Depois de quase 15 anos de espera, um jardineiro, de 19 anos, vai receber R$ 3 milhões de um hospital de Montes Claros, no Norte do Estado. O dinheiro é uma indenização por um erro médico ocorrido em 1996, quando ele tinha apenas 4 anos, e foi internado com anemia. Depois de três meses de tratamento na instituição, o então garoto saiu de lá cego.
“Não me explicaram o procedimento médico que seria realizado no meu filho. O que sei é que colocaram soro na cabeça do menino. Depois, ele foi internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo). Quando ele voltou para casa, não estava enxergando mais”, explicou Evangelista, pai de Delvair Santos.
Desde 1996, ele luta na Justiça pela reparação do erro. O processo passou por todas as instâncias e agora está na fase de execução da sentença – o pagamento deve ser feito no prazo de 60 dias. A pena determina que se o depósito não for feito nesse período, todos os bens da instituição médica devem ser penhorados.
“Apesar da decisão ser final, nós estamos dispostos a negociar o pagamento com o hospital para evitar problemas”, garantiu o advogado Rherisson Vinícius Oliveira.
O médico e diretor administrativo do hospital de Montes Claros, Fernando Aguiar Vita, contou que Delvair, naquela época da internação, chegou à unidade em estado crítico, com quadro de anemia profunda. De acordo com o médico, o garoto também apresentava uma lesão no olho esquerdo e baixo desenvolvimento mental. “Como ele não tinha veia exposta nos braços, recebeu o soro para hidratar na cabeça, o que é comum nesse tipo de situação.O prontuário hospitalar dele mostra que foi a anemia, e não o procedimento do soro, que provocou as sequelas dele. Portanto não houve erro médico”, garantiu.
Fernando Vita disse ainda que pretende negociar com a família. “A indenização é “impagável”, argumentou.
Fonte:otempo.com.br
“Não me explicaram o procedimento médico que seria realizado no meu filho. O que sei é que colocaram soro na cabeça do menino. Depois, ele foi internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo). Quando ele voltou para casa, não estava enxergando mais”, explicou Evangelista, pai de Delvair Santos.
Desde 1996, ele luta na Justiça pela reparação do erro. O processo passou por todas as instâncias e agora está na fase de execução da sentença – o pagamento deve ser feito no prazo de 60 dias. A pena determina que se o depósito não for feito nesse período, todos os bens da instituição médica devem ser penhorados.
“Apesar da decisão ser final, nós estamos dispostos a negociar o pagamento com o hospital para evitar problemas”, garantiu o advogado Rherisson Vinícius Oliveira.
O médico e diretor administrativo do hospital de Montes Claros, Fernando Aguiar Vita, contou que Delvair, naquela época da internação, chegou à unidade em estado crítico, com quadro de anemia profunda. De acordo com o médico, o garoto também apresentava uma lesão no olho esquerdo e baixo desenvolvimento mental. “Como ele não tinha veia exposta nos braços, recebeu o soro para hidratar na cabeça, o que é comum nesse tipo de situação.O prontuário hospitalar dele mostra que foi a anemia, e não o procedimento do soro, que provocou as sequelas dele. Portanto não houve erro médico”, garantiu.
Fernando Vita disse ainda que pretende negociar com a família. “A indenização é “impagável”, argumentou.
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