Visitantes do Centro de Arte Popular Cemig saúdam a originalidade, beleza e importância do museu

O Centro de Arte Popular Cemig funciona de terça-feira a domingo

O prédio foi reformado e ficou muito bonito, chamando a atenção de quem passa pela Rua Gonçalves Dias. Em exposição um tipo de arte delicada, charmosa, que todo mundo entende. Bem montada, com trabalhos criteriosamente selecionados e que proporcionam uma visão parcial do muito que a mão do povo cria.

É assim que os visitantes que estavam na tarde de quinta-feira no Centro de Arte Popular Cemig definiram o mais novo museu de Belo Horizonte, inaugurado há pouco mais de um mês – foi aberto ao público em 19 de março. Unanimidade, para o público, é a certeza de que Belo Horizonte precisava de uma casa dedicada à arte popular, pela riqueza das manifestações que ela tem em Minas Gerais.

A professora gaúcha Sônia Fernandes aproveitou o último dia de viagem a Belo Horizonte, para conhecer o Centro de Arte Popular. Chegou até lá depois de visitar um dos museus da Praça da Liberdade e alguém o indicou. “Falta um mapa com todos os locais que formam o circuito. Você tem que adivinhar onde fica o quê”, observou, pedindo solução para o problema. Feita a reclamação, foi só elogios para o novo museu.


As peças em cerâmica de artesãos do Vale do Jequitinhonha estão entre as preferidas do público


“O prédio é moderno e valoriza a arte popular, que precisa ser apresentada em lugares menos precários, sem sugestão de pobreza. É arte rica”, enfatizou. Adorou os ex-votos pintados: “São tocantes pela delicadeza”. E as cerâmicas do Jequitinhonha, que já conhecia, “mas aqui tem peças de alta qualidade, vinda do saber passado de geração em geração”.


Surpresas 
O arquiteto Márcio Caldas, de 67 anos, e o amigo Aurélio da Costa Prazeres, de 69, tiraram a tarde de quinta-feira para conhecer o museu. O primeiro, depois de visitar a exposição, aprovou tudo. Destacou as instalações e a boa sinalização. Com relação às obras, elogiou dois artistas clássicos, o escultor GTO e a ceramista Isabel Mendes: “São peças bonitas, expressivas”. Já Aurélio foi logo avisando que sempre gostou de arte popular (a mãe é de Dimantina, entrada do Vale do Jequitinhonha). “Há muito precisávamos de um lugar que mostrasse a arte popular mineira, que é extraordinária, diferente, forte”, afirma, lembrando-se do ceramista Ulisses Pereira Chaves.


Para Cristina Gomide, só ficou faltando o café com pão de queijo



Sabendo da inauguração do Centro de Arte Popular, Cristina Maria Gomide saiu mais cedo de casa planejando ver um filme no Belas Artes, que fica bem em frente ao museu, e aproveitou para conhecer o novo espaço. “Está lindo”, resumiu, satisfeita com a visita. “O prédio reformado ficou maravilhoso”, acrescentou, contando que o imóvel, totalmente recuperado, está chamando muito a atenção de quem passa pela Rua Gonçalves Dias. Do que viu, gostou especialmente das cerâmicas e dos oratórios. “Só está faltando um local para tomar café com pão de queijo”, reclamou – o local até tem cafeteria, mas ainda não está em funcionamento. Fez questão de fazer elogio às empresas que patrocinaram a criação do local, para ela iniciativa que tem muitos méritos.

Outro visitante vindo do cine Belas Artes foi Geraldo Alvim Bicalho, de 73, dentista aposentado. “Eu viria conhecer o espaço de qualquer jeito”, avisa, explicando que é frequentador assíduo de exposições e museus. E ficou satisfeito com o que viu. “A exposição está bem montada, com obras importantes. A estrela da mostra é uma roda grande, de GTO. É belíssima. Também gosto muito das esculturas de Maurino Araújo”, avaliou, contando que em casa tem algumas obras dos dois artistas, “mas pequenas”. E acrescentou: “Considero que é um museu importantíssimo. Mostra arte que todo mundo vê e entende”. Bicalho até comparou o Centro de Arte Popular Cemig com Inhotim, “que tem algumas obras que fazem a gente ficar voando”.


Fonte: Portal uai

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