vista da Irmandade Santa Casa de Misericordia de Poços da Caldas

Poços de Caldas, Bandeira do Sul e  Carvalhópolis – Estudos da área de segurança pública definem “máfia” como uma organização com estrutura hierárquica definida, múltiplas atividades criminosas e influência velada sobre o poder público. Treze anos depois das primeiras denúncias de assassinato de pacientes para tráfico de órgãos humanos em Poços de Caldas, no Sul de Minas, esse é o tipo de grupo descrito por promotores e juízes de Belo Horizonte que tomaram a frente das apurações e das ações judiciais que resultaram delas. Os trabalhos se referem a uma série de denúncias, encabeçadas por pelo menos oito mortes suspeitas e transações ilícitas de órgãos por meio de uma lista de receptores paralela à oficial. Mais impressionante do que os relatos sobre o grupo de médicos suspeito de deixar pacientes definhar deliberadamente e até retirar vísceras de vítimas ainda vivas, porém, são relatos de horror feitos por parentes dessas pessoas. A reabertura das investigações leva alguns desses familiares, localizados pelo Estado de Minas, a reviver os dias de angústia enfrentados durante as internações na Santa Casa de Poços de Caldas, na qual operava o grupo investigado, e onde, segundo contam, pacientes chegavam a passar fome enquanto, de acordo com a Justiça, eram deixados para morrer.

As denúncias, segundo autoridades que assumiram os processos, passaram anos diante do descaso oficial de policiais e promotores locais. A primeira sentença , divulgada na última semana, saiu depois da designação de autoridades de fora para assumir os casos. Nela foram condenados em primeira instância quatro réus, todos médicos. Alexandre Crispino Zincone, de 48 anos, recebeu pena de 11 anos e meio de prisão; João Alberto Goés Brandão, de 44, Celso Roberto Frasson Scafi, de 50, e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, de 53, foram condenados a oito anos cada um. Todas as penas são em regime fechado, embora os réus possam recorrer em liberdade. As acusações contra Félix Herman Gamarra Alcântara, de 71, e Gérsio Zincone, de 77, caducaram, devido ao fato de serem maiores de 70 anos, embora a Justiça tenha considerados  procedentes fatos pelos quais foram denunciados. A defesa dos acusados informou já ter recorrido da decisão.

O único caso julgado diz respeito à morte de José Domingos Carvalho, que faleceu em 2001, aos 38 anos. Segundo sentença de primeira instância, ele foi morto na Santa Casa de Poços de Caldas para ter os órgãos traficados. Mais de 12 anos depois de enterrá-lo, seus parentes, assim como de outras supostas vítimas da organização, vivem hoje uma angústia. Não sabem se foi sua autorização no papel da MG Sul Transplantes – entidade criada em Poços de Caldas para burlar a lista de espera oficial de receptores de órgãos e tecidos, segundo a Justiça – que permitiu ao grupo investigado tirar a vida do paciente para lucrar com rins, córneas, coração e fígado. “A gente leva a pessoa para o hospital para ver ela sair bem. Para ser curada. Não para morrer nas mãos de quem deveria salvar”, desabafa o pedreiro Júnior Aparecido de Carvalho, hoje com 26 anos, filho da vítima.



A morte do pai ainda assombra o rapaz, que tinha apenas 14 anos quando o enterrou. “Meu filho, não esquece de ajudar sua mãe e de preparar os queijos para a gente pescar quando eu sair daqui do hospital.” Foram as últimas palavras do pai para Júnior. Antes de ser levado para a unidade de saúde de onde só sairia morto, José Domingos sofreu mal súbito e desmaiou em casa. Foi transportado para o posto médico da sua cidade, Bandeira do Sul, e depois para Poços de Caldas, a 19 quilômetros, onde se internou na Santa Casa. Foi lá que a família viu o homem piorar sem receber o que julgaram ser um tratamento adequado. “Meu pai ficou ali seis dias, no meio de 10 pacientes. Um dia, encontramos com ele tentando fugir. Perguntamos o que tinha acontecido e ele disse: ‘Vou sair, porque estou morto de fome. Ninguém me dá comida’”, lembra Júnior. Depois do episódio e dos protestos da família, o homem recebeu um pouco de sopa. “Quase comeu o prato, de tanta fome”, lembra, entristecido, o filho.

Trechos da sentença que condenou os médicos responsáveis pelo atendimento do pai de Júnior reforçam as suspeitas da família. “Verifica-se que o paciente não teve o tratamento adequado, pois desde o início o interesse das equipes médicas era na retirada de seus órgãos para fins de transplante. Não se concebe um paciente com um quadro tão grave ficar internado dias na enfermaria geral”, escreveu o juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, da da 1ª Vara Criminal de Poços, que julgou o caso, referindo-se ao diagnóstico de aneurisma da vítima.

No sexto dia de internação, quando os parentes foram visitar José Domingos, só encontraram o par de chinelos dele sob a cama. Foi quando a família foi informada da morte cerebral. “Veio uma psicóloga conversar com a gente por duas horas sobre a doação dos órgãos. Disse que uma pessoa poderia voltar a ver por causa das córneas do meu pai. A gente estava muito triste, mas concordou”, relembra Júnior. Foi só depois do enterro, quando a família se resumiu à mãe, catadora de café, ao irmão, então com 6 anos e a Júnior, que veio a segunda pior notícia: a suspeita de tráfico de órgãos. “Foi a Polícia Federal que nos procurou e contou tudo. Tiraram o meu pai. Tive de ser pai para meu irmão aos 14 anos. Isso nunca vai sarar.”








Fonte:EM

Pai denunciou a Santa Casa de Poços de Caldas por suposto tráfico de órgãos do filho

Garoto de 10 anos teve os órgãos retirados na Santa Casa de Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)

“Fui ameaçado, intimado e humilhado”, disse o gerente de sistemas Paulo Pavesi, de 44 anos, que em 2008 precisou pedir asilo à Itália para sair de Poços de Caldas (MG) após denunciar irregularidades na retirada de órgãos do filho Paulo Veronesi Pavesi, em 2000.

O caso voltou a ter repercussão após a condenação de quatro médicos envolvidos com a remoção e o transplante de órgãos do paciente José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em 18 de abril de 2011, na Santa Casa de Poços de Caldas.

De acordo com Pavesi, desde que denunciou no ano 2000 a cobrança feita pelo hospital referente à internação do filho, que morreu aos 10 anos após cair de uma altura de 10 metros e teve os órgãos retirados na Santa Casa da cidade, passou a ser ameaçado. “A cidade se voltou contra mim e me apontaram como alguém que queria destruir a Santa Casa. Passei a receber e-mails e recados de todos os lados. Me denunciaram à Justiça por injúria, calúnia e difamação, até eu deixar a cidade”, contou.

A denúncia do hospital e da retirada dos órgãos teve início quando Pavesi foi pagar a conta do hospital. “Eu percebi que tinha algo errado no prontuário que me mostraram. Tinha muitas rasuras e a cobrança era claramente abusiva. Até então eu nem imaginava o que haviam feito, foi então que levei o caso ao Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos”, comentou.

Após desentendimentos com o Ministério Público durante o processo de investigação do caso que ficou conhecido como a Máfia dos Órgãos, Pavesi recebeu o convite de uma Ong italiana de combate à pedofilia para apresentar o caso na Europa e em seguida pediu asilo ao país. “Eles entenderam que eu corria riscos e me apoiaram no pedido de asilo. Mas a mudança foi traumática.

Pedir asilo não é algo agradável. Fui enviado para um centro de asilados onde dividia o quarto com um paquistanês e dois nigerianos, que se tornaram muito amigos, mas era como se eu estivesse preso em um regime semi-aberto. Eu podia sair às 8h mas tinha que voltar antes das 19h. Era monitorado durante 24 horas, embora tenha sido muito bem tratado. Contudo, a Itália hoje é a minha pátria. Amo o país como se estivesse nascido aqui”, disse.

Paulo Pavesi em coletiva de imprensa na Europa sobre o documentário H.O.T. (Foto: Arquivo Pessoal)

Atualmente Pavesi vive em Londres. Ele conseguiu a cidadania italiana um ano após chegar ao país e não precisou mais do asilo. No entanto ele não pretende voltar ao Brasil, nem mesmo para acompanhar o julgamento dos quatro médicos indiciados por homicídio doloso pela retirada dos órgãos do garoto de 10 anos. “Não volto mais para o Brasil. Não vale a pena. A minha presença não vai mudar em nada o julgamento e depois de tudo que vi, não posso afirmar que haverá julgamento. Temo que o juiz não fique muito tempo no cargo, já que está afrontando os poderes da cidade”, destacou. 
Mesmo longe, o gerente de sistemas teme as ameaças sofridas. “Afrontei poderes que até hoje ninguém em Poços de Caldas teve coragem de afrontar. Obviamente que existe risco”, disse.

Com o asilo, Pavesi ficou longe do Brasil, mas não deixou de acompanhar o caso, as investigações e posta em um blog na  internet fatos referentes ao processo. Participou também do documentário italiano Human Organ Traffic (HOT), que aborda o tráfico de órgãos no mundo.


Corrupção, sexo, e tráfico de influências no Vaticano

O jornal italiano La Repubblica garantiu nesta quinta-feira que Bento XVI decidiu renunciar após receber um informe ultrassecreto elaborado por três cardeais sobre uma trama de corrupção, sexo e tráfico de influências no Vaticano.

De acordo com o diário, em uma reportagem assinada pela jornalista Concita di Gregorio, o relatório que foi encomendado por Bento XVI a três cardeais no ano passado - o espanhol Julián Herranz, o eslovaco Jozef Tomko e o italiano Salvatore De Giorgi -, após vazamentos de documentos confidenciais em um escândalo que ficou conhecido como Vatileaks, revela um sistema de "chantagens" internas baseado em fraquezas sexuais e ambições pessoais.

O texto de 300 páginas que se refere a um "lobby gay" dentro do Vaticano, foi entregue em dezembro ao pontífice, segundo a jornalista que não esclarece como teve acesso ao documento. "Fantasias, invenções, opiniões", assegurou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, após advertir que não comentará a reportagem e que os cardeais envolvidos não aceitarão conceder entrevistas.


Francis Arinze, cardeal da Nigéria

Com o título "Não fornicarás, nem roubarás, os mandamentos violados no informe que sacudiu o Papa", o jornal sustenta que o cardeal espanhol Herranz, do Opus Dei, ilustrou ao Papa no dia 9 de outubro do ano passado os "assuntos mais escabrosos" do relatório, em particular a existência de uma "rede transversal unida pela orientação sexual".

"Pela primeira vez a palavra homossexualidade foi pronunciada no gabinete papal", escreve o impresso italiano. A reportagem sustenta que, durante oito meses, os cardeais interrogaram muitos prelados e laicos, dividindo-os por congregação e nacionalidade, e estabeleceram que existem vários grupos de pressão dentro do Vaticano, entre eles um sujeito a chantagem, a "impropriam influentiam" por sua homossexualidade.

Outro grupo é especializado em montar e desmontar carreiras dentro da hierarquia vaticana e outro usaria recursos multimilionários para seus próprios interesses à sombra da cúpula de São Pedro através do Banco do Vaticano, segundo a publicação. Em uma publicação especial, a revista Panorama defende que o documento será determinante para a eleição do sucessor de Bento XVI, em um artigo assinado por Ignazio Ingrado.

Para as duas publicações, o Papa se convenceu que um sucessor mais jovem, forte e enérgico é o melhor indicado para fazer uma limpeza na instituição e, por isso, teria decidido deixar o Trono de Pedro no próximo dia 28 de fevereiro.








Fonte: Terra



Quatro médicos que atuavam no Sul de Minas são condenados por tráfico de órgãos


Quatro médicos que integravam uma entidade clandestina de transplante no Sul de Minas Gerais foram condenados por comércio ilegal de órgãos. Os acusados começaram a ser investigados em 2001 quando, segundo investigações, causaram a morte de um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) em Poços de Caldas e venderam os seus órgãos. As apurações realizadas pelo Ministério Público deram origem, em 2002, a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A decisão ainda cabe recurso.

Segundo a denúncia, na época do crime foram constatadas irregularidades na Irmandade da Santa Casa de Poços de Caldas. A unidade de saúde tinha ligação com a central clandestina MG-Sul Transplantes. A organização operava uma lista própria de receptores de órgãos e manipulava a Associação aos Renais Crônicos, denominada PRO-RIM. Os receptores pagavam pelos tecidos humanos, ainda que o SUS também tivesse custeado os transplantes.

Os médicos C.R.C.F., C.R.F.S. J.A.G.B. foram condenados a 8 anos de prisão e A.C.Z a 11 anos de reclusão. Todos em regime fechado. Os nomes dos acusados não foram divulgados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Outros dois denunciados tiveram declarada a extinção da punibilidade, pelo fato de terem completado mais de 70 anos de idade. Porém, o juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, determinou a cassação de seus registros médicos.

Mortes nos hospitais

Para proferir a sentença, o magistrado relatou que durante a CPI, foram feitas auditorias nos hospitais Pedro Sanches e na Santa Casa de Poços de Caldas. Nas duas unidades de saúde foram constatadas irregularidades, inclusive mortes de pacientes atendidos pelos médicos condenados e outros profissionais ligados aos transplantes de órgãos. O juiz destacou que jovens, pobres, “aptos” a se “candidatarem a doadores” ficavam dias sem nenhum tratamento ou com tratamento inadequado, sedados, “para que os familiares, também na maior parte dos casos semianalfabetos, não desconfiassem de nada”.

Durante as apurações ficou constatado que a Lei de Transplantes foi violada. Isso pôde ser averiguado na morte do paciente que deu início às investigações. J.D.C chegou ao hospital em bom estado neurológico e consciente. Porém, como ficou sem assistência médica e monitoramento, acabou morrendo após dias na enfermaria. O juiz constatou que o mesmo médico que não assistiu adequadamente o paciente, posteriormente declarou a sua morte encefálica, tornando a vítima “doadora cadáver”, o que é expressamente proibido. A lei determina que a morte encefálica deve ser constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os médicos conseguiam burlar a lei e esconder os crimes falsificando documentos. Porém, se descuidaram cometendo rasuras ou esquecendo de preencher corretamente documentos importantes. “A quadrilha fazia tudo para favorecer e dar ‘aspectos de legalidade’ aos seus atos criminosos, mas os rastros começaram a aparecer”, disse o juiz Narciso de Castro.

Todos os acusados tiveram os passaportes apreendidos e ficaram proibidos de sair da cidade sem autorização. O juiz também determinou o afastamento dos médicos do ambiente hospitalar. Determinou ainda a expedição de ofícios à Polícia Federal, para que sejam efetivadas as medidas pertinentes, e ao Ministério da Saúde, para seja suspenso imediatamente o credenciamento dos sentenciados no SUS.

(Com informações do TJMG)

Homem é preso com 4 tabletes de maconha em Areado no Sul de Minas


Um homem foi preso com quatro tabletes de maconha na tarde deste sábado (10) em Areado (MG).

Segundo a Polícia Militar, após denúncias anônimas, o homem de 33 anos foi encontrado próximo a um bar, onde estaria em uma casa escondendo drogas. O suspeito foi visto por várias vezes entrando e saindo de uma casa ao lado.

Ainda conforme a polícia, quando saía, ele entregava algo para usuários de drogas, que lhe davam dinheiro em troca.
Com o homem foram encontrados R$ 128 e quatro tabletes de maconha pesando 70 gramas.






Fonte:G1

Sete suspeitos, sendo dois foragidos da justiça, são presos durante operação no Sul de Minas


No intuito de combater o tráfico de drogas, policiais militares, civis e uma equipe da Guarda Municipal realizaram uma operação nesta sexta-feira (18), nas cidades de Muzambinho, Monte Belo, Nova Resende e Juruaia, todas no Sul de Minas. De acordo com a polícia, batizada de “Pleno Emprego”, a operação terminou com sete pessoas presas, drogas e armas apreendidas.

Segundo a polícia, das pessoas detidas, dois homens, um de 32 anos e outro de 20, eram foragidos da justiça, sendo um foragido de São Paulo. Um dos suspeitos era procurado por tráfico de drogas e o outro por homicídio.

Conforme informações da polícia foram apreendidos entorpecentes, celulares, quatro veículos, uma carteira de motorista, R$791 em dinheiro, um revólver e uma arma branca. Treze autuações de trânsito também foram lavradas.

Além de policiais, cães farejadores auxiliaram nas buscas contra produtos ilegais.






Fonte: O Tempo

Minas Gerais tem 782 mulheres desaparecidas

Cirlene, Maria do Socorro e Nilce acreditam que Creunice, desaparecida em 2010, já esteja morta

Maioria das vítimas vai morar com homens cujo passado é desconhecido e muitas são encontradas mortas

A Polícia Civil tenta descobrir o paradeiro de 782 mulheres que estão desaparecidas em Minas Gerais, segundo informou nesa quinta-feira (27) a delegada Cristina Coelli, titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas. A policial afirmou que estão aumentando os casos de mulheres que somem e depois são encontradas mortas, apesar de não possuir estatísticas a respeito. Os casos teriam a ver com o fato de as vítimas estarem se relacionando com desconhecidos. “São pessoas das quais elas não possuem nenhuma informação pessoal, o que termina, em vários casos, em assassinatos ou desaparecimentos sem solução”, enfatiza Cristina Coelli.


Do número de desaparecidas, 584 têm entre 18 e 59 anos. As adolescentes vêm em seguida, com 169 registros na faixa etária dos 12 aos 17 anos. Já vítimas de um a 11 anos somam 29 ocorrências na delegacia. A delegada enfatiza que todos esses casos estão sendo investigados. A policial assegura ser comum mulheres com idade na faixa dos 20 aos 40 anos concordarem em manter relacionamentos com homens que têm o passado desconhecido. “Elas não têm nenhuma informação pessoal sobre eles, principalmente com aqueles cujo contato foi feito por meio da internet. Em muitos desses casos, o fim é a queixa de desaparecimento e muitas acabam sendo encontradas mortas”, frisa Cristina Coelli.


É o que Nilce Maria e Cirlene Cristina acreditam ter acontecido com a irmã, a dona de casa Creunice Gomes da Silva Santos, de 40 anos. A mulher se separou do marido e decidiu viver com um homem envolvido com o tráfico de drogas e outros crimes. Pouco tempo depois de iniciado o relacionamento, Creunice desapareceu.









Fonte:hojeemdia

Mulher é procurada no Sul de Minas por usar adolescente como "aviãzinho" do tráfico de drogas

Uma mulher é procurada pela polícia de Três Corações, no Sul de Minas, suspeita de utilizar um adolescente para transportar drogas de um bairro para o outro. O garoto foi detido na rua Miramar, no bairro Feira de Gado, nessa sexta-feira (9), e portava vários papelotes de cocaína.

Após informações repassadas por meio de denúncias anônimas, os policiais conseguiram interceptar o adolescente que, ao perceber a presença da PM, jogou algo no chão e correu. Ao ser abordado e levado até o local onde havia deixado o embrulho, os policiais encontraram seis papelotes de cocaína, prontos para serem vendidos.

Um homem de 26 anos que estava na companhia do adolescente, também foi abordado. Com ele os policiais apreenderam R$437 e uma moto Honda Falcon, de cor preta.

O adolescente foi apreendido e o homem preso, sendo ambos encaminhados à delegacia. Quanto à mulher, os policiais rastrearam toda a área, mas ela não foi localizada.









Fonte:otempo

Crack era vendido dentro de Prefeitura

Funcionário público municipal integra quadrilha que atuava no Leste de Minas e também comercializava cocaína


A Polícia Civil (PC) desarticulou nesta sexta-feira (19) esquema de tráfico de drogas em Mantena, Leste de Minas, na divisa com o Espírito Santo, distante 450 quilômetros de Belo Horizonte. Três pessoas foram presas durante a “Operação Morus”, sendo que uma delas, o funcionário público Ronnie de Souza, de 43 anos, era lotado na Secretaria Municipal de Obras de Mantena e usava o almoxarifado da própria administração para vender crack e cocaína.

Além do servidor de carreira, foram presos temporariamente por 30 dias Cláudio Fontana de Souza, de 28 anos, conhecido como ‘Pelé’ e Neuricena Alves Moreira, de 54 anos. Todos já têm passagem por tráfico. Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz da vara criminal de Mantena Túlio Márcio Lemos.

O trio era investigado há 60 dias pela PC em parceria com o Ministério Público (MP). Ronnie é apontado pela polícia como o principal chefe do tráfico de drogas na cidade. A cocaína e o crack eram comprados em Vitória, no Espírito Santo e chegavam ao município escondidos em carros particulares. Ao todo, cerca de 60 policiais e 15 viaturas participaram da operação que começou ainda na madrugada desta sexta. Ronnie foi preso em casa, no Bairro Santo Antônio. No local, os policiais encontraram pequena porção de cocaína e papeis com anotações diversas. “Como estratégia, os traficantes não escondiam a droga na própria casa.


Passamos a semana observando as ações do suspeito e percebemos que, por exemplo, na quinta-feira ficou o dia todo vendendo droga”, disse o delegado regional de Governador Valadares, Jéferson Botelho.

Além da casa dos envolvidos, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em dez locais, entre eles a casa de um empresário e um hotel. A polícia chamou a operação de Morus, que em latim significa moral, para batizar a ação que tinha por objetivo desmantelar o crime que era praticado num espaço da prefeitura.

“A intenção era moralizar a situação. A quadrilha usava o prédio público para traficar”, disse Jéferson Botelho. Além de policiais de Valadares, participaram a ação efetivo da PC de Mantena, Resplendor e Conselheiro Pena. Ronnie era servidor público há 21 anos.

Em Governador Valadares, a PC conseguiu prender no fim da manhã desta sexta dois suspeitos de chefiar quadrilha de tráfico de drogas no Bairro Conjunto Soterro Inácio Ramos. Um adolescente, que não teve a idade revelada, também foi apreendido.









Fonte:hojeemdia.com.br

Traficante de São Paulo foi preso em Lavras e forneceu nome falso à polícia

Rapaz que disse ser de Ribeirão Preto (SP) dá nome falso à polícia e vai preso, ele estava traficando drogas.


Rapaz que traficava droga no bairro São Vicente não apresenta documento e fornece nome falso aos policiais, ele é de São Paulo e está em Lavras há três meses. Tudo começou no início da tarde de ontem, quarta-feira, dia 10, quando a Polícia Militar recebeu a informação que dois rapazes vendiam droga na rua Major João Alves Pinto, no bairro São Vicente.

Os militares chegaram e flagraram os dois, sendo um já bastante conhecido da polícia: Cláudio Júnior Borges, de 18 anos, que já teve diversas passagens pela polícia quando era menor.

O outro rapaz disse não possuir documentos e forneceu o nome de Robson Weslei Luiz Satiro da Silva, de 20 anos, ele disse ser de Ribeirão Preto, São Paulo. A polícia não conseguiu levantar nada a respeito deste nome, ele sequer existe, o que caracteriza um nome falso. O suposto Weslei disse aos policiais que está em Lavras há três meses.

Com a dupla foram encontrados dois celulares, maconha e dinheiro, R$ 160, sendo R$ 110 com Cláudio e R$ 50 com o suposto Weslei. Os dois foram presos e o rapaz que se diz chamar Weslei será investigado através de suas digitais








Fonte:jornaldelavras.com.br

Operação da Polícia Civil prende suspeito de chefiar o tráfico em Alfenas - MG


Outros três traficantes também foram presos


Uma operação intitulada Fim da Linha, realizada pela Polícia Civil, prendeu quatro suspeitos, um deles suspeito de chefiar o tráfico de drogas em Alfenas, nesta quarta-feira (25), no Sul de Minas. Na ação, que mobilizou 34 policiais, foram presos Ricardo Kennedy de Jesus, em Lavras, Alessandro da Silva Marques e David Moreira de Souza Júnior, em Alfenas, apontado como sócio de Robson Pereira da Silva, chefe do tráfico que também foi preso.

Segundo o delegado Thiago Ludwig, a operação começou com investigações há dois meses, após a prisão de dois traficantes. A polícia interceptou as ligações telefônicas, monitorou os suspeitos e conseguiu efetuar as prisões. A Polícia Civil descobriu algumas conexões de Robson Pereira Silva com traficantes de outras cidades e apreendeu um quilo de cocaína em Santo Antônio do Amparo, na segunda-feira (23).

De acordo com o delegado, Pereira Silva foi preso em uma padaria de sua propriedade, que seria usada para tráfico de drogas. Foram apreendidos meio quilo de maconha, três balanças, 30 chips de celular, diversos comprovantes de depósito, uma pistola calibre 765 e várias munições. A maconha foi apreendida no lava-jato de Júnior.







Fonte:eptv

Ministério Público Federal denuncia quadrilha que atuava no tráfico de trabalhadores


Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal em Patos de Minas por tráfico de trabalhadores para o exterior. A quadrilha atuava nas cidades de Patos de Minas, Carmo do Paranaíba, Rio Paranaíba e outros municípios próximos.

Segundo a denúncia do MPF, as vítimas eram iludidas com promessas de emprego na Europa, especialmente na Bélgica, com remuneração de 14 euros por hora. Para isso, elas deviam contratar a empresa American Jobs Tour Ltda, de um dos acusados, pagando R$ 8 mil como condição para o transporte e obtenção de emprego no país. Uma empresa de Belo Horizonte também integraria o esquema, sendo responsável pela compra das passagens aéreas e cartões bancários de moeda estrangeira para as vítimas.

Em uma das ocasiões, os trabalhadores foram enviados à Bélgica acompanhados do proprietário da empresa. Eles ficaram aos cuidados de uma brasileira que os hospedou em sua residência. Conforme o MPF, as vítimas passaram dois meses no local, sem conhecimento do idioma, emprego ou qualquer assistência. A dona da casa ofereceu apenas colchões aos trabalhadores, que haviam levado apenas 200 euros cada um. O dinheiro foi usado para comprar alimentos e agasalhos.

Durante esse período, as vítimas foram contatadas pelo proprietário da empresa, que se ofereceu para levá-los para a Inglaterra caso pagassem uma nova quantia. Em seguida, ele procurou familiares dos trabalhadores no Brasil, que foram obrigados a assinarem notas promissórias com pagamento para traslado, sob ameaça de que se o pagamento não fosse efetuado, os trabalhadores seriam mantidos na Bélgica. Já com as notas promissórias, o acusado não providenciou o transporte e as vítimas precisaram conseguir empréstimos para conseguirem voltar ao Brasil.

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, as atividades da quadrilha também se estendiam na Inglaterra e nos Estados Unidos. O proprietário da American Jobs Tour chegou a ser preso em flagrante, em 2008, na fronteira do Canadá com os EUA, tentando entrar em território norteamericano com dois brasileiros em situação irregular. Os acusados também vão responder por estelionato, extorsão e formação de quadrilha. As penas máximas dos crimes, somadas, podem chegar a 21 anos de prisão.

(Com informações do Ministério Público Federal em Minas Gerais)



Fonte:em.com.br