Cachaça mineira será a grande vitoriosa na Copa do Mundo


Hoje, apenas 1% da produção nacional é importada, mas percentual deve subir

A Copa do Mundo vai abrir uma janela para a cachaça brasileira alcançar o mercado externo. Hoje, dos 1,4 bilhão de litros produzidos por ano, menos de 1% são exportados. Mas, segundo o diretor de marketing da Expocachaça, José Lúcio Mendes, a hora de avançar é agora.

“Temos que aproveitar esse momento em que todos os olhos do mundo estão voltados para o Brasil para divulgar nosso produto. Uma oportunidade como essa dificilmente aparecerá de novo, pois é muito caro fazer investimento de divulgação e, na Copa das Confederações, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, a visibilidade será espontânea”, afirma.

Na avaliação de Mendes, a vitrine dos eventos esportivos ganha ainda mais força com o recente reconhecimento dos Estados Unidos que, desde abril, oficializou a bebida como genuinamente brasileira. Antes, ela era tratada como rum. “Os Estados Unidos têm o maior mercado de bebidas do mundo, portanto, só o fato de eles reconhecerem a cachaça abre portas para exportarmos inclusive para outros países”, destaca Mendes.

O empresário Giovanni Viotti, dono da Cachaça Pendão, já tem planos para reverter futebol em lucros. Em junho, ele vai aproveitar para apresentar seus alambiques em Itatiauçu e em Melo Viana (distrito de Esmeraldas) para um grupo de empresários japoneses que virão assistir ao jogo Japão e México, pela Copa das Confederações. “Nossa produção gira entre 600 mil e 800 mil litros por ano e, até 2014, estarei exportando 10%”, projeta Viotti.

Os contatos com compradores japoneses começaram em março deste ano, quando Viotti participou de uma feira de alimentos e bebidas Foodex, no Japão. De lá, ele voltou com contratos fechados com dois restaurantes, além de outras possibilidades de negócios com distribuidoras de bebidas.

O diretor de marketing da Expocachaça, feira que acontece de 6 a 9 de junho no Expominas, lembra que as atenções internacionais já estão voltadas para a cachaça brasileira. A britânica Diageo, dona do Jonny Walker, comprou no ano passado a cearense Ypioca. Em 2011, a Campari comprou a paulista Sagatiba. “A hora é essa”, afirma Mendes.
















Fonte: O Tempo

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