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Máfia dos Orgãos: Médicos presos são proibidos de atuar no SUS em Poços de Caldas MG

Grave bem na memória os nomes destes bandidos disfarçados de médicos.


Os três médicos presos nesta segunda-feira (23) em Poços de Caldas (MG), acusados de irregularidades na constatação da morte e remoção de órgãos de um homem de 41 anos em 2001, receberam medidas cautelares do juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, responsável pelo caso. Entre as medidas está a proibição de atuarem no SUS. Segundo a Polícia Civil, os mandados de prisão foram expedidos em razão da sentença condenatória.

O  nefrologista João Alberto Góes Brandão, o urologista Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e o radiologista Jeferson André Saheki Skulski são acusados da retirada ilegal de córneas e rins de Paulo Lourenço Alves, na época com 41 anos, na Santa Casa de Poços de Caldas. Eles foram condenados a 19, 17 e 18 anos, respectivamente.

O gastroenterologista Paulo César Negrão foi condenado há 16 anos de prisão, mas, segundo o juiz, a pena foi substituída por medidas cautelares. Já o anestesista José Julio Balducci foi absolvido, já que o juiz entendeu que a participação dele não foi suficiente para condenações.

Médicos João Alberto Brandão, Cláudio Rogério e Jeferson Skulski foram detidos em Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)

Entre as medidas cautelares que devem ser cumpridas pelos médicos presos e também por Paulo César Negrão estão o impedimento de atender pelo SUS, o recolhimento do passaporte pela Justiça e o impedimento de entrar na Santa Casa de Poços de Caldas para qualquer fim. Além disso, nenhum dos condenados pode se ausentar da comarca por mais de 7 dias sem comunicar à Justiça.

Dois dos médicos acusados pelo morte e remoção dos órgãos de um paciente – João Alberto Góes Brandão e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes  - já foram condenados em outros casos da chamada ‘Máfia dos Órgãos’. Fernandes chegou a ficar preso por 30 dias pela condenação a 17 anos de prisão, por envolvimento no caso do menino Paulo Veronesi Pavesi, o Paulinho, em 2000. O episódio ficou conhecido como 'Caso Pavesi' e provocou o início das investigações de outros oito casos referentes ao tráfico de órgãos em Poços de Caldas.

Caso foi julgado em julho de 2014 em Poços de Caldas, MG (Foto: Reprodução EPTV)

Entenda o caso

O caso denominado como ‘Caso 5’  aconteceu há 15 anos e vitimou Paulo Lourenço Alves, na época com 41 anos. Segundo o processo, a vítima morreu em 15 de janeiro de 2011 no Hospital da Santa Casa. Após a morte encefálica,  as córneas teriam sido retiradas e enviadas para Varginha (MG) e os rins, embora retirados, não foram transplantados.

De acordo com a denúncia,  no prontuário da vítima não consta o laudo do exame que comprovaria a morte cerebral do paciente, que teria sido doador cadáver. Não foram encontrados também registros médicos relatando as condições clínicas do paciente e nem foi possível confirmar se as córneas foram encaminhadas para Varginha.

Para a promotoria, o paciente que teve os órgãos retirados em 2001 ainda estava vivo antes da cirurgia e os seis médicos que participaram do procedimento foram denunciados pela falha no diagnóstico de morte encefálica e remoção ilegal de órgãos.
Para o Ministério Público, há a denúncia de que o paciente havia ingerido bebida alcoolica no dia anterior à internação. Dessa forma, nenhum procedimento a fim de diagnosticar a morte encefálica deveria ter sido realizado, já que o álcool funciona como depressor do Sistema Nervoso Central (SNC). Por isso, os médicos são acusados de ter condutas que teriam como finalidade a morte da vítima para a captação dos órgãos.

Denúncias do Ministério Público referentes aos médicos

O nefrologista e intensivista João Alberto Góes Brandão é apontado como o participante de todas as fases da captação, o que é expressamente proibido pela Lei de Transplantes. Segundo o Ministério Público, ele teria assistido ao paciente, mas não teria executado os procedimentos necessários para salvar a vida do mesmo e teria feito o exame para diagnosticar a morte encefálica de forma fraudulenta.

O denunciado também procedeu a notificação ao MG Sul Transplantes - entidade considera clandestina - e também avisou a família sobre a morte cerebral do paciente, obtendo autorização para a doação. Já o urologista e cirurgião Cláudio Rogério Carneiro Fernandes atuou diretamente na extração dos rins do doador.
Ainda na denúncia da promotoria, o gastroenterologista Paulo César Negrão atestou o diagnóstico de morte encefálica sem observar parâmetros legais.

E o radiologista Jeferson Skulski usou técnica diferente da recomendada na literatura médica para a detecção da morte, o que impossibilitou o diagnóstico correto.
O médico José Júlio Balducci participou como anestesista da cirurgia de retirada de órgãos da vítima. Já a oftalmologista Alessandra Angélica Queiroz Araújo foi responsável pela extração das córneas, mesmo não possuindo autorização legal para realizar transplantes.

Para a promotoria, todos os envolvidos sabiam que a vítima poderia ainda estar viva e ainda assim prosseguiram com a cirurgia, assumindo o risco de morte do paciente.

Outros casos relacionados e a Máfia dos Órgãos

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, e ter
os órgãos removidos (Foto: Arquivo Pessoal)

Os médicos aparecem ainda em outros processos ligados à 'Máfia dos Órgãos'.  O 'Caso 2', que foi julgado recentemente está ligado ao 'Caso 3', que ainda tramita na Justiça e terminou com a morte da vítima Alice Mezavila Tavares, na época com 49 anos, após receber um rim doado por um paciente supostamente assassinado. Ela esperou pelo menos três anos pelo transplante do órgão e segundo a família, as causas apontadas pela Santa Casa foram infecção generalizada e insuficiência renal crônica. Em outra caso, uma vítima de 50 anos não teve os órgãos captados, no entanto, o motivo não consta no prontuário médico. A morte aconteceu no dia 6 de junho de 2001.

As investigações de diversos casos referentes à retirada ilegal de órgãos na Santa Casa de Poços de Caldas tiveram início após a morte do menino Paulo Veronesi Pavesi, o Paulinho, em 2000. A criança, na época com 10 anos, teria tido os órgãos removidos enquanto ainda estava viva. Em 2013, três dos médicos envolvidos foram condenados em primeira instância a penas que variam entre 14 e 18 anos  e dois deles passaram um mês detidos no Presídio de Poços de Caldas. Eles conseguiram o direito de recorrer em liberade, mesmo após as condenações.

Há ainda a expectativa de que outros quatro médicos sejam levados à júri popular por conta da morte do Caso Pavesi. No entanto, no começo deste mês, o julgamento deste caso, que acontecia em Belo Horizonte, foi suspenso. O Caso 1 também já foi julgado e condenou os médicos Alexandre Crispino Zincone, João Alberto Góes Brandão, Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes em primeira instância.





Fonte G1

Caso do menino Pavesi: Envergonha a justiça no Brasil

Um caso que envergonha a justiça no Brasil.


 Asilado em Londres, pai nega que seria ouvido pela Justiça brasileira. Em blog, Paulo Pavesi critica demora do caso, que já dura quase 15 anos.

“Há 15 anos eu peço para que o caso seja julgado”. Esse é o desabafo do gerente de sistemas Paulo Pavesi, pai do menino Paulo Veronesi Pavesi, morto aos 10 anos em Poços de Caldas (MG), ao saber do novo adiamento do júri popular que aconteceria nesta quarta-feira (11) em Belo Horizonte (MG). Esta foi a 4ª vez que o julgamento dos médicos envolvidos no caso foi adiado.

Durante a audiência, quatro médicos seriam julgados, acusados de homicídio qualificado e procedimentos incorretos na remoção de órgãos do menino Paulinho em abril de 2000.

O caso aconteceu em Poços de Caldas (MG) e foi transferido para a capital mineira a pedido do Ministério Público em agosto de 2014. Os médicos Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, José Luiz Gomes da Silva, José Luiz Bonfitto e Álvaro Ianhez são acusados de  homicídio qualificado por irregularidades na retirada e transplante de órgãos da criança.

O adiamento ocorreu após a concessão de uma liminar da Justiça. O motivo foi um pedido de habeas corpus feito pelo advogado de um dos médicos, o nefrologista Álvaro Ianhez. O advogado Leonardo Bandeira alegou que o depoimento do pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que atualmente vive na Inglaterra, seria ilegal, já que estava previsto para acontecer em videoconferência, via internet. Ainda não foi definida uma nova data para a realização do júri.

Em um blog pessoal, no qual denuncia e reúne vários documentos sobre o caso, Pavesi escreveu sobre a suspensão do julgamento. “Nunca fui atendido [sobre o julgamento]. Sequer respondem aos meus apelos. Mas quando os médicos pedem habeas corpus, adiamento de julgamento entre outras coisas, são atendidos na hora. O motivo é mais uma outra grande farsa. Segundo soube por jornalistas (o tribunal mais uma vez não me comunicou nada)  que o julgamento foi adiado porque eu participaria via Skype. Acontece que eu não participaria pois sequer fui avisado sobre a data do julgamento como relatei em posts anteriores. Fica evidente que este grupo armou esta situação para adiar mais uma vez”, disse na publicação o pai do menino.

Após o desabafo, o pai do menino Pavesi fez nova postagem dizendo que irá encerrar as atividades no blog que mantinha dedicado sobre o assunto.

Julgamento adiado pela 2ª vez em 1 ano
No processo que tramitava em Poços de Caldas, foi determinado que os médicos fossem submetidos a júri popular em outubro de 2011. Houve recurso contra a sentença de pronúncia, mas os desembargadores do Tribunal de Justiça, em outubro de 2012, decidiram manter o júri.

O julgamento deveria ter acontecido em julho do ano passado e a sessão chegou a ser iniciada em Poços de Caldas, mas, a pedido do Ministério Público, foi transferido para a capital mineira em razão de propagandas feitas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e Associação dos Médicos na cidade, em favor dos profissionais.

Acusações contra os médicos

Os profissionais teriam sido responsáveis por procedimentos incorretos na morte e também na remoção de órgãos do garoto após ele cair de uma altura de 10 metros do prédio onde morava. O exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos. Os quatro negam qualquer irregularidade tanto nos exames quanto nos transplantes aos quais o garoto foi submetido.

O Caso Pavesi

O caso aconteceu em abril de 2000 e ganhou repercussão internacional. Na ocasião, Paulinho, como era conhecido, caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. Ainda de acordo com o Ministério Público, o menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que conforme apontaram as investigações, teria sido forjado.

Após receber uma conta hospitalar no valor de R$ 11.668,62, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, questionou as cobranças e deparou-se com dados que não condiziam com o que havia sido feito, inclusive com a cobrança de medicamentos para remoção de órgãos, que oficialmente é custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A descoberta de um suposto esquema para a retirada ilegal de órgãos de pacientes em Poços de Caldas fez com que a Santa Casa da cidade fosse descredenciada para a realização de transplantes e remoção de órgãos no ano de 2002. A entidade que geria os trabalhos na cidade, MG Sul Transplantes, também foi extinta no município. Quatro médicos: José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado do menino Pavesi.

Na denúncia, consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

Ainda na época, o médico Álvaro Ianhez foi denunciado por chefiar a entidade MG Sul Transplantes, que realizava as retiradas dos órgãos e os encaminhava aos possíveis receptores. A organização foi apontada pelo Ministério Público como  “atravessadora” em um esquema de tráfico de órgãos humanos.

Outra linha de investigação é de que os órgãos retirados do garoto foram transplantados de maneira irregular. As córneas do menino foram levadas para Campinas (SP), quando deveriam ter sido transplantadas em pacientes da lista de espera de Minas Gerais, já que se trata de um procedimento regionalizado. O "Caso Pavesi", também chamado de "Caso 0", deu origem a uma investigação que inclui outros 8 processos em que irregularidades na retirada de órgãos de pacientes também teria ocorrido.

Médicos já condenados no caso
Três médicos que foram incluídos posteriormente como réus do Caso Pavesi, por terem participar da remoção de órgãos do menino, foram condenados em janeiro de 2014 a penas que variam de 14 a 18 anos de prisão em regime fechado por participação no caso. Eles não foram a júri popular.

Médicos foram condenados por  retirada irregular
de órgãos de menino (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

Os médicos Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes chegaram a ficar presos por 30 dias e ganharam na Justiça o direito de recorrer da sentença em liberdade. Já Sérgio Poli Gaspar ficou foragido por um mês e após se entregar passou apenas um dia preso. Ele também pode recorrer em liberdade. As condenações provocaram também a reabertura do inquérito referente à morte de Carlos Henrique Marcondes, o Carlão, que foi diretor administrado do Hospital Santa Casa até o ano de 2002. Ele foi encontrado morto dentro do próprio carro.

Veja vídeo tráfico de orgãos no Brasil: http://s02.video.glbimg.com/x360/4026829.jpg






Fonte Informações g1


Médico condenado no 'Caso Pavesi' tem habeas corpus 1 dia após prisão

Sérgio Poli Gaspar estava foragido desde o dia 6 de fevereiro.
Ele se entregou na manhã de terça-feira e fica pouco mais de 1 dia preso.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou na tarde desta quarta-feira (12) o pedido de habeas corpus em favor do médico Sérgio Poli Gaspar, condenado no esquema de retirada ilegal de órgãos para transplantes que ficou conhecido como a "Máfia dos Órgãos", em Poços de Caldas (MG). A liminar foi aceita pelo desembargador Flávio Leite da 1ª Câmara Criminal do TJMG. A expectativa é de que o médico pudesse ser solto ainda nesta quarta-feira, pouco mais de 24 horas depois de ter se entregado após ficar foragido desde o dia 6 de fevereiro.

Sérgio foi condenado juntamente com os médicos Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, que deixaram o presídio da cidade na última sexta-feira (7) depois de ficarem presos por cerca de um mês. Eles foram condenados pela retirada dos órgãos do menino Paulo Pavesi, de 10 anos, no ano 2000. Conforme a investigação apontou, a criança ainda estava viva quando os órgãos foram retirados.

Cláudio Fernandes falou com a imprensa ao deixar
o presídio (Foto: Marcos Corrêa)

Médicos soltos
Cláudio Fernandes e Celso Scafi deixaram o Presídio de Poços de Caldas na noite de sexta-feira (7). Familiares aguardavam pelos médicos na saída do presídio. Cláudio Fernandes falou com a imprensa e negou as acusações. "Eu sou inocente, assim como todos os outros acusados. Se tudo o que foi feito aqui é ilegal, então no Brasil inteiro também é ilegal", afirmou.

O habeas corpus dos médicos foi concedido em segunda instância, já que em primeira foi negada pelo desembargador Flávio Batista Leite, que entendeu que a prisão deveria ser mantida para garantir a segurança pública.

O juiz da primeira vara criminal de Poços de Caldas (MG), Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, anunciou nesta segunda-feira (10) novas medidas cautelares para os médicos soltos. Segundo o juiz, os médicos, que já não podiam exercer nenhuma função pública e nem se ausentar do país, vão ter de cumprir outras duas medidas cautelares enquanto respondem ao processo em liberdade. “Eles estão proibidos de se ausentar da comarca por mais de 15 dias, se não com expressa autorização do juiz e estão proibidos de ter acesso à Santa Casa de Poços de Caldas, local onde aconteceu o suposto crime que deu causa à prisão deles”, informou.

O juiz informou ainda que já enviou um ofício à Câmara para que seja investigado o uso de verbas públicas na Santa Casa de Poços De Caldas já que, segundo ele, ainda há suspeitas de irregularidades no hospital.
“Existem vários indícios de irregularidades nas aplicações dessas verbas, como pagamento de salários acima da média da região, nepotismo e falta de seleção dos profissionais, o que ocasionaria prejuízo aos munícipes”, afirmou.

As condenações
Na sentença de mais de 150 páginas, o juiz condenou Cláudio Fernandes a 17 anos de prisão. O texto informa que durante o atendimento ao menino Paulinho, o médico removeu os órgãos da vítima com consciência de que ela estava viva e não examinou o protocolo de morte encefálica. A sentença informa ainda que o médico confessou à Justiça ter grande renda com os transplantes e que sabia das atividades ilícitas da Ong MG Sul Transplantes, que atuava na cidade na época.

O urologista Celso Scafi foi preso no dia 6 de
fevereiro (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

Médico Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foi
detido pela PM (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

Já o urologista Celso Scaffi foi condenado a 18 anos de prisão. De acordo com o juiz, o médico removeu órgãos em desacordo com a disposição legal, levando a vítima à morte, além de escrever que a criança não estava em morte encefálica, já que não houve o exame de arteriografia na Santa Casa. “Ele tentou ainda fraudar provas e inseriu dados falsos no prontuário médico”, declarou.

Entenda o Caso Pavesi
As investigações do ‘Caso Pavesi’ já duram quase 14 anos. Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva; José Luis Bonfitto; Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez; foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)

Na denúncia consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

A investigação deu origem a outros sete inquéritos e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas perdeu o credenciamento para realizar os transplantes em 2002. O caso foi tema de discussões também no Congresso Nacional em 2004, durante a CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado pelo Ministério Público Federal.


Em janeiro deste ano, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que vive na Europa, publicou o livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O que a máfia não quer que você saiba”. Com diferentes passagens que relatam a despedida do garoto, a exumação do corpo e a luta para provar que o menino foi vítima da chama ‘Máfia dos Órgãos’, Pavesi enfatiza que a história toda foi censurada e por isso, optou por lançar o livro de maneira independente e distribuir livremente pela internet.






Fonte:informações G1

Justiça de Poços de Caldas indicia mais 9 médicos da 'máfia dos órgãos'

O urologista Celso Scafi foi um dos presos no Caso
Pavesi. (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

O juiz de Poços de Caldas (MG), Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, convocou a imprensa nesta quarta-feira (26) para falar sobra novas denúncias no caso da “máfia dos órgãos”. O juiz aceitou mais três denúncias do Ministério Público e indiciou mais nove médicos que teriam participação no caso.

Segundo o juiz, Alessandra Angélica Queiroz Araújo, Jeferson André Saheki Skulski, José Júlio Balducci e Paulo César Pereira Negrão vão responder por retirada ilegal de órgãos. Já José Luiz Gomes da Silva, Luiz Antônio Kalil Jorge e Francisca Raimunda de Souza Barreira vão responder por homicídio qualificado.

João Alberto Góes Brandão foi indiciado pelos dois crimes. Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, que está preso por participação na retirada dos órgãos do menino Paulo Pavesi, também foi indiciado.
“Se essas pessoas vão a júri ou não, se vão ser condenadas ou não, eu não posso dizer, pois se trata apenas do início do processo. Será uma longa tramitação, as pessoas serão ouvidas, não dá para antecipar um prognostico”, explicou o juiz.

O neurocirurgião Luiz Antônio Calil Jorge trabalha em Ubá (MG) e informou que em todos os casos que atuou os pacientes estavam em morte cerebral. José Arthur Kalil, advogado de Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, que está preso, não retornou o contato. O anestesista e ex-secretário de saúde de Poços de Caldas, José Júlio Balducci, disse que seus advogados já foram acionados para cuidar do caso. O médico Paulo Cesar Negrão foi orientado pelos seus advogados a não se pronunciar.

O neurocirurgião José Luiz Gomes da Silva, Francisca Raimunda de Souza Barreira, Jefferson André Saheki, João Alberto Góes Brandão e Alessandra Angélica Queiroz Araújo não foram localizados para falar sobre o caso.

Entenda o Caso Pavesi

As investigações do ‘Caso Pavesi’ já duram quase 14 anos. Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva; José Luis Bonfitto; Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez; foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

Na denúncia consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

A investigação deu origem a outros sete inquéritos e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas perdeu o credenciamento para realizar os transplantes em 2002. O caso foi tema de discussões também no Congresso Nacional em 2004, durante a CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado pelo Ministério Público Federal.
Em janeiro deste ano, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que vive na Europa, publicou o livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O que a máfia não quer que você saiba”. Com diferentes passagens que relatam a despedida do garoto, a exumação do corpo e a luta para provar que o menino foi vítima da chama ‘Máfia dos Órgãos’, Pavesi enfatiza que a história toda foi censurada e por isso, optou por lançar o livro de maneira independente e distribuir livremente pela internet.

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)



Fonte: G1

TRÁFICO DE ORGÃOS: Justiça nega habeas corpus a médicos criminosos

Dois urologistas foram (fotos baixo) condenados e presos por retirar órgãos de criança. 

Anestesista também condenado no 'Caso Pavesi' está foragido.

Paulo Veronesi Pavesi foi morto aos 10 anos em
Poços de Caldas (Foto: Reprodução/EPTV)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o pedido de liminar que concederia habeas corpus aos três médicos condenados por remoção ilegal de órgãos no caso do menino Paulo Veronesi Pavesi, o Paulinho, morto aos 10 anos em Poços de Caldas (MG).

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (20) e de acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, o desembargador Flávio Batista Leite entendeu que a prisão deve ser mantida para garantir a segurança pública.

No despacho, o desembargador citou trechos da sentença proferida pelo juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro e relatou ainda manobras usadas para atrasar o processo.
Os urologistas Cláudio Carneiro Fernandes e Celso Scafi foram presos no dia 7 deste mês e estão no Presídio de Poços de Caldas. Já o anestesista Sérgio Poli Gaspar está foragido.

As condenações

Na sentença de mais de 150 páginas, o juiz condenou Cláudio Fernandes a 17 anos de prisão. O texto informa que durante o atendimento ao menino Paulinho, o médico removeu os órgãos da vítima com consciência de que ela estava viva e não examinou o protocolo de morte encefálica. A sentença informa ainda que o médico confessou à Justiça ter grande renda com os transplantes e que sabia das atividades ilícitas da Ong MG Sul Transplantes, que atuava na cidade na época.

Urologista Celso Scaffi

Já o urologista Celso Scaffi foi condenado a 18 anos de prisão. De acordo com o juiz, o médico removeu órgãos em desacordo com a disposição legal, levando a vítima à morte, além de escrever que a criança não estava em morte encefálica, já que não houve o exame de arteriografia na Santa Casa. “Ele tentou ainda fraudar provas e inseriu dados falsos no prontuário médico”, declarou.

Médico Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foi
detido pela PM (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

O médico Sérgio Poli Gaspar, condenado a 14 anos de prisão, é o único que ainda não foi encontrado e já é considerado foragido, pois tinha até esta sexta-feira para apresentar-se à Justiça. Na sentença, o juiz afirma que o médico ajudou a remover as córneas e rins da criança e que tinha plena condição de entender o caráter ilícito da conduta. “Ele não procurou saber se o protocolo de morte encefálica havia sido feito corretamente”, completou.

Além da condenação, o juiz decretou que os três médicos percam os cargos públicos e que sejam afastados do atendimento pelo SUS.

Entenda o Caso Pavesi
As investigações do ‘Caso Pavesi’ já duram quase 14 anos. Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva; José Luis Bonfitto; Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez; foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

Na denúncia consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)


A investigação deu origem a outros sete inquéritos e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas perdeu o credenciamento para realizar os transplantes em 2002. O caso foi tema de discussões também no Congresso Nacional em 2004, durante a CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado pelo Ministério Público Federal.
Em janeiro deste ano, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, que vive na Europa, publicou o livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O que a máfia não quer que você saiba”. Com diferentes passagens que relatam a despedida do garoto, a exumação do corpo e a luta para provar que o menino foi vítima da chama ‘Máfia dos Órgãos’, Pavesi enfatiza que a história toda foi censurada e por isso, optou por lançar o livro de maneira independente e distribuir livremente pela internet.






Fonte:g1

Juiz do Sul de Minas condena cães ao corredor da morte


A polêmica decisão do juiz de direito João Cláudio Teodoro, na cidade de Bueno Brandão, no sul de Minas, determinando o despejo de 70 animais que vivem sob a guarda da protetora Ana Karina, mais uma vez revolta a sociedade mineira que questiona a legislação vigente. Segundo nota divulgada no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a decisão foi tomada porque a proprietária não cumpriu o acordo feito em janeiro deste ano de transferi-los para outro local, e consta como autora de infração penal no processo que tramita no juizado especial criminal da comarca da cidade. Seu crime? Perturbação do sossego alheio. Reclamação registrada pela vizinhança. Ainda segundo a nota, o fato de a responsável pelos animais não ter mudado de endereço, representa total desrespeito aos direitos de seus vizinhos e à própria lei. Mas e os direitos dos animais? Ironicamente, o próprio Conselho de Medicina Veterinária autoriza o sacrifício de animais não adotados. O que significa que caso não sejam encaminhados a novos lares, todos eles serão mortos, e o pior, pelo próprio poder público.

A medida é condenada por protetores de todo o país que lutam pelo direito à vida dos animais que ao contrário do que a lei determina, não são simples objetos, mas sim seres vivos dignos de respeito. “Por isso lutamos para alterar a legislação. Os animais tem que ser considerados como vidas, o que efetivamente são. Nos Estados Unidos eles são tidos como um menor incapaz, ou seja, uma vida que como tal, possui todos os seus direitos resguardados”, diz o advogado Arildo Carneiro Junior, especializado em defesa dos animais. Segundo ele a perturbação do sossego só é configurada após a realização de perícia que comprove que o nível de decibéis no local ultrapasse os 85 determinados por lei. “É o único meio de comprovar a denúncia. As autoridades não podem se basear apenas em prova testemunhal de vizinhos, já que na maioria dos casos é constatada apenas uma implicância pessoal de indivíduos que não gostam de animais”. Somente após esta constatação é que o ajuste de conduta deve ser realizado.

De acordo com a lei federal 9.605/98, artigo 32, de proteção ao meio ambiente, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exótico, é crime. No entanto, a morte de animais resgatados das ruas é prática comum nos centros de zoonoses das cidades brasileiras, e tida como normal. “O sacrifício de qualquer animal é caracterizado como crime de maus tratos. E apesar disso, a legislação municipal de várias cidades confronta a lei federal, permitindo a eutanásia de animais saudáveis”. Muitos destes animais são mortos simplesmente porque os protetores responsáveis não têm condições financeiras para mantê-los, já que não recebem nenhum tipo de ajuda dos poderes públicos . São particulares e grupos que se movimentam tentando fazer um trabalho solitário. Somente em Belo Horizonte são mais de 30 mil cães abandonados nas ruas. A tarefa dos defensores dos animais é árdua, já que além de arcar com todas as despesas dos animais resgatados até encaminhá-los para a adoção, e de conviver com o preconceito de muitos membros da sociedade, ainda tem que enfrentar uma legislação que considera  vidas como objetos. Lamentável.

‘Se você também defende a causa dos animais, curta esta notícia e divulgue esta ideia’.






Fonte: Informações Estado de SP

Médicos condenados por tráfico de órgãos voltam a atender pelo SUS

Caso veio à tona após a morte de um menino de 10 anos, Paulo Pavesi (Foto: Reprodução EPTV)

Os quatro médicos condenados por tráfico de órgãos em Poços de Caldas (MG) conseguiram um habeas corpus na última sexta-feira (22) e poderão atuar novamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), além das penas que variam de oito a 11 anos e seis meses, os médicos deveriam cumprir também medidas cautelares. Uma delas proibia que eles prestassem serviços médicos pelo SUS. A outra medida cautelar proibia que os médicos se ausentassem do país ou mesmo da comarca sem prévia autorização do juiz.

A defesa dos médicos alega que a condenação foi exacerbada e que o pedido de habeas corpus foi acatado pela Justiça. Desta maneira, os médicos podem voltar a atender pelo SUS e também podem sair da Comarca de Poços de Caldas ou mesmo do país sem que tenham que pedir autorização judicial.

O caso

O juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, condenou quatro médicos envolvidos em um esquema de compra e venda de órgãos humanos no Sul de Minas. Segundo a Justiça, os profissionais faziam parte de uma equipe médica clandestina que removia órgãos e realizava transplantes de forma irregular. Conforme a Justiça, ainda cabe recurso.

Os médicos João Alberto Góes Brandão, Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Alexandre Crispino Zincone foram condenados a penas que variam de oito a onze anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso, compra e venda de órgãos humanos, violação de cadáver e realização de transplante irregular.

A condenação se refere à retirada de órgãos de José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em abril de 2001, na Santa Casa de Poços de Caldas.

Caso Pavesi

O caso veio à tona após a morte de um menino de 10 anos, Paulo Veronesi Pavesi, que caiu de uma altura de aproximadamente 10 metros do prédio onde morava em Poços de Caldas, em abril de 2000. A morte encefálica do garoto foi diagnosticada na Santa Casa de Poços de Caldas pela equipe médica do Doutor Álvaro Ianhez. Depois disso, os órgãos foram retirados para doação.

Meses depois, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso, porque de acordo com uma denúncia, a morte encefálica teria sido diagnosticada de forma irregular. Ainda conforme o inquérito, quando a morte foi comprovada, o garoto estava sob efeito de substâncias depressivas do sistema nervoso central. Na época, quatro médicos foram indiciados.

A investigação deu origem a outros seis inquéritos e a Santa Casa perdeu o credenciamento para realizar transplantes. O caso foi parar inclusive no Congresso Nacional, na CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado, já que o Ministério Público Federal considerou que a morte encefálica do menino foi forjada. O inquérito foi concluído um ano após o início das investigações.







Fonte:g1

Quatro médicos que atuavam no Sul de Minas são condenados por tráfico de órgãos


Quatro médicos que integravam uma entidade clandestina de transplante no Sul de Minas Gerais foram condenados por comércio ilegal de órgãos. Os acusados começaram a ser investigados em 2001 quando, segundo investigações, causaram a morte de um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) em Poços de Caldas e venderam os seus órgãos. As apurações realizadas pelo Ministério Público deram origem, em 2002, a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A decisão ainda cabe recurso.

Segundo a denúncia, na época do crime foram constatadas irregularidades na Irmandade da Santa Casa de Poços de Caldas. A unidade de saúde tinha ligação com a central clandestina MG-Sul Transplantes. A organização operava uma lista própria de receptores de órgãos e manipulava a Associação aos Renais Crônicos, denominada PRO-RIM. Os receptores pagavam pelos tecidos humanos, ainda que o SUS também tivesse custeado os transplantes.

Os médicos C.R.C.F., C.R.F.S. J.A.G.B. foram condenados a 8 anos de prisão e A.C.Z a 11 anos de reclusão. Todos em regime fechado. Os nomes dos acusados não foram divulgados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Outros dois denunciados tiveram declarada a extinção da punibilidade, pelo fato de terem completado mais de 70 anos de idade. Porém, o juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, determinou a cassação de seus registros médicos.

Mortes nos hospitais

Para proferir a sentença, o magistrado relatou que durante a CPI, foram feitas auditorias nos hospitais Pedro Sanches e na Santa Casa de Poços de Caldas. Nas duas unidades de saúde foram constatadas irregularidades, inclusive mortes de pacientes atendidos pelos médicos condenados e outros profissionais ligados aos transplantes de órgãos. O juiz destacou que jovens, pobres, “aptos” a se “candidatarem a doadores” ficavam dias sem nenhum tratamento ou com tratamento inadequado, sedados, “para que os familiares, também na maior parte dos casos semianalfabetos, não desconfiassem de nada”.

Durante as apurações ficou constatado que a Lei de Transplantes foi violada. Isso pôde ser averiguado na morte do paciente que deu início às investigações. J.D.C chegou ao hospital em bom estado neurológico e consciente. Porém, como ficou sem assistência médica e monitoramento, acabou morrendo após dias na enfermaria. O juiz constatou que o mesmo médico que não assistiu adequadamente o paciente, posteriormente declarou a sua morte encefálica, tornando a vítima “doadora cadáver”, o que é expressamente proibido. A lei determina que a morte encefálica deve ser constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os médicos conseguiam burlar a lei e esconder os crimes falsificando documentos. Porém, se descuidaram cometendo rasuras ou esquecendo de preencher corretamente documentos importantes. “A quadrilha fazia tudo para favorecer e dar ‘aspectos de legalidade’ aos seus atos criminosos, mas os rastros começaram a aparecer”, disse o juiz Narciso de Castro.

Todos os acusados tiveram os passaportes apreendidos e ficaram proibidos de sair da cidade sem autorização. O juiz também determinou o afastamento dos médicos do ambiente hospitalar. Determinou ainda a expedição de ofícios à Polícia Federal, para que sejam efetivadas as medidas pertinentes, e ao Ministério da Saúde, para seja suspenso imediatamente o credenciamento dos sentenciados no SUS.

(Com informações do TJMG)

Condenados a pagar a ex-namorada

Justiça de BH determina que 3 homens indenizem aposentada em R$ 35 mil; eles também foram condenados à prisão


Em menos de um ano, foram três namoros que provocaram uma reviravolta na vida de uma aposentada, de 45 anos, moradora de Belo Horizonte. A mulher, que sofre de transtorno bipolar, doença caracterizada pela depressão, acabou enganada, sendo vítima de extorsão e estelionato. Os responsáveis pelos crimes foram condenados a penas de 6 a 8 anos de prisão e ainda vão ter que pagar uma multa de R$ 35 mil, dividida entre eles. A decisão, que ainda permite recurso, é do juiz titular da 8º Vara Criminal da Capital, Narciso Alvarenga.

"A minha decisão foi tomada com base em um conjunto de provas claras e evidentes. Os réus se aproveitaram da fragilidade emocional da vítima para extorqui-la", explicou Alvarenga.

Conforme o processo, em meados de 1998, a aposentada contratou o serviço do pedreiro N. P. C., de 47 anos, para murar um terreno dela. Pelo serviço, ele cobrou R$ 1.040. Logo após o trabalho, os dois deram início a um namoro que durou cerca de três meses.

Durante o namoro, o pedreiro extorquiu R$ 8.000 da mulher, que foi depositado na conta da irmã dele. Em seguida, ele "veio a terminar violentamente com o relacionamento, expulsando a vítima de sua casa".

Ainda traumatizada com a situação, a aposentada deu início a um novo relacionamento, desta vez com o assessor parlamentar E. C. O., de 47 anos. O suspeito, que na época trabalhava com um deputado estadual, teria se apresentado à vítima como Policial Federal. Com esse artifício, segundo o processo, ele pretendia recuperar o dinheiro que ela havia perdido com N. P. C.. Assim que obteve a confiança da mulher, ele exigiu dela a quantia de R$ 13.650 em dinheiro e cheques, sob constantes ameaças de agressão. Assim que recebeu toda a quantia, desapareceu.

No começo de 1999, a vítima conheceu W. M. A., na época com 39 anos, para quem ela teria relatado toda situação vivida com os outros dois namorados. Segundo o processo, "tal indivíduo, de nenhum escrúpulo, extorquiu-lhe a quantia de R$ 1.000, um aparelho celular e um veículo Monza, além de tê-la obrigado a comprar para ele uma pistola calibre 380".

Após os golpes, a vítima procurou a Polícia Civil, que instaurou um inquérito. A denúncia foi encaminhada à justiça em 2003. A audiência que decidiu pela condenação dos envolvidos aconteceu no dia 26 do mês passado e cabe recurso, por isso os réus estão em liberdade. O advogado da aposentada não está autorizado a falar sobre o assunto, a pedido da cliente, que preferiu ficar em silêncio.









Fonte:otempo.com.br

Sul de Minas - Ex-prefeitos são condenados a pagar multa de R$ 400 mil

Justiça detectou compras sem licitação, fraude de notas fiscais e ligação com empresas fantasmas

Dois ex-prefeitos de Ijaci foram condenados por uma série de irregularidades, dentre elas ligação com empresas fantasmas, entre 2001 e 2004. Neimar Pereira e Clebél Angel Marão, além do servidor público Dilson Mercino, foram condenados a pagar mais de R$ 400 mil de multa. Além da condenação, os ex-prefeitos tiveram os direitos políticos suspensos por oito anos, além de estarem proibidos de receberem benefícios fiscais pelo prazo de cinco anos.

Segundo a denúncia registrada na Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Pereira e Marão adquiriram peças e serviços de manutenção de equipamentos pesados de veículos da prefeitura sem abrirem licitação. A denúncia também aponta altos gastos com pagamentos de serviços não prestados, além de clonagem de notas fiscais e utilização de empresas fantasmas.

Neimar Pereira informou, nesta terça-feira (22), não ter conhecimento da condenação. Clebél Angel Marão e o ex-servidor Dilson Mercino não foram localizados pela reportagem para comentar o assunto.







Fonte:eptv