Brasília. Demissões e atraso no pagamento do 13º salário devem ser as novas medidas adotadas pelos prefeitos mineiros até o fim do ano em razão da crise econômica que atinge as cidades. "A turma está no sufoco. Já tem muita gente com pagamentos de pessoal e de fornecedor atrasados. Agora, vão começar as demissões", afirmou o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Ângelo Roncalli.
Em Três Marias, no Centro-Oeste mineiro, as primeiras demissões devem começar ainda nesta semana, de acordo com o prefeito, Adair Divino (PSDB), que está encerrando seu segundo mandato. "Estamos avaliando quais cargos podem ser cortados", afirmou. Ele reclamou também dos gastos com a educação. De acordo com ele, o repasse do Fundeb caiu 20% neste ano. Com isso, é preciso tirar dinheiro do caixa da prefeitura para arcar com as despesas do setor. "Devo ter problemas para pagar o 13º do magistério", avisou.
A prefeita de Lavras, no Sul de Minas, Jussara Menicucci, diz que já deixou de receber neste ano cerca de R$ 4 milhões relativos ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse dinheiro equivale ao pagamento de um mês inteiro do funcionalismo. Para não atrasar os pagamentos, ela suspendeu as obras de uma creche.
Em Santana da Vargem, também no Sul de Minas, quem sofre com a queda nos repasses são os pacientes que precisam de consultas especializadas. Há cerca de um mês a prefeitura suspendeu as consultas de psiquiatria, neurologia e outras especialidades, informa o prefeito Argemiro Galvão.
Fonte: O Tempo
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