Sul de Minas:Médicos presos no 'Caso Pavesi' passaram por sindicância, diz CRM-MG

Paulo Veronesi Pavesi foi morto aos 10 anos em
Poços de Caldas (Foto: Reprodução/EPTV)

O urologista Celso Scafi foi preso na última
quinta-feira (6). (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

Médico Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foi
detido pela PM (Foto: Marcelo Rodrigues/ EPTV)

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), Itagiba de Castro Filho, se reuniu nesta quarta-feira (12) com médicos de Poços de Caldas (MG) para falar sobre os três médicos que foram condenados pela remoção de órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi, o Paulinho, na época com 10 anos. Dois deles, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Celso Roberto Frasson Scaffi, já estão presos no presídio de Poços de Caldas. Já o anestesista Sérgio Poli Gaspar, condenado há 14 anos, continua foragido.

Segundo o presidente do CRM-MG, os médicos já haviam passado por sindicâncias dentro do órgão. Ele afirma que nenhuma conduta antiética foi encontrada, e, por isso os processos foram arquivados.

“Isso não significa nenhuma afronta a outra decisão, apenas que na instância ética eles foram considerados não culpados. Nós iremos acompanhar e nos colocar à disposição de qualquer outra instância para que o conselho possa cumprir sua função de assegurar a sociedade sobre o exercício ético da profissão dos médicos”, afirma.

As condenações
Na sentença de mais de 150 páginas, o juiz condenou Cláudio Fernandes a 17 anos de prisão. O texto informa que durante o atendimento ao menino Paulinho, o médico removeu os órgãos da vítima com consciência de que ela estava viva e não examinou o protocolo de morte encefálica. A sentença informa ainda que o médico confessou à Justiça ter grande renda com os transplantes e que sabia das atividades ilícitas da Ong MG Sul Transplantes, que atuava na cidade na época.

Já o urologista Celso Scaffi foi condenado a 18 anos de prisão. De acordo com o juiz, o médico removeu órgãos em desacordo com a disposição legal, levando a vítima à morte, além de escrever que a criança não estava em morte encefálica, já que não houve o exame de arteriografia na Santa Casa. “Ele tentou ainda fraudar provas e inseriu dados falsos no prontuário médico”, declarou.

O médico Sérgio Poli Gaspar, condenado a 14 anos de prisão, é o único que ainda não foi encontrado e já é considerado foragido, pois tinha até esta sexta-feira para apresentar-se à Justiça. Na sentença, o juiz afirma que o médico ajudou a remover as córneas e rins da criança e que tinha plena condição de entender o caráter ilícito da conduta. “Ele não procurou saber se o protocolo de morte encefálica havia sido feito corretamente”, completou.

Além da condenação, o juiz decretou que os três médicos percam os cargos públicos e que sejam afastados do atendimento pelo SUS.



Fonte: Informações g1

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