Ex-patroa compra carro zero, TV de plasma e usa cartão de crédito de mulher que trabalhou para ela por mais de dez anos
Depois de procurar um banco para fazer um financiamento de um apartamento, a empregada doméstica Elisabete dos Santos Quaresma, de 38 anos, descobriu que não poderia fazer a dívida porque o nome dela está sujo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). O motivo, a ex-patroa usou o seu nome para contrair dívidas que somam quase R$ 45 mil.
"É difícil escolher palavras para falar da situação. Foram mais de 10 anos trabalhando na mesma casa, numa relação que evoluiu para a amizade", disse, aos prantos, a empregada doméstica. Com base na confiança e nessa amizade, em 2008, ela emprestou o nome para a ex-patroa, uma representante comercial, comprar um carro em uma concessionária, no valor de R$ 48 mil, que seria pago em 60 prestações de R$ 1.500. "Ela me procurou quase 13 anos depois de eu deixar a casa dela. Ela dizia que estava com problemas de saúde e precisava do veículo para trabalhar como representante comercial de uma gráfica de São Paulo. Queria ajudá-la, mas ela me prejudicou".
Segundo Elisabete, na concessionária, ela assinou um contrato em branco de compra e venda do veículo, com todos os seus dados pessoais. Com renda de apenas um salário mínimo, não poderia contrair a dívida. Depois, ficou sabendo que na contratação do financiamento, sua renda apresentada era de R$ 10 mil mensais e que sua profissão constava como artista plástica.
Ao todo, a patroa pagou 33 parcelas do carro. Das 27 restantes, quatro estão atrasadas e mais de 50 cartas de cobrança foram enviadas à casa da emprega doméstica. "Ela disse que está desempregada e não tem como arcar com a dívida".
Além da conta do carro, a ex-patroa também teria usado os dados de Elisabete Quaresma para fazer um cartão de crédito, usado para comprar uma televisão no valor de R$ 2.500. "Ela também comprou um telefone e a conta de cerca de R$ 3.200 chegou na minha casa. Não posso arcar com tudo isso".
Sem contato
A ex-patroa de Elisabete, uma representante comercial de 48 anos, foi procurada pela reportagem, mas o celular dela estava desligado durante o dia de ontem. A filha dela informou que ela está em Juiz de Fora, na Zona da Mata, onde acompanha a mãe hospitalizada na cidade e não tem previsão de retornar à capital.
Fonte:otempo.com.br
Depois de procurar um banco para fazer um financiamento de um apartamento, a empregada doméstica Elisabete dos Santos Quaresma, de 38 anos, descobriu que não poderia fazer a dívida porque o nome dela está sujo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). O motivo, a ex-patroa usou o seu nome para contrair dívidas que somam quase R$ 45 mil.
"É difícil escolher palavras para falar da situação. Foram mais de 10 anos trabalhando na mesma casa, numa relação que evoluiu para a amizade", disse, aos prantos, a empregada doméstica. Com base na confiança e nessa amizade, em 2008, ela emprestou o nome para a ex-patroa, uma representante comercial, comprar um carro em uma concessionária, no valor de R$ 48 mil, que seria pago em 60 prestações de R$ 1.500. "Ela me procurou quase 13 anos depois de eu deixar a casa dela. Ela dizia que estava com problemas de saúde e precisava do veículo para trabalhar como representante comercial de uma gráfica de São Paulo. Queria ajudá-la, mas ela me prejudicou".
Segundo Elisabete, na concessionária, ela assinou um contrato em branco de compra e venda do veículo, com todos os seus dados pessoais. Com renda de apenas um salário mínimo, não poderia contrair a dívida. Depois, ficou sabendo que na contratação do financiamento, sua renda apresentada era de R$ 10 mil mensais e que sua profissão constava como artista plástica.
Ao todo, a patroa pagou 33 parcelas do carro. Das 27 restantes, quatro estão atrasadas e mais de 50 cartas de cobrança foram enviadas à casa da emprega doméstica. "Ela disse que está desempregada e não tem como arcar com a dívida".
Além da conta do carro, a ex-patroa também teria usado os dados de Elisabete Quaresma para fazer um cartão de crédito, usado para comprar uma televisão no valor de R$ 2.500. "Ela também comprou um telefone e a conta de cerca de R$ 3.200 chegou na minha casa. Não posso arcar com tudo isso".
Sem contato
A ex-patroa de Elisabete, uma representante comercial de 48 anos, foi procurada pela reportagem, mas o celular dela estava desligado durante o dia de ontem. A filha dela informou que ela está em Juiz de Fora, na Zona da Mata, onde acompanha a mãe hospitalizada na cidade e não tem previsão de retornar à capital.
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