Mau uso do aparelho fonador pode causar nódulos nas cordas vocais, edemas e cistos, entre outros
Aparentemente simples, o ato de falar é complexo e exige cuidados para que a qualidade da voz não seja comprometida. No mês em que se comemora a Semana Nacional da Voz, especialistas lembram que, como qualquer outra parte do corpo humano, ela é importante e requer atenção.
Nódulos nas cordas vocais, edemas, hiperemia (vermelhidão), cisto e fenda são algumas das consequências mais comuns provocadas pelo uso indevido da voz, segundo a fonoaudióloga Marina Pauliello, da ACT Voz. “Existem alguns problemas que são congênitos. Mas, entre os meus pacientes, percebo que a maior parte deles é decorrente do abuso e mau uso da voz.
O edema é um inchaço nas pregas vocais, a hiperemia pode indicar uma inflamação e a fenda é um fechamento malfeito da prega vocal”, explica a especialista. Embora os problemas vocais só sejam identificados por um profissional, alguns sinais podem ser percebidos por qualquer pessoa. Entre eles rouquidão, cansaço para falar, dor muscular na região do pescoço e dor de garganta. “Percebemos que a população, de maneira geral, desconhece as regras básicas de uso da voz. Essa falta de informação traz consequências”, avalia Marina. Segundo ela, a maior parte dos pacientes que procuram ajuda é cantor ou professor. Cristina Malta Cardoso de Oliveira, de 24 anos, faz parte desse grupo.
Professora de educação infantil e cantora, ela chegou a ficar um mês sem poder falar, devido a um problema nas cordas vocais. “Foi o desgaste diário e o uso inadequado da voz que me levaram a ficar rouca por tanto tempo. Eu não tinha noção nem conhecimento técnico de como usá-la, de como a respiração é fundamental para que eu fale bem”, conta.
No início do tratamento, há cerca de um ano, Cristina reaprendeu a falar e adquiriu conhecimentos para ajudá-la nas duas profissões. “Na hora de cantar, faço um aquecimento antes. Também faço um desaquecimento para relaxar e descansar o trato vocal. Além disso, aprendi uma técnica que me ajuda a projetar mais a voz. Ela fica mais alta, mais firme, o que é importante quando estou em sala de aula”, destaca. A fonoaudióloga Marina diz que mesmo quem não faz uso frequente da voz pode adotar hábitos que preservem a qualidade dela. “Existe o momento certo de falar e o de respirar. Saber disso é importante para cuidar da voz”, destaca. A ingestão de líquidos também é fundamental porque faz com que o aparelho fonador (onde o som é produzido) funcione melhor.
Chocolates, leite e derivados devem ser evitados antes do uso intensivo da voz. O motivo, segundo Marina, é que esses alimentos provocam o espessamento das secreções no trato vocal, deixando a saliva mais viscosa. A maçã, por outro lado, tem efeito contrário. Embora gengibre e pastilhas sejam usados com frequência por quem está com problemas na voz, a especialista não os recomenda. “Esses produtos têm efeito anestésico e, por um tempo, a pessoa acha que está bem. Ela volta a forçar a voz e, quando o efeito passa, o problema fica pior.
Eles mascaram o sintoma, mas o problema persiste”, alerta.
Fonte:Hoje em Dia
Nódulos nas cordas vocais, edemas, hiperemia (vermelhidão), cisto e fenda são algumas das consequências mais comuns provocadas pelo uso indevido da voz, segundo a fonoaudióloga Marina Pauliello, da ACT Voz. “Existem alguns problemas que são congênitos. Mas, entre os meus pacientes, percebo que a maior parte deles é decorrente do abuso e mau uso da voz.
O edema é um inchaço nas pregas vocais, a hiperemia pode indicar uma inflamação e a fenda é um fechamento malfeito da prega vocal”, explica a especialista. Embora os problemas vocais só sejam identificados por um profissional, alguns sinais podem ser percebidos por qualquer pessoa. Entre eles rouquidão, cansaço para falar, dor muscular na região do pescoço e dor de garganta. “Percebemos que a população, de maneira geral, desconhece as regras básicas de uso da voz. Essa falta de informação traz consequências”, avalia Marina. Segundo ela, a maior parte dos pacientes que procuram ajuda é cantor ou professor. Cristina Malta Cardoso de Oliveira, de 24 anos, faz parte desse grupo.
Professora de educação infantil e cantora, ela chegou a ficar um mês sem poder falar, devido a um problema nas cordas vocais. “Foi o desgaste diário e o uso inadequado da voz que me levaram a ficar rouca por tanto tempo. Eu não tinha noção nem conhecimento técnico de como usá-la, de como a respiração é fundamental para que eu fale bem”, conta.
No início do tratamento, há cerca de um ano, Cristina reaprendeu a falar e adquiriu conhecimentos para ajudá-la nas duas profissões. “Na hora de cantar, faço um aquecimento antes. Também faço um desaquecimento para relaxar e descansar o trato vocal. Além disso, aprendi uma técnica que me ajuda a projetar mais a voz. Ela fica mais alta, mais firme, o que é importante quando estou em sala de aula”, destaca. A fonoaudióloga Marina diz que mesmo quem não faz uso frequente da voz pode adotar hábitos que preservem a qualidade dela. “Existe o momento certo de falar e o de respirar. Saber disso é importante para cuidar da voz”, destaca. A ingestão de líquidos também é fundamental porque faz com que o aparelho fonador (onde o som é produzido) funcione melhor.
Chocolates, leite e derivados devem ser evitados antes do uso intensivo da voz. O motivo, segundo Marina, é que esses alimentos provocam o espessamento das secreções no trato vocal, deixando a saliva mais viscosa. A maçã, por outro lado, tem efeito contrário. Embora gengibre e pastilhas sejam usados com frequência por quem está com problemas na voz, a especialista não os recomenda. “Esses produtos têm efeito anestésico e, por um tempo, a pessoa acha que está bem. Ela volta a forçar a voz e, quando o efeito passa, o problema fica pior.
Eles mascaram o sintoma, mas o problema persiste”, alerta.
Fonte:Hoje em Dia








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