Erro de 1945 só foi descoberto há dois anos
Uma senhora de Monte Belo, no Sul de Minas, vive um drama. Ela foi dada como morta pelo INSS e por isso não consegue mais receber o benefício de aposentadoria, no valor de um salário mínimo. A confusão aconteceu por causa da troca de certidões de casamento no cartório de Areado. O caso já se arrasta na Justiça há quase dois anos.
No mês de abril de 1945, um cartório de Areado registrou o casamento de uma outra mulher, chamada Rosalina de Oliveira. Seis meses depois, dona Rosalina Esméria de Jesus se casou e fez o registro no mesmo local. O problema é que ela recebeu uma certidão com os dados da mulher que havia casado primeiro. Como não sabia ler nem escrever, a aposentada não percebeu a falha do cartório e Rosalina Esméria de Jesus assumiu a identidade de Rosalina de Oliveira. Coincidentemente, Oliveira era mesmo o nome do marido dela e também sobrenome de Antônio, que se casou com a outra Rosalina.
A confusão só foi descoberta há dois anos quando Rosalina de Oliveira morreu em Guaxupé. Em novembro de 2008, ela foi sepultada no cemitério municipal. Quando a filha dela foi ao INSS pedir o cancelamento do benefício da mãe, ficou sabendo da coincidência. O benefício foi cortado e com isso, quem também deixou de receber o pagamento foi a dona Roselina que permanece viva. Desde então, há um ano e 10 meses, ela não recebe a aposentadoria.
Segundo o delegado Cristiano Ladeira, que investiga o caso, quando as irregularidades na certidão da aposentada foram descobertas, o INSS enviou o caso para a Polícia Federal de Divinópolis. O inquérito concluiu que não houve crime. Segundo o responsável pela agência do INSS de Muzambinho, José Nivaldo Gonçalves, o processo de correção do erro já está quase concluído e em breve a aposentada vai voltar a receber o benefício, inclusive os pagamentos atrasados.
Fonte:eptv








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