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Curiosidades: Movimentos nativistas e de libertação – Inconfidência Mineira – 1789 – Vila Rica

Leitura da sentença dos inconfidentes, por Leopoldino Faria.

A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta abortada pelo governo em 1789, em pleno ciclo do ouro, na então capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.

Foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial.

No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.

Causas

Neste  período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem  ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).

Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.

Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela idéias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.

 Os Inconfidentes 
Tiradentes: líder da Inconfidência Mineira

O grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes (saiba mais sobre ele) era formado pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira. A ideia do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim : Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).

Conseqüências

A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas. A Bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.


Curiosidades

Na primeira noite em que a cabeça de Tiradentes foi exposta em Vila Rica, foi furtada, sendo o seu paradeiro desconhecido até aos nossos dias.
Tratando-se de uma condenação por inconfidência (traição à Coroa), os sinos das igrejas não poderiam tocar quando da execução. Afirma a lenda que, mesmo assim, no momento do enforcamento, o sino da igreja local soou cinco badaladas.

A casa de Tiradentes foi arrasada, o seu local foi salgado para que mais nada ali nascesse, e as autoridades declararam infames todos os seus descendentes.

Tiradentes jamais teve barba e cabelos grandes. Como alferes, o máximo permitido pelo Exército Português seria um discreto bigode. Durante o tempo que passou na prisão, Tiradentes, assim como todos os presos, tinha periodicamente os cabelos e a barba aparados, para evitar a proliferação de piolhos, e, durante a execução estava careca com a barba feita, pois o cabelo e a barba poderiam interferir na ação da corda.





Fonte:www.sohistoria.com.br

Poetisa mineira Adélia Prado é apontada como uma das maiores poetas brasileiras vivas

Adélia Prado/ FotoTiago Queiroz/Estadão




Escritora mineira comenta sua nova obra em entrevista concedida ao Estadão. Poetisa não lançava nada havia três anos

Em entrevista ao Estadão, a poetisa mineira Adélia Prado fala sobre o lançamento do seu novo livro, intitulado Miserere, nesta quinta-feira (27). Segundo a publicação, a escritora flerta com a metafísica ao mesmo tempo em que aposta na grandeza das pequenas coisas nos 38 poemas da obra.

Considerada a maior poeta brasileira viva (ao lado de Gullar e Manoel de Barros), Adélia Prado não publicava nada havia três anos, quando saiu A Duração do Dia. "E, como não poderia ser diferente, sua poesia estabelece um diálogo com Deus, uma ponte com a transcendência", destaca a entrevista.

A poesia, para Ferreira Gullar, nasce de um espanto. Já para Adélia Prado, ela vem da “terceira margem da alma”. Ambos concordam, porém, que os momentos inspirados vêm subitamente, sem controle, reservando ao poeta a função de instrumento para decodificá-los em versos. Por isso é irregular o período que separa cada novo livro de poesia. Adélia, por exemplo, não publicava nada havia três anos, quando saiu A Duração do Dia. O jejum termina na quinta-feira, quando chega às livrarias Miserere (editora Record).

Por que os poemas de Miserere são mais escuros que seus habituais? O título do livro foi definido por conta disso?
Primeiro porque os olhos se turvam na velhice e a privação de regalias da juventude trazem consigo, de maneira não idealizada, as realidades do sofrimento e da morte. Abrir os olhos dói: morrer de tuberculose, que eu achava o máximo na maioria dos poetas que admirava na escola e de muitos santos que me encantavam com seus martírios, é de fato coisa tenebrosa e dificílima. Hoje, quando digo ‘miserere nobis’ (tem piedade de nós), sei um pouquinho mais do que estou falando. Assusta descobrir nossa orfandade original. Mas nada se apresenta sem remédio por causa da fé e da poesia, que considero uma forma estupenda de fé e esperança. O título Miserere foi escolhido porque me parece o que mais revela o espírito do livro.

A senhora faz duas citações de Marie Noël, poeta francesa que viveu a separação entre a fé e o desespero, e cuja obra culminou com um grito blasfemo, mas particularmente comovente. O que lhe atrai na poesia de Noël?
Exatamente o que você citou. Seu sofrimento me deixa perplexa e eu não conheço sua poesia – certamente o que lhe permitiu viver. Sabe onde encontro sua obra? Só conheço Notas Íntimas, que me impressionou muitíssimo e onde me reconheci de corpo inteiro em alguns aspectos. Ler esse livro bastou-me como ingresso em sua tribo.

O mundo atual, perturbado pelo terrorismo e pela guerra, ainda é propício à poesia? 
Não apenas propício à poesia, mas faminto dela.

A senhora já teve alguma experiência mística por meio da arte?
Como diz Guimarães Rosa, não sei de nada, mas desconfio de muita coisa. Mística – a experiência – é dom de Deus que Ele dá a quem quer. Estou na categoria dos seguidores. Ele me protege, tenho medo de certas dores.

A senhora acredita que sua poesia perderia o sentido sem a religião? A poesia é mais oração ou mais comunhão? Acredita que pode haver um poeta ateu?
Certamente escreveria outro tipo de poesia, mas não deixaria de escrevê-la. No texto de um poeta ateu, o substrato de sua poesia é o mesmo no de um poeta crente. Porque o fenômeno poético é religioso em sua natureza. A poesia, independentemente da crença ou não crença do poeta, nos liga a um centro de significação e sentido, assim como o faz a fé religiosa. Por isso é que a poesia é tão consoladora, dá tanta alegria. Minha formação é religiosa, confesso o que creio e é impossível que nossas profundas convicções desapareçam quando escrevemos. Seria esquizofrênico. Mística e poesia são braços do mesmo rio. Deus me deu o segundo, mas a fonte é a mesma, o Espírito Divino. A despeito de si mesmo, o poeta ateu entrega o ouro em sua poesia. É simples, rigorosamente ninguém é o criador da Beleza (poesia). Ela vem, eu diria como Guimarães Rosa, da terceira margem da alma. O poeta é só o “cavalo do Santo”, queira ou não. Às vezes, somos tentados a desistir quando descobrimos que ela, a poesia, é muito melhor que seu autor. É a tentação do orgulho. Que Deus nos livre dela.

É curioso como a realidade também parece exercer forte influência em seus versos – lembro-me de O Ditador na Prisão, que nasceu a partir de sua preocupação do destino do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, e agora em Lápide para Steve Jobs. A força da poesia está em oferecer um conforto moral?
A poesia oferece a realidade e sua beleza. Esta é sua força, seu conforto, sua alegria.

“Graças a Deus sou medrosa, / o instinto da sobrevivência / me torna a língua gentil” são alguns versos de Branca de Neve. Até que ponto isso se aplica à sua poesia?
A poesia não é nem pode ser uma “língua gentil”. Tem que ser sempre uma língua bela. No poema citado, Língua Gentil refere-se ao poeta e a seus medos e não à poesia propriamente. Língua Gentil, no caso do poema, é a língua que o poeta diz usar para não estumar as feras, para que elas não o devorem. De novo, não no poema, mas na vida, para lidar com os monstros interiores.

Quando a realidade cotidiana se mostra como maravilhamento e quando não passa de mera realidade?
Quando olho pedra e vejo pedra mesmo, só estou vendo a aparência. Quando a pedra me põe confusa de estranhamento e beleza, eu a estou vendo em sua realidade que nunca é apenas física. A aparência diz pouco. Só a poesia mostra o real.






Fonte:Estadão

Aluna mineira vence o Prêmio Jovem Cientista e é premiada em Brasília

Thaís Rocha Arrighi foi premiada em Brasília
Depois de desenvolver um projeto que gerou economia de água na Escola Estadual Professora Francisca Pereira Rodrigues, do município de Piraúba, Thaís Rocha Arrighi recebe seu prêmio. A aluna do 2º ano do ensino médio conquistou o 2º lugar da categoria Estudante de Ensino Médio do Prêmio Jovem Cientista e recebeu sua premiação, um laptop, das mãos da presidente Dilma Rousseff hoje, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto.

“Essa foi a primeira vez que a escola participou e eu também. Esse resultado foi surpreendente. Gostei muito de ter ganhado, o trabalho está sendo bem visto, dá visibilidade para a escola e isso estimula a gente a pesquisar mais sobre o consumo de água. Essa será a primeira de muitas pesquisas tenho certeza”, conta a idealizadora do projeto ‘Chiquita economizando água – hábitos inadequados e hábitos adequados’.

Participaram da cerimônia, além da presidente, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação; Marco Antonio Raupp; o presidente do CNPq Glaucius Oliva; o representante da Fundação Roberto Marinho Paulo Marinho; a vice-presidente do Instituto Gerdau, Beatriz Gerdau Johannpeter, e o presidente e CEO da GE Brasil, Gilberto Peralta.

O projeto vencedor desenvolvido por Thais veio da sua vontade de mostrar aos colegas de sua escola quanta água eles consumiam, curiosidades sobre o consumo brasileiro e informações que levassem à conscientização dos outros alunos e da escola no intuito de poupar água. No projeto, através de questionários, a aluna chegou a medidas que poderiam ser tomadas para chegar nesse resultado.

Prêmio Jovem Cientista

Iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE, o Prêmio Jovem Cientista premia projetos de estudantes do país desde 1981. Este ano, o Prêmio que teve o tema ‘Água – desafios da sociedade’ bateu recorde de inscrições. Foram 3.226 inscrições de todo o país, sendo 2.541 na categoria Estudante do Ensino Médio. O Prêmio também conta com as categorias “Mestre e Doutor” e “Estudante do Ensino Superior”.





Fonte> Agência Minas

Já tomou Caldo de Pinto ?


A culinária mineira é rica em diversidade de sabores que estimula o paladar e a vontade de provar a famosa comida.

Mas a culinária de minas também trás nomes de pratos que são comuns aos mineiros, mas que entre nos causa estranheza, risos e que fazem as pessoas gaguejarem quando alguém pergunta se ela já provou certos pratos.

O caldo de Pinto é uma das receitas que provoca muito risos quando se pergunta: você já tomou caldo de pinto?

O engraçado na pergunta é que sempre se leva para o lado que podemos dizer… você sabe, mesmo a pergunta tendo a palavra caldo. Isso torna essa receita cada vez mais tradicional e instigante.



Fonte: Informações pirainfo.com.br

Cachaça mineira é a bebida oficial do Rock in Rio, maior festival de música do país

A Seleta é produzida no município de Salinas, no Norte de Minas, considerada a capital mundial da cachaça.
O Rock in Rio, famoso festival internacional de música, firmou parceria com a cachaçaria mineira Seleta, do município de Salinas, Norte de Minas, que lançou a bebida oficial do evento.

Armazenado por dois anos em tonéis de umburana, a Seleta Rock in Rio tem graduação alcoólica de 42% e já pode ser encomendada em lojas virtuais, destaca a reportagem.

Que bandas de rock e metal lançam suas bebidas alcoólicas oficiais, não é novidade. Pegando carona neste movimento comercial que inclui grupos como Slayer, Iron Maiden, Mothörhead, Sepultura, Velhas Virgens... o Rock in Rio investiu em uma parceria com a produtora mineira de cachaças Seleta, para lançar bebida oficial do evento.

O produto, busca aliar o rock à brasilidade típica da cachaça para que os consumidores tenham "uma boa dose de emoção" durante o Festival. Desta forma, foi selada a parceria entre o Rock in Rio e a famosa marca, da cidade de Salinas – conhecida pela enorme variedade de cachaças locais - situada no sertão do estado, que é considerado a capital mundial da cachaça.

Armazenado por dois anos em tonéis de umburana, a Seleta Rock in Rio tem graduação aloólica de 42% e já pode ser encomendada em lojas virtuais. Em 30 anos de história, esta´de 2013 é a 12ª edição do Festival acontece de 13 a 22 de setembro. Todos os dias estão com os ingressos esgotados.






Fonte:Portal Uai

Cantora mineira Clara Nunes: 30 anos de saudade

Clara faleceu aos 39 anos, no Rio de Janeiro

Há exatos 30 anos, o Brasil chorava a perda do canto imponente de Clara Nunes. A mineira, com vestido rendado, pulseiras, tiaras e farta cabeleira vermelha evocava as raízes africanas em seu samba, que sacramentou o poder feminino na música brasileira. Com o LP 'Alvorecer', ela foi a primeira mulher a ultrapassar a marca de 500 mil cópias vendidas. Sua interpretação e sua estética inspiram até hoje gerações de cantoras e parceiros antigos não cansam de reverenciar a diva que teria completado 70 anos em 2012. “Clara era a própria representação da força brasileira. Veio de uma pequena cidade mineira chamada Paraopeba e nunca perdeu a simplicidade e a humildade. Ela marcou a alma do povo pelo canto simples e pela maneira de ser”, afirmou Paulo César Pinheiro em entrevista feita em 2011. Viúvo da cantora, ele teve mais 20 composições gravadas por ela — hoje em dia prefere não comentar o passado.


No Rio de Janeiro, a memória de Clara pulsa nas obras de antigos parceiros. Delcio Carvalho teve sua história transformada pela cantora e acabou mudando o curso da carreira dela também: ele é o compositor da música 'Alvorecer'. “Depois, Clara gravou 'Derramando lágrimas'. Cheguei a mostrar 'Sonho meu' (criada com Dona Ivone Lara), mas achei que ela não tinha gostado. Sorte que Maria Bethânia estava procurando algo para gravar, gostou e a música acabou acontecendo (risos). Com exceção das que já nasceram na tradição, como Elza Soares, Clara foi a maior cantora de samba do país”, lembra o sambista carioca.

Material raro

As homenagens a ela nunca cessaram, mas ganharam fôlego com a proximidade do septuagésimo aniversário. Na Sapucaí, o enredo de 2012 da Portela foi “... E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual”, saudando a Bahia e Clara. Em dezembro, o Canal Brasil exibiu uma série com depoimentos de amigos e familiares, primeiro episódio de uma sequência de tributos organizados pelo jornalista Vagner Fernandes, autor da biografia 'Clara Nunes — Guerreira da utopia'.

“O objetivo da série Clara era traçar um panorama da trajetória da Clara artista e da Clara mulher. Mas tínhamos o tempo como limitador. Há muito o que se falar sobre ela, então a série será ganhará materiais extras antes de chegar aos cinemas”, conta Fernandes. Além do filme dirigido por Darcy Burger, o biógrafo revisou os 16 álbuns da cantora — que serão relançados em formato avulso e em box — e reeditou o livro lançado em 2007 e há um ano e meio esgotado nas prateleiras. “É uma edição revista e ampliada. Quero incluir informações como o encarte todo em japonês de um programa que ela participou naquele país, e áudios inéditos”.

A mineira destacava-se pela voz e a intensidade nas interpretações

Entre essas raridades estão as gravações do show Sabor bem Brasil, em que Clara canta ao lado de Luiz Gonzaga, João Bosco, Waldir Azevedo e Altamiro Carilho; da apresentação em Abidjan (Costa do Marfim) com João Nogueira; e dos ensaios do show Sabiá, sabiô, com direção de Hermínio Bello de Carvalho.

Os materiais são do técnico de som Genival Barros, que trabalhou com a artista mineira e hoje faz parte da equipe de Roberto Carlos. “Fui buscar outra gravação com o Genival, quando ele disse que teria algo melhor do que eu procurava. Isso foi no fim de 2011. Sabiá, sabiô tem músicas que não faziam parte da discografia oficial dela, como Quando o carnaval chegar, de Chico Buarque”, diz Fernandes.


Assim como os projetos anteriores, uma exposição dedicada à cantora está prevista para o segundo semestre deste ano. A mostra acontecerá no Rio e terá vídeos, áudios e imagens inéditas. “Quero contar de fato quem foi Clara Nunes. Dar a Clara o que ela merece. Ela é uma das maiores cantoras do Brasil. E digo no presente porque 30 anos depois ela continua sendo lembrada. Clara e sua obra são atemporais”.

Assista ao vídeo de Clara Nunes interpretando 'Canto das três raças', de Paulo César Pinheiro


Fonte: Informações Estado de Minas

Prefeito de Barbacena é o novo presidente da Associação Mineira de Municípios

Novo presidente foi eleito por unanimidade

Com 155 votos válidos, o prefeito da cidade de Barbacena, Toninho Andrada, foi eleito o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) nesta terça-feira (26). Andrada é o 17º Presidente da Associação e fica à frente da instituição durante o biênio 2013/2015. Ele substituirá o ex-prefeito de São Gonçalo do Pará, Ângelo Roncalli (PR), na direção da entidade.

Antônio Carlos Andrada é advogado e professor universitário. Tem pós-graduação em direito público e controle da administração pública. Foi o vereador mais votado e o mais jovem prefeito eleito em Barbacena, deputado estadual por duas vezes e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, onde foi seu presidente pelo biênio 2011/2012.

O presidente eleito da AMM afirma que sua expectativa para os próximos dois anos à frente ao movimento municipalista mineiro é de muito trabalho. "A bandeira municipalista requer um alerta permanente. A AMM ao longo dos anos adquiriu a condição de intérprete, com muita legitimidade, dessas bandeiras municipalistas. E para manter essa bandeira, damos sequência ao trabalho que vem sendo feito através dos anos. Também desejo trazer dados novos que a realidade do momento exige", destaca.

O novo presidente tem o desafio de comandar, pelos próximos dois anos, uma das mais importantes associações municipalistas do Brasil. Representante legítima dos 853 municípios de Minas Gerais, a AMM tem se destacado, nos últimos anos, no cenário político nacional por defender os interesses das cidades mineiras como a nova redistribuição dos royalties do Petróleo e a discussão de um novo pacto federativo.

A nova diretoria, que toma posse no dia 9 de maio deste ano durante o 30º Congresso Mineiro de Municípios, também é composta por 30 diretores regionais, três conselheiros fiscais e mais três membros suplentes.

Para Ângelo Roncalli, que deixa a presidência  da AMM, fica a sensação de dever cumprido. "Nós ainda temos esse processo até o Congresso Mineiro de Municípios, mas já considero uma vitória do movimento municipalista. A associação é de todos os prefeitos, de todos os municípios e por isso buscamos, desde o início, um consenso com representantes de diversos partidos, representantes de norte a sul de Minas Gerais, assim, sem dúvida alguma, quem tem a ganhar é a AMM e o movimento municipalista", ressalta.

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro, expressou sua satisfação com a nova diretoria, "A AMM tem partilhado de todas as ações, de todas as causas nobres do parlamento de Minas que se traduzem nas causas do Brasil. Certamente sobre a liderança do nosso amigo Toninho Andrada, haverá de prevalecer e eu considero isso um reforço considerável para a causa municipalista".

O vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, se diz contente com a nova diretoria por ela contemplar todas as regiões de Minas, "É uma enorme satisfação ver essa nova diretoria que assume. Ela representa todas as regiões do Estado, mas capitaneada por homens públicos com quem tive o privilégio de conviver no parlamento mineiro".






Fonte: O Tempo

Por que os mineiros falam “uai”?



Os nascidos no Estado de Minas Gerais são famosos por utilizarem a expressão “uai” no final das frases. Em especial os habitantes do interior do Estado utilizam-se dela com maior frequência. Mas, de onde será que surgiu isso?

Depois de muitas pesquisas feitas pela professora Dorália Galesso a pedido do então presidente Juscelino Kubitschek, finalmente foi encontrada a explicação.

Na época da Inconfidência Mineira, seus partidários, embora considerados patriotas, não eram bem vistos pela Coroa Portuguesa. Para que não tivessem problemas, criaram códigos para se comunicar e não serem pegos pela polícia lusitana.

Esses códigos serviam para receber os companheiros nos porões onde se reuniam e como eram quase todos integrantes da Maçonaria, davam três batidas na porta e respondiam a uma senha que os permitiam entrar: UAI (que eram as iniciais de União, Amor e Independência).

Mesmo finalizada a revolta, a senha permaneceu espalhando-se entre os hábitos dos locais, sendo até hoje utilizada no vocabulário cotidiano mineiro.

'Dia da Cachaça' Cachaça mineira celebra o momento



Hoje é comemorado o Dia da Cachaça, bebida que é produzida por cerca de 90 mil produtores em Minas Gerais, segundo estimativa do presidente da Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade (Ampaq), Alexandre Wagner da Silva.

Para vários produtores mineiros há motivos para comemorar, já que a demanda vem crescendo. É o caso das Cachaças Pendão que, conforme o gerente de marketing, Luciano Ramalho, investiu cerca de R$ 500 mil na construção de um novo alambique, o Melo Viana, em
Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, inaugurado há um mês. "A produção vai ser triplicada", diz. O outro alambique fica em Itatiaiuçu. De acordo com ele, no acumulado do ano até agosto, as vendas cresceram em torno de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado, conforme Ramalho é fruto de vários fatores, em especial, os investimentos feitos na divulgação do produto. "O consumo vem aumentando, isto se deve a desmistificação da bebida que, para muitos ainda está associada aos bêbados. Queremos valorizar a bebida, mostrar que ela também é nobre", ressalta.

O gerente administrativo da cachaça Seleta, Márcio Nogueira, afirmou que a bebida agregou valor ao nome, e hoje tem "glamour" entre os apreciadores. Ele afirma que o mercado está aquecido e a empresa investe em produtos diferenciados para prender o consumidor, como cachaças com sabores diferentes, além das específicas para caipirinha. "Queremos atingir a produção de 236 mil caixas de cachaça, superando um milhão de litros ao mês", diz.

No Alambique, em Belo Horizonte, a cachaça e as bebidas à base do produto, como a caipirinha, ocupam o quinto lugar na preferência dos clientes, de acordo com o coordenador de compras, Washington Guedes.






Fonte:Informações O Tempo

Equipe de basquete feminino de Lavras é campeã mineira

Atletas que venceram o campeonato mineiro, seis delas vão compor o quadro da seleção mineira

As meninas do bairro Novo Horizonte mais uma vez subiram no lugar mais alto do pódio, elas foram campeãs invictas no Campeonato Mineiro sub-15, pelo segundo ano consecutivo. Além disso, a lista definitiva da convocação para a seleção mineira de basquete, divulgada esta semana pelo presidente da Federação Mineira de Basketeball, Márcio de Oliveira Pintoconsta os nomes de seis atletas da equipe do Novo Horizonte.
A equipe de atletas formadas pelo técnico Ricardo Pacheco também é bi-campeão dos Jogos Escolares de Minas Gerais sub-15.  A equipe de Lavras é mantida pela Prefeitura Municipal e tem o apoio  do Laticínios Verde Campo.
As meninas do Novo Horizonte jogaram dez partidas e obtiveram dez vitórias e sagrou-se campeã. Em segundo lugar ficou a equipe da Caldense, que jogou dez partidas, venceu sete e perdeu três. O Praia Clube ficou em terceiro lugar, seguido da equipe de Varginha, Cataguases e Araguari.








Fonet:Jornal de Lavras

Pianista-mirim mineira rumo à Alemanha


Aos 5 anos, Victoria se apresentava em festivais e, aos 11, está pronta para encantar 10 mil pessoas em Berlim



À primeira vista, Victoria Paulino de Souza, de 11 anos, parece ser uma menina comum, como as da mesma idade. Mas o fato de não se sentir à vontade em rodas de bate-papo de colegas, quando o assunto é música, já denuncia sua particularidade. Enquanto a maioria das garotas sabe de cor o novo sucesso dos cantores Luan Santana e Michel Teló, Victoria traz, na ponta da língua, o nome de alguns de seus artistas favoritos: Chico Buarque, Caetano Veloso, Mozart e Beethoven. Não são raras as vezes em que ela é taxada de “estranha”, por não se render aos encantos dos astros que enfeitam as paredes dos quartos das amigas, que avaliam seu gosto musical como “chato” e “sonolento”.

Victoria, porém, não se deixa influenciar. Desde os 5 anos aprendeu com a mãe, que é professora de música, a apreciar o que muitos – principalmente na idade dela – desaprovam.

“Sempre coloquei música clássica para minha filha ouvir e o fato de dar aula de piano e ter o instrumento em casa também ajudou”, diz Hirle Paulino de Souza, de 46 anos. A expectativa era a de que a menina tomasse gosto pela atividade, mas a garota foi além e acabou superando a mestre, tornando-se pianista.

Quando Victoria ainda via a profissão da mãe apenas como “uma coisa bonita”, começou a fazer aulas e não parou mais. Ela também aprendeu a tocar violino e flauta transversal, “mas gosto mais do piano, mesmo”, ressalta.

O gosto virou “coisa séria”. Com 5 anos, a menina já se apresentava em festivais e aos 7 ganhou o primeiro prêmio, após concorrer com mais de cem pessoas e ficar entre as 24 melhores. Entre os vencedores, Victoria era a mais nova, seguida apenas por um garoto de 13 anos. Todos os outros eram adultos.

A sequência de conquistas colocou a mineirinha no patamar de prodígio. Aos 8 anos, ela ficou entre os ganhadores de um concurso de músicos em Ouro Branco, na região central de Minas, e ainda foi selecionada entre os melhores em uma disputa no Rio de Janeiro. Os concorrentes tinham mais de 20 anos.

“É raro ter um dom assim, nessa idade, mas costumo dizer que barro só fica bom na mão de quem sabe moldar”, afirma Hirle. Por isso, ela foi atrás do melhor professor para a filha. A menina tem aulas semanais com Miguel Rosselini. Pianista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele não costuma atender alunos particulares.








Fonte: Hoje em Dia

Aos 100 anos, mulher é exemplo de determinação

A ginecologista Celina revê as fotos de formatura da turma da Faculdade de Medicina


Celina Abreu de Aquino venceu preconceitos e, mesmo sem dinheiro, se tornou a primeira ginecologista de BH

Em 7 de setembro de 1911, nascia uma belo-horizontina que seria reconhecida como exemplo de coragem e profissionalismo. Filha de funcionário público e de dona de casa, Celina Abreu de Aquino quebrou preconceitos e se tornou uma das duas primeiras mulheres matriculadas na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. E foi muito além: tornou-se a primeira médica ginecologista de Belo Horizonte.


Tanta paixão pela medicina acabou virando livro, lançado dia 30 de setembro. Em “Doutora Celina – Cem Anos de Vida e Solidariedade”, o ouvidor do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte, Manuel Hygino, conta a vida desta mulher que abdicou da própria vida para cuidar dos enfermos. “Ela é a primeira ginecologista nascida e formada em Belo Horizonte. O livro é uma homenagem àquela que dedicou todo o seu tempo para cuidar dos necessitados”, resume o autor.