O Carnaval de Minas Gerais foi lançado oficialmente ontem na Cidade Administrativa, na região Norte da capital, com uma amostra do que os foliões vão encontrar durante a festa no Estado: apresentações de marchinhas, bandas e blocos carnavalescos. Para este ano, a novidade é a inclusão das cidades de Cambuquira, Caxambu, Lambari e São Lourenço, todas da região Sul do Estado e pertencentes ao Circuito das Águas, na rota da folia que o governo ajuda a promover.
Os quatro municípios do Sul de Minas se juntam aos tradicionais roteiros de Carnaval do Estado, como Mariana e Ouro Preto, na região Central; Sabará, na região metropolitana da capital; Diamantina, no Vale do Jequitinhonha; e São João del Rei e Tiradentes, no Campo das Vertentes. Segundo o secretário de Estado de Turismo de Minas, Agostinho Patrus Filho, o governo investirá cerca de R$ 5 milhões para divulgar o evento nesse conjunto de dez cidades e na capital.
O montante, que constitui um apoio às prefeituras, será aplicado na segurança da população e dos visitantes e na preservação do patrimônio histórico e cultural. "A estimativa é que a gente supere o público a cada ano. São turistas que vêm de toda Minas Gerais e também de outros Estados. Esperamos chegar próximo dos 200 mil turistas", disse.
Impasse. Enquanto as cidades do interior sinalizam que estão prontas para o Carnaval, os desfiles das escolas de samba e dos blocos caricatos podem não acontecer na capital. Isso porque as agremiações não estão satisfeitas com as verbas deste ano.
As escolas do grupo principal, por exemplo, previam um orçamento de R$ 60 mil, contando com recursos do Estado e do município. No entanto, elas receberam somente R$ 25 mil da prefeitura. O governo estadual, por meio da Cemig, destinou uma quantia de R$ 100 mil, mas esta, segundo a Belotur, será designada para a infraestrutura da Estação do Samba, onde os desfiles ocorrem.
Com o impasse, o prefeito Marcio Lacerda anunciou ontem um aumento de 50% da verba municipal comparando com o investimento total feito em 2012. Devido ao incremento, o valor para cada escola do grupo especial passou de R$ 25 mil para R$ 37,5 mil. Mas não foi suficiente para agradar às agremiações. "Não vamos sair na avenida se não recebermos um valor próximo do orçamento", afirmou o presidente da Associação Cultural SambaDez, Luís Carlos Novaes.
Fonte: Informações O Tempo








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